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AGU determina que meta remova chatbots que simulam conversar como crianças

A Advocacia-Geral da União (AGU) determinou que a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, ordene a remoção de (chatbots) robôs de inteligência artificial que simulam perfis infantis e permitem diálogos de cunho sexual com usuários.

A medida foi tomada após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que denunciou a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes em ambientes digitais. No conteúdo, Felca citou o também influenciador Hytalo Santos, preso preventivamente junto ao marido desde a última sexta-feira (15/8).

Segundo a AGU, os robôs foram criados dentro da própria ferramenta “Meta IA Studio”, que possibilita o desenvolvimento de chatbots para simular conversas. Reportagens recentes apontaram que alguns desses perfis reproduziam linguagem infantil e interações de caráter sexual.

No documento encaminhado à empresa, a AGU solicita a retirada imediata de todos os chatbots que utilizem linguagem infantil em contexto sexual e cobra explicações sobre quais medidas estão em curso para garantir a proteção de crianças e adolescentes nas plataformas, incluindo filtros contra acesso de menores a conteúdos eróticos.


Leia mais

Felca fala pela 1ª vez após repercussão de vídeo ‘adultização’

Felca fala pela 1ª vez após repercussão de vídeo ‘adultização’


“Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo nas plataformas digitais, especialmente nas redes sociais da Meta, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, afirma um trecho da notificação.

A representação também destaca que, apesar de as redes da Meta permitirem cadastro apenas a partir dos 13 anos, não existem barreiras eficazes para impedir que adolescentes até 18 tenham contato com esse tipo de material.

A AGU ressalta ainda que os chatbots contrariam os próprios Padrões da Comunidade da empresa, que proíbem interações de caráter sexual envolvendo menores.

O órgão cita, por fim, decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que autoriza a responsabilização de plataformas digitais quando, mesmo notificadas sobre conteúdos ilegais, deixam de agir para removê-los de forma imediata.

*Com informações do Metrópoles.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) determinou que a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, ordene a remoção de (chatbots) robôs de inteligência artificial que simulam perfis infantis e permitem diálogos de cunho sexual com usuários.

A medida foi tomada após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que denunciou a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes em ambientes digitais. No conteúdo, Felca citou o também influenciador Hytalo Santos, preso preventivamente junto ao marido desde a última sexta-feira (15/8).

Segundo a AGU, os robôs foram criados dentro da própria ferramenta “Meta IA Studio”, que possibilita o desenvolvimento de chatbots para simular conversas. Reportagens recentes apontaram que alguns desses perfis reproduziam linguagem infantil e interações de caráter sexual.

No documento encaminhado à empresa, a AGU solicita a retirada imediata de todos os chatbots que utilizem linguagem infantil em contexto sexual e cobra explicações sobre quais medidas estão em curso para garantir a proteção de crianças e adolescentes nas plataformas, incluindo filtros contra acesso de menores a conteúdos eróticos.


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A representação também destaca que, apesar de as redes da Meta permitirem cadastro apenas a partir dos 13 anos, não existem barreiras eficazes para impedir que adolescentes até 18 tenham contato com esse tipo de material.

A AGU ressalta ainda que os chatbots contrariam os próprios Padrões da Comunidade da empresa, que proíbem interações de caráter sexual envolvendo menores.

O órgão cita, por fim, decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que autoriza a responsabilização de plataformas digitais quando, mesmo notificadas sobre conteúdos ilegais, deixam de agir para removê-los de forma imediata.

*Com informações do Metrópoles.

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