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Empresa citada em inquérito sobre Lulinha acumula R$ 85,7 milhões em contratos

Uma empresa fundada em 2019 e que mantém seis contratos com o governo federal, no valor total de R$ 85,7 milhões, passou a integrar uma nova investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a Polícia Federal (PF), Lulinha teria atuado em favor da 3Structure IT Ltda. na prospecção de negócios junto à administração pública. A suspeita de tráfico de influência ainda está sob investigação e não representa comprovação de irregularidade.

Os contratos têm como objeto o fornecimento de soluções de tecnologia da informação. Pelo menos cinco foram celebrados após processos licitatórios, segundo levantamento do portal Metrópoles com base no Portal da Transparência, no Compras.gov.br e no Diário Oficial da União.

Com sede em Florianópolis, a 3Structure IT firmou o primeiro contrato com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O acordo previa a ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército por meio de uma solução de backup.

Inicialmente avaliado em R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho de 2026. Os demais acordos teriam sido celebrados durante o atual governo Lula, conforme a apuração publicada pelo Metrópoles.


Leia mais:

Flávio Bolsonaro critica PF e cobra prioridade em investigação envolvendo Lulinha

Mendonça autoriza investigação sobre suposta influência de Lulinha em negociações no Ministério da Saúde


Contrato com ministério supera R$ 42 milhões

O contrato de maior valor foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Celebrado em 2023, o acordo prevê a sustentação do ambiente analítico de dados da pasta e acumula valor superior a R$ 42 milhões.

A empresa também mantém contratos com outros órgãos federais, entre eles a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Instituto Nacional de Educação de Surdos e a Telebras.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. A investigação apura se a empresa buscou contratos na Dataprev e em outros órgãos federais com a suposta intermediação do filho do presidente.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante de Lulinha, afirmou ao Metrópoles que a defesa está tranquila, mas ainda não havia tido acesso ao conteúdo da nova investigação.

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Uma empresa fundada em 2019 e que mantém seis contratos com o governo federal, no valor total de R$ 85,7 milhões, passou a integrar uma nova investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a Polícia Federal (PF), Lulinha teria atuado em favor da 3Structure IT Ltda. na prospecção de negócios junto à administração pública. A suspeita de tráfico de influência ainda está sob investigação e não representa comprovação de irregularidade.

Os contratos têm como objeto o fornecimento de soluções de tecnologia da informação. Pelo menos cinco foram celebrados após processos licitatórios, segundo levantamento do portal Metrópoles com base no Portal da Transparência, no Compras.gov.br e no Diário Oficial da União.

Com sede em Florianópolis, a 3Structure IT firmou o primeiro contrato com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O acordo previa a ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército por meio de uma solução de backup.

Inicialmente avaliado em R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho de 2026. Os demais acordos teriam sido celebrados durante o atual governo Lula, conforme a apuração publicada pelo Metrópoles.


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A empresa também mantém contratos com outros órgãos federais, entre eles a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Instituto Nacional de Educação de Surdos e a Telebras.

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