Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

‘ForestiFi’: Startup une floresta e tecnologia para gerar oportunidade de negócio e impacto social

Como transformar o enorme potencial da Amazônia em oportunidades reais para quem vive e produz na floresta de forma justa, sustentável e com transparência? Essa foi a pergunta que deu origem à ‘ForestiFi’, uma startup criada em 2023 com um objetivo de conectar a floresta ao mercado de investimentos por meio da tecnologia.

A iniciativa nasceu da união entre Glauco Aguiar, especialista em blockchain e infraestrutura digital, e Macaulay Abreu, que tem forte atuação nas cadeias produtivas amazônicas. Juntos, eles criaram um modelo inovador que transforma produtos da sociobiodiversidade, como cacau nativo, guaraná selvagem, pirarucu de manejo e castanha da Amazônia, em tokens digitais (representação virtual de um valor), abrindo novas possibilidades de financiamento para a bioeconomia da floresta.

“Identificamos que muitas cadeias produtivas sustentáveis enfrentam dificuldades de acesso a investimento e visibilidade no mercado. Faltavam instrumentos que conectassem investidores ao impacto socioambiental positivo de quem vive e produz na floresta. Essa lacuna foi o ponto de partida da ForestiFi”, explica Glauco.

'ForestiFi': conheça startup amazonense que une floresta e tecnologia para oportunidade de negócio e impacto social
Foto: Rede Social/ForestiFi

Como funciona?

A proposta da ForestiFi é baseada na tokenização de ativos socioambientais. Isso significa que cada produto da floresta pode ser dividido em frações digitais (tokens), que são vendidos a investidores por meio de uma plataforma online. Esses tokens oferecem remuneração com juros definidos previamente, liquidada de forma automática por smart contracts (contratos digitais inteligentes).

“A plataforma já estruturou tokens vinculados a cacau nativo, pirarucu de manejo, guaraná selvagem e castanha da Amazônia, trazendo cerca R$ 500 mil para as cadeias envolvidas. Pelos nossos cálculos isso já gerou mais de 2M em receitas para as comunidades envolvidas. Beneficiando diretamente sistemas produtivos rurais e comunidades extrativistas, além de apoiar centenas de famílias agricultoras”, detalha ele.

Na prática, o investidor compra um token relacionado, por exemplo, a uma remessa de cacau. Quando esse produto é vendido no mercado, o investidor recebe seu retorno, enquanto os produtores locais têm acesso a capital antecipado para financiar sua produção.

“Os tokens são ofertados por meio de plataforma digital e preveem remuneração com taxa de juros previamente estabelecida após a venda do ativo no mercado, com liquidação automatizada por smart contracts”, detalha.

Benefícios para a Amazônia

A ForestiFi gera impacto direto em três dimensões: econômica, ambiental e social.

“No aspecto econômico, amplia a renda de famílias agricultoras e produtores locais. No ambiental, fortalece práticas sustentáveis e contribui para a conservação de áreas de floresta em pé. E no social, promove governança comunitária e protagonismo local”, conta o cofundador da startup.

Foto: Rede Social/ForestiFi

Leia também:

OpenAI passa a valer US$ 500 bilhões e se torna a maior startup do mundo

Startup amazonense criadora do “barco voador” vence prêmios nacionais; conheça mais


Reconhecimento internacional

Em pouco tempo de atuação, a startup já foi amplamente reconhecida por seu modelo inovador. Em 2025, foi listada entre as 100 startups de sustentabilidade mais inovadoras do mundo no evento ChangeNOW, em Paris, e conta com apoio de gigantes como Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact e Techstars. Além de fazer parte do portfólio da AMAZ, maior aceleradora de impacto da região.

“Para nós, esse reconhecimento tem um valor simbólico muito grande. Ele confirma que é possível unir tecnologia, floresta e comunidade em um mesmo propósito. Cada prêmio reforça nossa convicção de que a Amazônia pode ser protagonista de um novo modelo econômico, mais justo, regenerativo e conectado ao futuro. É um sentimento de orgulho, mas também de responsabilidade, de continuar provando que o desenvolvimento da região pode caminhar junto com a conservação da floresta e o fortalecimento das pessoas que vivem nela”, declara ele, orgulhoso com a abrangência do projeto.

Saiba mais

Para mais informações sobre a plataforma, acesse: https://forestifi.com.br/

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Como transformar o enorme potencial da Amazônia em oportunidades reais para quem vive e produz na floresta de forma justa, sustentável e com transparência? Essa foi a pergunta que deu origem à ‘ForestiFi’, uma startup criada em 2023 com um objetivo de conectar a floresta ao mercado de investimentos por meio da tecnologia.

A iniciativa nasceu da união entre Glauco Aguiar, especialista em blockchain e infraestrutura digital, e Macaulay Abreu, que tem forte atuação nas cadeias produtivas amazônicas. Juntos, eles criaram um modelo inovador que transforma produtos da sociobiodiversidade, como cacau nativo, guaraná selvagem, pirarucu de manejo e castanha da Amazônia, em tokens digitais (representação virtual de um valor), abrindo novas possibilidades de financiamento para a bioeconomia da floresta.

“Identificamos que muitas cadeias produtivas sustentáveis enfrentam dificuldades de acesso a investimento e visibilidade no mercado. Faltavam instrumentos que conectassem investidores ao impacto socioambiental positivo de quem vive e produz na floresta. Essa lacuna foi o ponto de partida da ForestiFi”, explica Glauco.

