O delegado da Polícia Civil de São Paulo Fabio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e atual chefe do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), foi mencionado em inquérito da Polícia Federal que resultou na Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira (3/7). A ação investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a PF, o nome do delegado apareceu em um áudio interceptado, enviado pelo advogado investigado Romany Cutolo Bonente ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada. Na gravação, Bonente menciona suposto repasse de dinheiro a uma pessoa identificada como “Fabio Caipira do Deic”, apelido atribuído ao delegado.
Na conversa, o advogado afirma: “Eu tenho que mandar R$ 100 mil pro Fabio Caipira do Deic, entendeu? Eu tenho que mandar e ponto, acabou.”
A Polícia Federal avalia que o conteúdo pode indicar possível prática de corrupção e defende o aprofundamento das investigações. Apesar da citação, Fabio Pinheiro Lopes não é alvo da Operação Exchange e não responde a denúncia ou acusação formal no caso.
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Delegado nega vínculo e registra boletim de ocorrência
Segundo informações divulgadas pelo G1, o delegado negou qualquer vínculo com os investigados. Ele afirmou que jamais conheceu Shimada, nunca ouviu falar de Bonente e garantiu que processará criminalmente o advogado após ser oficialmente informado sobre a citação.
Fabio Pinheiro Lopes também declarou ter registrado boletim de ocorrência por calúnia, difamação e tráfico de influência contra Romany, acusando advogados de utilizarem seu nome para extorquir clientes.
Bonente e Shimada são considerados foragidos e têm mandados de prisão expedidos no âmbito da operação.
