Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Faltas e atrasos podem indicar burnout? Especialista explica o que nova lei exige das empresas

A nova redação da NR-01, em vigor desde maio, trouxe uma exigência inédita para as empresas: incluir os riscos psicossociais, como burnout, ansiedade, estresse e depressão, no mesmo nível dos riscos físicos e químicos. Mas como colocar isso em prática sem burocratizar demais? À Rede Onda Digital, o especialista em gestão de pessoas Ulisses Bezerra explica que o caminho está nos indicadores.

“Esses fatores como burnout, ansiedade, depressão não se apresentam diretamente. Mas quando você avalia indicadores como ausência dos profissionais, número de afastamentos, atrasos e outros fatores, as empresas conseguem identificar e propor um plano de ação para melhorar o ambiente de trabalho”, afirma.

A ideia é que, em vez de tentar “medir” o estresse de forma subjetiva, o gestor olhe para dados objetivos que já existem no dia a dia da empresa: faltas repetidas, atrasos constantes, pedidos de demissão ou afastamentos médicos recorrentes. Esses sinais podem indicar que algo vai mal na saúde mental da equipe.

Período de adaptação

Bezerra lembra que o Ministério do Trabalho estabeleceu um período de adaptação. “Inicialmente, as ações vão ser mais educativas para que as empresas demonstrem que implementaram seu plano de gerenciamento de riscos psicossociais. Depois, começam as penalizações para quem não se adequar”, explica.

O período sem multas vai até 24 de agosto. As empresas que ainda não se adaptaram devem correr para estruturar seus programas de gestão de riscos.

O que muda para o trabalhador

Uma das principais novidades é que o empregado agora tem uma base legal mais sólida para recorrer à Justiça em caso de adoecimento mental relacionado ao trabalho. “Antes, essas temáticas tinham uma lacuna legislativa. Dependiam muito de tribunal para tribunal. Agora, a empresa tem que comprovar que tem um plano de gerenciamento desse tipo de risco, assim como já faz com riscos físicos, como uso de capacete”, afirma Bezerra.

Com a NR-1, a ausência de medidas preventivas pode facilitar a comprovação de culpa da empresa em ações trabalhistas por danos morais ou doenças ocupacionais, como burnout, depressão e ansiedade. “Isso traz uma proteção ao trabalhador que passa por algum tipo de problema nessa esfera”, conclui o especialista.

A recomendação para empresas de todos os portes é começar agora a mapear os riscos psicossociais e a implementar planos de ação, sob pena de enfrentar fiscalizações e processos no futuro.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A nova redação da NR-01, em vigor desde maio, trouxe uma exigência inédita para as empresas: incluir os riscos psicossociais, como burnout, ansiedade, estresse e depressão, no mesmo nível dos riscos físicos e químicos. Mas como colocar isso em prática sem burocratizar demais? À Rede Onda Digital, o especialista em gestão de pessoas Ulisses Bezerra explica que o caminho está nos indicadores.

“Esses fatores como burnout, ansiedade, depressão não se apresentam diretamente. Mas quando você avalia indicadores como ausência dos profissionais, número de afastamentos, atrasos e outros fatores, as empresas conseguem identificar e propor um plano de ação para melhorar o ambiente de trabalho”, afirma.

A ideia é que, em vez de tentar “medir” o estresse de forma subjetiva, o gestor olhe para dados objetivos que já existem no dia a dia da empresa: faltas repetidas, atrasos constantes, pedidos de demissão ou afastamentos médicos recorrentes. Esses sinais podem indicar que algo vai mal na saúde mental da equipe.

Período de adaptação

Bezerra lembra que o Ministério do Trabalho estabeleceu um período de adaptação. “Inicialmente, as ações vão ser mais educativas para que as empresas demonstrem que implementaram seu plano de gerenciamento de riscos psicossociais. Depois, começam as penalizações para quem não se adequar”, explica.

O período sem multas vai até 24 de agosto. As empresas que ainda não se adaptaram devem correr para estruturar seus programas de gestão de riscos.

O que muda para o trabalhador

Uma das principais novidades é que o empregado agora tem uma base legal mais sólida para recorrer à Justiça em caso de adoecimento mental relacionado ao trabalho. “Antes, essas temáticas tinham uma lacuna legislativa. Dependiam muito de tribunal para tribunal. Agora, a empresa tem que comprovar que tem um plano de gerenciamento desse tipo de risco, assim como já faz com riscos físicos, como uso de capacete”, afirma Bezerra.

Com a NR-1, a ausência de medidas preventivas pode facilitar a comprovação de culpa da empresa em ações trabalhistas por danos morais ou doenças ocupacionais, como burnout, depressão e ansiedade. “Isso traz uma proteção ao trabalhador que passa por algum tipo de problema nessa esfera”, conclui o especialista.

A recomendação para empresas de todos os portes é começar agora a mapear os riscos psicossociais e a implementar planos de ação, sob pena de enfrentar fiscalizações e processos no futuro.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Teste para identificar câncer de mama hereditário será oferecido pelo SUS

Um teste genético capaz de identificar alterações hereditárias relacionadas ao câncer de mama está sendo incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão...

O que é ser um bom pai? Pesquisa revela mudança na visão dos brasileiros

No Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), um estudo do Instituto Nexus mostra que a relação dos brasileiros com a paternidade está passando...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Veja como bloquear o celular em caso de roubo

O Celular Seguro é uma plataforma do governo que permite cadastrar o celular e emitir um alerta em casos de roubo, furto ou perda....

Governo alerta para golpes sobre renegociações de dívidas nas redes sociais

Criminosos estão usando anúncios falsos no Facebook, Instagram e WhatsApp para enganar pessoas que procuram renegociar dívidas. As publicações usam o nome e até...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Qualificação gratuita para mulheres tem vagas para o Amazonas

Mulheres interessadas em fazer cursos gratuitos de qualificação profissional podem encontrar, neste mês de agosto, 8.198 vagas pelo programa Mulheres Mil, do Ministério da...

Polilaminina tem sete mortes entre 106 pacientes atendidos fora de estudo clínico

Sete pacientes que receberam polilaminina por meio de uso compassivo morreram desde fevereiro. O óbito mais recente ocorreu na quinta-feira (6/8). Segundo o Laboratório...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Teste para identificar câncer de mama hereditário será oferecido pelo SUS

Um teste genético capaz de identificar alterações hereditárias relacionadas ao câncer de mama está sendo incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão...

O que é ser um bom pai? Pesquisa revela mudança na visão dos brasileiros

No Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), um estudo do Instituto Nexus mostra que a relação dos brasileiros com a paternidade está passando...

Veja como bloquear o celular em caso de roubo

O Celular Seguro é uma plataforma do governo que permite cadastrar o celular e emitir um alerta em casos de roubo, furto ou perda....

Governo alerta para golpes sobre renegociações de dívidas nas redes sociais

Criminosos estão usando anúncios falsos no Facebook, Instagram e WhatsApp para enganar pessoas que procuram renegociar dívidas. As publicações usam o nome e até...

Qualificação gratuita para mulheres tem vagas para o Amazonas

Mulheres interessadas em fazer cursos gratuitos de qualificação profissional podem encontrar, neste mês de agosto, 8.198 vagas pelo programa Mulheres Mil, do Ministério da...

Polilaminina tem sete mortes entre 106 pacientes atendidos fora de estudo clínico

Sete pacientes que receberam polilaminina por meio de uso compassivo morreram desde fevereiro. O óbito mais recente ocorreu na quinta-feira (6/8). Segundo o Laboratório...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]