Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Nova lei obriga hospitais a preservar provas e comunicar violência sexual à polícia em até 24 horas

Hospitais e unidades de saúde passam a ter novas obrigações no atendimento de vítimas de violência sexual. A Lei nº 15.516, publicada nesta quarta-feira (23/9) no Diário Oficial da União, determina que casos com indícios ou confirmação de violência sexual sejam comunicados à autoridade policial em até 24 horas.

A nova legislação também estabelece que profissionais de saúde devem preservar materiais que possam servir como provas do crime. Os vestígios coletados durante o atendimento deverão ser encaminhados aos órgãos oficiais de perícia criminal para análise.

A medida faz parte de um novo Protocolo Intersetorial de Atendimento e Resposta Integrada em Situações de Violência, criado para orientar a atuação de profissionais de saúde, segurança pública e perícia em casos envolvendo mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Provas deverão ser preservadas durante o atendimento

Pela nova regra, o atendimento médico deverá considerar não apenas o estado clínico e emocional da vítima, mas também a preservação de possíveis evidências.

Durante o tratamento de lesões, os médicos deverão coletar e preservar materiais que possam compor o corpo de delito. Quando houver indicação, também poderá ser realizada coleta de material para exame toxicológico.

Após a coleta, o material deverá ser encaminhado ao órgão oficial de perícia criminal.

A legislação ainda determina que a vítima seja encaminhada para a realização do exame de corpo de delito com prioridade máxima. Caso não tenha condições de se deslocar, o perito deverá ir até o local onde ela estiver.

Nas cidades que não possuem órgão oficial de perícia criminal, a autoridade competente poderá nomear um perito não oficial para realizar o procedimento.


Saiba mais: 

Justiça suspende propaganda de Maria do Carmo com Flávio Bolsonaro no Amazonas

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas


Polícia deverá ser comunicada em até 24 horas

Outra mudança prevista na lei é a comunicação obrigatória à autoridade policial dos casos em que houver indícios ou confirmação de violência sexual.

O prazo estabelecido é de até 24 horas. A comunicação deverá servir tanto para a adoção das providências necessárias à investigação quanto para fins estatísticos.

A legislação também determina que o laudo pericial seja concluído e encaminhado à autoridade policial em até 10 dias corridos, respeitadas as possibilidades de prorrogação previstas no Código de Processo Penal.

DNA poderá ajudar a identificar agressor

A nova lei também reforça o uso da perícia genética nas investigações.

Os órgãos oficiais de perícia criminal deverão realizar exames de DNA para identificação do agressor e inclusão do perfil genético no Banco Nacional de Perfis Genéticos, mesmo quando o autor do crime ainda não tiver sido identificado.

A medida busca preservar informações que possam contribuir para a identificação do responsável e para futuras investigações.

Atendimento terá de evitar revitimização

A legislação determina ainda que profissionais de saúde e segurança pública envolvidos no atendimento recebam treinamento específico e periódico para evitar a revitimização da vítima.

As unidades policiais e de saúde que realizam esses atendimentos deverão contar com salas reservadas para acolhimento e atendimento multidisciplinar, garantindo privacidade e respeito à intimidade.

No caso de crianças e adolescentes, o Conselho Tutelar deverá ser comunicado e poderá adotar os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A lei também estabelece que o descumprimento do protocolo que resulte em revitimização, prejuízo à investigação ou comprometimento da proteção da vítima poderá configurar violência institucional, sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação.

A Lei nº 15.516 entrou em vigor nesta quarta-feira (23), data de sua publicação no Diário Oficial da União.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Hospitais e unidades de saúde passam a ter novas obrigações no atendimento de vítimas de violência sexual. A Lei nº 15.516, publicada nesta quarta-feira (23/9) no Diário Oficial da União, determina que casos com indícios ou confirmação de violência sexual sejam comunicados à autoridade policial em até 24 horas.

A nova legislação também estabelece que profissionais de saúde devem preservar materiais que possam servir como provas do crime. Os vestígios coletados durante o atendimento deverão ser encaminhados aos órgãos oficiais de perícia criminal para análise.

A medida faz parte de um novo Protocolo Intersetorial de Atendimento e Resposta Integrada em Situações de Violência, criado para orientar a atuação de profissionais de saúde, segurança pública e perícia em casos envolvendo mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Provas deverão ser preservadas durante o atendimento

Pela nova regra, o atendimento médico deverá considerar não apenas o estado clínico e emocional da vítima, mas também a preservação de possíveis evidências.

