A Petrobras concluiu a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, após identificar um terceiro intervalo com petróleo. A descoberta foi feita no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas na costa do Amapá, onde a lâmina d’água chega a 2.886 metros. Segundo a estatal, os outros dois intervalos foram identificados em agosto e no início de outubro.
Com os novos dados, a Petrobras contabiliza três descobertas no mesmo poço, em diferentes profundidades. A companhia informou que a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas. A sonda ainda passará pela etapa de finalização das operações no poço antes de seguir para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, onde começará a perfurar o poço Mãe de Ouro.
Comercialidade ainda depende de avaliação
A presença de petróleo não confirma, por si só, que a área possa produzir comercialmente. Ainda não foram divulgados dados sobre o volume nem sobre a qualidade do óleo dos novos intervalos. A avaliação do potencial da região dependerá de análises dos dados obtidos e de novas perfurações.
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Margem Equatorial
A Margem Equatorial é uma região marítima que se estende por cerca de 2.200 km, do Amapá ao Rio Grande do Norte. Abrange 5 bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. É considerada uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo do Brasil, em razão do potencial de descobertas semelhantes às registradas na Guiana e no Suriname.
Na Bacia da Foz do Amazonas, a Petrobras planeja perfurar outros 3 poços no bloco FZA-M-59 para delimitar as descobertas e avaliar o potencial de produção. O cronograma informado ao Ibama cita a perfuração do Manga a partir de março de 2027, seguida pelos poços PAD Morpho, com início marcado para novembro de 2027, e Crotalus, programado para julho de 2028.
Essas operações deverão fornecer os dados necessários para determinar o volume de petróleo encontrado e subsidiar uma eventual decisão de desenvolvimento comercial da área.