'ForestiFi': conheça startup amazonense que une floresta e tecnologia para oportunidade de negócio e impacto social
Foto: Rede Social/ForestiFi

Como funciona?

A proposta da ForestiFi é baseada na tokenização de ativos socioambientais. Isso significa que cada produto da floresta pode ser dividido em frações digitais (tokens), que são vendidos a investidores por meio de uma plataforma online. Esses tokens oferecem remuneração com juros definidos previamente, liquidada de forma automática por smart contracts (contratos digitais inteligentes).

“A plataforma já estruturou tokens vinculados a cacau nativo, pirarucu de manejo, guaraná selvagem e castanha da Amazônia, trazendo cerca R$ 500 mil para as cadeias envolvidas. Pelos nossos cálculos isso já gerou mais de 2M em receitas para as comunidades envolvidas. Beneficiando diretamente sistemas produtivos rurais e comunidades extrativistas, além de apoiar centenas de famílias agricultoras”, detalha ele.

Na prática, o investidor compra um token relacionado, por exemplo, a uma remessa de cacau. Quando esse produto é vendido no mercado, o investidor recebe seu retorno, enquanto os produtores locais têm acesso a capital antecipado para financiar sua produção.

“Os tokens são ofertados por meio de plataforma digital e preveem remuneração com taxa de juros previamente estabelecida após a venda do ativo no mercado, com liquidação automatizada por smart contracts”, detalha.

Benefícios para a Amazônia

A ForestiFi gera impacto direto em três dimensões: econômica, ambiental e social.

“No aspecto econômico, amplia a renda de famílias agricultoras e produtores locais. No ambiental, fortalece práticas sustentáveis e contribui para a conservação de áreas de floresta em pé. E no social, promove governança comunitária e protagonismo local”, conta o cofundador da startup.

Foto: Rede Social/ForestiFi

Leia também:

OpenAI passa a valer US$ 500 bilhões e se torna a maior startup do mundo

Startup amazonense criadora do “barco voador” vence prêmios nacionais; conheça mais


Reconhecimento internacional

Em pouco tempo de atuação, a startup já foi amplamente reconhecida por seu modelo inovador. Em 2025, foi listada entre as 100 startups de sustentabilidade mais inovadoras do mundo no evento ChangeNOW, em Paris, e conta com apoio de gigantes como Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact e Techstars. Além de fazer parte do portfólio da AMAZ, maior aceleradora de impacto da região.

“Para nós, esse reconhecimento tem um valor simbólico muito grande. Ele confirma que é possível unir tecnologia, floresta e comunidade em um mesmo propósito. Cada prêmio reforça nossa convicção de que a Amazônia pode ser protagonista de um novo modelo econômico, mais justo, regenerativo e conectado ao futuro. É um sentimento de orgulho, mas também de responsabilidade, de continuar provando que o desenvolvimento da região pode caminhar junto com a conservação da floresta e o fortalecimento das pessoas que vivem nela”, declara ele, orgulhoso com a abrangência do projeto.

Saiba mais

Para mais informações sobre a plataforma, acesse: https://forestifi.com.br/

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Desmatamento avança e coloca terras indígenas do Amazonas entre as mais ameaçadas do país

Relatório intitulado "Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas", publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), consolida o Amazonas...

Brasil amplia reconhecimento das medicinas indígenas no país

Liderança do povo Baniwa e assessor técnico em Medicinas Indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), André Baniwa afirmou que o reconhecimento oficial...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Divisa entre Acre e Amazonas escondia civilização milenar, revela estudo

Um grupo de pesquisadores confirmou que centenas de estruturas de terra encontradas na fronteira entre o Acre e o Amazonas são obra de uma...

Edital Raízes destina R$ 2,1 milhões a projetos na Amazônia Legal

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o Edital Raízes: Fortalecendo Direitos, Autonomia e Sustentabilidade na Amazônia e no Cerrado. Para a Amazônia Legal,...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Funai aprova estudos para três Terras Indígenas em áreas da BR-319 no Amazonas

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aprovou os estudos de identificação e delimitação de três Terras Indígenas (TIs) localizadas no centro e sul...

Pesquisa revela que existe apenas uma espécie de pirarucu na Amazônia

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira (3/7) revelou uma descoberta que muda o entendimento científico sobre um dos peixes mais emblemáticos da Amazônia: existe apenas...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Desmatamento avança e coloca terras indígenas do Amazonas entre as mais ameaçadas do país

Relatório intitulado "Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas", publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), consolida o Amazonas...

Brasil amplia reconhecimento das medicinas indígenas no país

Liderança do povo Baniwa e assessor técnico em Medicinas Indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), André Baniwa afirmou que o reconhecimento oficial...

Divisa entre Acre e Amazonas escondia civilização milenar, revela estudo

Um grupo de pesquisadores confirmou que centenas de estruturas de terra encontradas na fronteira entre o Acre e o Amazonas são obra de uma...

Edital Raízes destina R$ 2,1 milhões a projetos na Amazônia Legal

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou o Edital Raízes: Fortalecendo Direitos, Autonomia e Sustentabilidade na Amazônia e no Cerrado. Para a Amazônia Legal,...

Funai aprova estudos para três Terras Indígenas em áreas da BR-319 no Amazonas

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aprovou os estudos de identificação e delimitação de três Terras Indígenas (TIs) localizadas no centro e sul...

Pesquisa revela que existe apenas uma espécie de pirarucu na Amazônia

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira (3/7) revelou uma descoberta que muda o entendimento científico sobre um dos peixes mais emblemáticos da Amazônia: existe apenas...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]