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Resultado da nova autópsia de Juliana Marins é revelado: Morte foi decorrente de traumas causados por queda

Laudo aponta que condições do corpo de Juliana comprometem estimativa precisa da hora da morte dela

Foi divulgado nesta quarta (9/7) pelo Instituto Médico legal (IML) da Polícia Civil do Rio de Janeiro o resultado da nova autópsia no corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos: a jovem morreu após cair dentro da cratera de um vulcão enquanto realizava uma trilha na Indonésia.

O laudo, elaborado após a chegada do corpo ao Brasil, apontou como causa imediata uma hemorragia interna decorrente de lesões severas em órgãos vitais, compatíveis com um impacto de alta energia. Foi o segundo procedimento de autópsia pelo qual o corpo passou: o primeiro foi realizado ainda na Indonésia, e o laudo brasileiro apresenta conclusões semelhantes com relação à causa da morte.

Porém, o laudo estabelece que o estado em que o corpo de Juliana chegou ao Brasil comprometeu parte das análises periciais. O corpo passou por um processo de embalsamamento antes de ser repatriado ao Brasil, e isso impediu que os especialistas estimassem com precisão o horário da morte e dificultou a avaliação de sinais clínicos importantes, como hipotermia, desidratação ou indícios de violência sexual.

Embora os ferimentos fossem letais em curto prazo, os peritos consideram possível que tenha havido um breve período de agonia física e psíquica antes do óbito. O laudo usa o termo “período agonal” para descrever esse intervalo de estresse intenso e falência progressiva do organismo.

De acordo com os peritos, os traumas atingiram diversas partes do corpo, como crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna, e seriam compatíveis com um único impacto de alta intensidade.

Sem acesso a parâmetros essenciais como temperatura corporal, rigidez cadavérica e livores, o exame cadavérico não pôde precisar a hora da morte. Porém, a estimativa de tempo de vida após a queda varia entre 10 e 15 minutos, período em que, segundo os especialistas, não haveria chance de locomoção nem resposta eficaz da vítima.

Embora o corpo apresentasse ressecamento ocular e algumas lesões musculares, não foram encontrados indícios de desnutrição, uso de substâncias ou fadiga extrema.

O exame não identificou sinais de agressão anterior, como luta, contenção ou qualquer forma de violência física. Contudo, foram observadas marcas no corpo que podem ter sido provocadas por movimento após a queda, possivelmente devido ao relevo do local onde o acidente aconteceu.

A nova autópsia foi solicitada pela família da vítima, representada pela DPU, que apontou inconsistências no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta. A família acredita que ela tenha resistido por dias aguardando o resgate – hipótese que não foi confirmada pela necropsia feita na Indonésia. Agora, com os resultados do novo exame, autoridades brasileiras poderão investigar eventuais responsabilidades civis ou criminais.


Leia mais:

Lula se reúne com presidente da Indonésia após morte de brasileira em vulcão

Família de Juliana Marins desiste de cremação; brasileira morta na Indonésia será sepultada


Entenda o caso: nova autópsia em Juliana

Juliana Marins deslizou por uma vala enquanto fazia a trilha do vulcão Rinjani, em Lombok. Ela viajou para fazer um mochilão pela Ásia e, junto com outros turistas, contratou uma empresa de viagens da Indonésia para o passeio.

Ela caiu no sábado, 21 de junho, e só foi resgatada quatro dias depois, já sem vida. O caso provocou comoção e muitas críticas de brasileiros aos organizadores do passeio e às autoridades da Indonésia.

*com informações de G1 e Metrópoles

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Foi divulgado nesta quarta (9/7) pelo Instituto Médico legal (IML) da Polícia Civil do Rio de Janeiro o resultado da nova autópsia no corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos: a jovem morreu após cair dentro da cratera de um vulcão enquanto realizava uma trilha na Indonésia.

O laudo, elaborado após a chegada do corpo ao Brasil, apontou como causa imediata uma hemorragia interna decorrente de lesões severas em órgãos vitais, compatíveis com um impacto de alta energia. Foi o segundo procedimento de autópsia pelo qual o corpo passou: o primeiro foi realizado ainda na Indonésia, e o laudo brasileiro apresenta conclusões semelhantes com relação à causa da morte.

Porém, o laudo estabelece que o estado em que o corpo de Juliana chegou ao Brasil comprometeu parte das análises periciais. O corpo passou por um processo de embalsamamento antes de ser repatriado ao Brasil, e isso impediu que os especialistas estimassem com precisão o horário da morte e dificultou a avaliação de sinais clínicos importantes, como hipotermia, desidratação ou indícios de violência sexual.

Embora os ferimentos fossem letais em curto prazo, os peritos consideram possível que tenha havido um breve período de agonia física e psíquica antes do óbito. O laudo usa o termo “período agonal” para descrever esse intervalo de estresse intenso e falência progressiva do organismo.

De acordo com os peritos, os traumas atingiram diversas partes do corpo, como crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna, e seriam compatíveis com um único impacto de alta intensidade.

Sem acesso a parâmetros essenciais como temperatura corporal, rigidez cadavérica e livores, o exame cadavérico não pôde precisar a hora da morte. Porém, a estimativa de tempo de vida após a queda varia entre 10 e 15 minutos, período em que, segundo os especialistas, não haveria chance de locomoção nem resposta eficaz da vítima.

Embora o corpo apresentasse ressecamento ocular e algumas lesões musculares, não foram encontrados indícios de desnutrição, uso de substâncias ou fadiga extrema.

O exame não identificou sinais de agressão anterior, como luta, contenção ou qualquer forma de violência física. Contudo, foram observadas marcas no corpo que podem ter sido provocadas por movimento após a queda, possivelmente devido ao relevo do local onde o acidente aconteceu.

A nova autópsia foi solicitada pela família da vítima, representada pela DPU, que apontou inconsistências no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta. A família acredita que ela tenha resistido por dias aguardando o resgate – hipótese que não foi confirmada pela necropsia feita na Indonésia. Agora, com os resultados do novo exame, autoridades brasileiras poderão investigar eventuais responsabilidades civis ou criminais.


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*com informações de G1 e Metrópoles

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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