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União sem casamento ultrapassa matrimônio civil e religioso pela primeira vez no Brasil, diz Censo

Viver com um companheiro ou companheira no Brasil está em alta: é o que apontam dados do Censo Demográfico divulgados nesta quarta (5/11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De 2010 para 2022, o percentual de pessoas de dez anos ou mais nessa situação passou de 36,4% para 38,9% do total da mesma faixa etária com algum tipo de relação conjugal.

Com a alta, a união consensual virou o tipo de relacionamento mais frequente no Brasil, deixando para trás a parcela que possuía casamento civil e religioso simultaneamente.

Essa prática é chamada pelo IBGE de união consensual. São casais que residem juntos e que declaram ter uma relação diferente do matrimônio, incluindo a união estável registrada em cartório, conforme o instituto.

Ainda segundo o Censo, a proporção de pessoas que tinham apenas casamento civil aumentou de 17,2% em 2010 para 20,5% em 2022. Quanto às pessoas que contavam somente com o casamento religioso, essa camada encolheu de 3,4% em 2010 para 2,6% em 2022.


Leia mais:

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Casamento e renda

O Censo sinaliza que a relação consensual, sem matrimônio civil e religioso, é mais frequente entre os brasileiros com renda mais baixa.

Em 2022, esse tipo de relacionamento chegava a 52,1% das pessoas que viviam em união conjugal com rendimento domiciliar per capita de até meio salário mínimo. No outro extremo da pesquisa, formado pelas pessoas com renda acima de cinco salários, a proporção baixava a 24,1%.

Entre a população mais rica (acima de cinco salários), o casamento civil e religioso era uma realidade para 54,3% das pessoas em união conjugal –mais da metade.

Trata-se do maior patamar da pesquisa. O menor é observado justamente entre as pessoas com renda per capita de até meio salário (24,2%).

Já por idade, das pessoas que viviam em união consensual, 24,8% eram adultos mais jovens, de 20 a 29 anos, enquanto 28,5% tinham de 30 a 39 anos. São as principais parcelas desse grupo. Já o casamento civil e religioso tinha uma participação maior de idosos de 60 anos ou mais (31,8%).

Todos os dados levam em consideração a população de dez anos ou mais em alguma relação conjugal. A legislação brasileira, contudo, só permite casamentos a partir dos 16 anos, dependendo de autorização dos pais ou responsáveis antes dos 18.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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Viver com um companheiro ou companheira no Brasil está em alta: é o que apontam dados do Censo Demográfico divulgados nesta quarta (5/11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De 2010 para 2022, o percentual de pessoas de dez anos ou mais nessa situação passou de 36,4% para 38,9% do total da mesma faixa etária com algum tipo de relação conjugal.

Com a alta, a união consensual virou o tipo de relacionamento mais frequente no Brasil, deixando para trás a parcela que possuía casamento civil e religioso simultaneamente.

Essa prática é chamada pelo IBGE de união consensual. São casais que residem juntos e que declaram ter uma relação diferente do matrimônio, incluindo a união estável registrada em cartório, conforme o instituto.

Ainda segundo o Censo, a proporção de pessoas que tinham apenas casamento civil aumentou de 17,2% em 2010 para 20,5% em 2022. Quanto às pessoas que contavam somente com o casamento religioso, essa camada encolheu de 3,4% em 2010 para 2,6% em 2022.


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Entre a população mais rica (acima de cinco salários), o casamento civil e religioso era uma realidade para 54,3% das pessoas em união conjugal –mais da metade.

Trata-se do maior patamar da pesquisa. O menor é observado justamente entre as pessoas com renda per capita de até meio salário (24,2%).

Já por idade, das pessoas que viviam em união consensual, 24,8% eram adultos mais jovens, de 20 a 29 anos, enquanto 28,5% tinham de 30 a 39 anos. São as principais parcelas desse grupo. Já o casamento civil e religioso tinha uma participação maior de idosos de 60 anos ou mais (31,8%).

Todos os dados levam em consideração a população de dez anos ou mais em alguma relação conjugal. A legislação brasileira, contudo, só permite casamentos a partir dos 16 anos, dependendo de autorização dos pais ou responsáveis antes dos 18.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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