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Ex-vereador é condenado pela morte de corretor em disputa por terreno milionário em Manaus

Crime ocorreu em 2017 e teve motivação ligada a venda irregular de imóvel pertencente à Igreja Católica

O ex-vereador do município de Presidente Figueiredo (AM), Maurício Gomes de Souza, de 48 anos, foi condenado a oito anos de prisão por envolvimento na execução do corretor de imóveis Antônio Edson Carvalho de Lima. O crime aconteceu em julho de 2017, em Manaus, e está relacionado a uma disputa judicial e financeira em torno de um terreno de alto valor localizado na zona Oeste da capital amazonense.

De acordo com as investigações, Antônio Edson foi atraído com a promessa de uma negociação imobiliária. Ao chegar na Rua Comandante Eyner Encarnação, no bairro da Paz, foi emboscado e assassinado com diversos tiros. O laudo apontou morte imediata em razão da gravidade dos ferimentos.

O imóvel em questão, avaliado em milhões de reais, pertence à Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia Pró-Menor Dom Bosco, organização ligada à Igreja Católica. No entanto, segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), a propriedade vinha sendo alvo de manobras fraudulentas para ser vendida irregularmente.


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Inicialmente envolvido nas negociações suspeitas, o corretor acabou rompendo com o grupo que intermediava a venda ilegal, liderado pelo empresário Imad Alawie, conhecido como “Mike”. Após se posicionar ao lado dos verdadeiros donos da área — os padres salesianos — a vítima passou a ser ameaçada até ser executada.

Maurício foi apontado como articulador do assassinato e agia, segundo o MP, como representante informal de Imad. Ele teria feito a ponte com os dois homens responsáveis por executar o crime: o policial militar Tonny Darco Rodrigues da Silva e seu irmão, Magson Gomes de Souza, que ainda aguardam julgamento.

Outro envolvido, Rubens Custódio Júnior, também foi condenado, mas por participação de menor relevância. Já o empresário Imad Alawie acabou absolvido por falta de provas diretas, embora o MP tenha reconhecido indícios de sua ligação com o caso.

Além da execução, o PM Tonny Darco é acusado de falsidade ideológica, por registrar um boletim de ocorrência falso, afirmando que a motocicleta usada no crime havia sido furtada. O veículo foi recuperado e devolvido ao acusado, o que levantou suspeitas de irregularidades dentro da corporação.

Veja as fotos do dia do crime:

(FOTO: Reprodução)
(FOTO: Reprodução)

Histórico de fraudes

Maurício Gomes de Souza já havia sido preso em 2019, junto com a esposa, por envolvimento em um esquema de venda fraudulenta de um imóvel em Manaus. O casal foi acusado de negociar uma casa que não lhes pertencia, causando prejuízo de R$ 2,6 milhões. A farsa foi descoberta quando o verdadeiro dono tentou cobrar aluguéis e descobriu a venda irregular.

(FOTO: Reprodução)

O julgamento dos executores do crime — os irmãos Tonny e Magson — está remarcado para o dia 10 de junho, após ser adiado por ausência da defesa técnica.

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O ex-vereador do município de Presidente Figueiredo (AM), Maurício Gomes de Souza, de 48 anos, foi condenado a oito anos de prisão por envolvimento na execução do corretor de imóveis Antônio Edson Carvalho de Lima. O crime aconteceu em julho de 2017, em Manaus, e está relacionado a uma disputa judicial e financeira em torno de um terreno de alto valor localizado na zona Oeste da capital amazonense.

De acordo com as investigações, Antônio Edson foi atraído com a promessa de uma negociação imobiliária. Ao chegar na Rua Comandante Eyner Encarnação, no bairro da Paz, foi emboscado e assassinado com diversos tiros. O laudo apontou morte imediata em razão da gravidade dos ferimentos.

O imóvel em questão, avaliado em milhões de reais, pertence à Inspetoria Salesiana Missionária da Amazônia Pró-Menor Dom Bosco, organização ligada à Igreja Católica. No entanto, segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), a propriedade vinha sendo alvo de manobras fraudulentas para ser vendida irregularmente.


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Maurício foi apontado como articulador do assassinato e agia, segundo o MP, como representante informal de Imad. Ele teria feito a ponte com os dois homens responsáveis por executar o crime: o policial militar Tonny Darco Rodrigues da Silva e seu irmão, Magson Gomes de Souza, que ainda aguardam julgamento.

Outro envolvido, Rubens Custódio Júnior, também foi condenado, mas por participação de menor relevância. Já o empresário Imad Alawie acabou absolvido por falta de provas diretas, embora o MP tenha reconhecido indícios de sua ligação com o caso.

Além da execução, o PM Tonny Darco é acusado de falsidade ideológica, por registrar um boletim de ocorrência falso, afirmando que a motocicleta usada no crime havia sido furtada. O veículo foi recuperado e devolvido ao acusado, o que levantou suspeitas de irregularidades dentro da corporação.

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(FOTO: Reprodução)
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