Durante o tratamento de lesões, os médicos deverão coletar e preservar materiais que possam compor o corpo de delito. Quando houver indicação, também poderá ser realizada coleta de material para exame toxicológico.

Após a coleta, o material deverá ser encaminhado ao órgão oficial de perícia criminal.

A legislação ainda determina que a vítima seja encaminhada para a realização do exame de corpo de delito com prioridade máxima. Caso não tenha condições de se deslocar, o perito deverá ir até o local onde ela estiver.

Nas cidades que não possuem órgão oficial de perícia criminal, a autoridade competente poderá nomear um perito não oficial para realizar o procedimento.


Saiba mais: 

Justiça suspende propaganda de Maria do Carmo com Flávio Bolsonaro no Amazonas

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas


Polícia deverá ser comunicada em até 24 horas

Outra mudança prevista na lei é a comunicação obrigatória à autoridade policial dos casos em que houver indícios ou confirmação de violência sexual.

O prazo estabelecido é de até 24 horas. A comunicação deverá servir tanto para a adoção das providências necessárias à investigação quanto para fins estatísticos.

A legislação também determina que o laudo pericial seja concluído e encaminhado à autoridade policial em até 10 dias corridos, respeitadas as possibilidades de prorrogação previstas no Código de Processo Penal.

DNA poderá ajudar a identificar agressor

A nova lei também reforça o uso da perícia genética nas investigações.

Os órgãos oficiais de perícia criminal deverão realizar exames de DNA para identificação do agressor e inclusão do perfil genético no Banco Nacional de Perfis Genéticos, mesmo quando o autor do crime ainda não tiver sido identificado.

A medida busca preservar informações que possam contribuir para a identificação do responsável e para futuras investigações.

Atendimento terá de evitar revitimização

A legislação determina ainda que profissionais de saúde e segurança pública envolvidos no atendimento recebam treinamento específico e periódico para evitar a revitimização da vítima.

As unidades policiais e de saúde que realizam esses atendimentos deverão contar com salas reservadas para acolhimento e atendimento multidisciplinar, garantindo privacidade e respeito à intimidade.

No caso de crianças e adolescentes, o Conselho Tutelar deverá ser comunicado e poderá adotar os procedimentos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A lei também estabelece que o descumprimento do protocolo que resulte em revitimização, prejuízo à investigação ou comprometimento da proteção da vítima poderá configurar violência institucional, sem prejuízo de outras sanções previstas na legislação.

A Lei nº 15.516 entrou em vigor nesta quarta-feira (23), data de sua publicação no Diário Oficial da União.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Lula promete fim das bets no futebol e manda recado aos clubes

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (23) que pretende acabar com as bets e disse que os clubes de futebol terão de buscar...

Aroma atrai morcegos e pode acelerar restauração de áreas degradadas

Uma técnica que utiliza aromas sintéticos para atrair morcegos pode se tornar uma alternativa mais barata e prática para a restauração florestal de áreas...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Trabalhadores com CNPJ chegam a recorde de 27,1%

A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2012, quando...

Mães adotivas passam a ter os mesmos direitos na licença-maternidade

Mães que adotam crianças passam a ter os mesmos direitos de licença-maternidade garantidos às mães biológicas. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Petrobras e ENH assinam acordo em Moçambique

A Petrobras assinou, na terça-feira (22/9), um memorando de entendimento com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), estatal de Moçambique, para estabelecer uma cooperação...

Perícia do INSS passa a garantir intérprete de Libras nos atendimentos

A Perícia Médica Federal passou a garantir a participação de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos atendimentos realizados a pessoas com deficiência....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Lula promete fim das bets no futebol e manda recado aos clubes

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (23) que pretende acabar com as bets e disse que os clubes de futebol terão de buscar...

Aroma atrai morcegos e pode acelerar restauração de áreas degradadas

Uma técnica que utiliza aromas sintéticos para atrair morcegos pode se tornar uma alternativa mais barata e prática para a restauração florestal de áreas...

Trabalhadores com CNPJ chegam a recorde de 27,1%

A proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2012, quando...

Mães adotivas passam a ter os mesmos direitos na licença-maternidade

Mães que adotam crianças passam a ter os mesmos direitos de licença-maternidade garantidos às mães biológicas. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal...

Petrobras e ENH assinam acordo em Moçambique

A Petrobras assinou, na terça-feira (22/9), um memorando de entendimento com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), estatal de Moçambique, para estabelecer uma cooperação...

Perícia do INSS passa a garantir intérprete de Libras nos atendimentos

A Perícia Médica Federal passou a garantir a participação de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos atendimentos realizados a pessoas com deficiência....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]