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Grandes obras voltam a ser aposta eleitoral na disputa pelo governo do AM

A realização de grandes obras públicas sempre foi um ativo eleitoral no Amazonas. A tradição remonta a Eduardo Ribeiro, que governou o Estado entre 1891 e 1896 e mudou a cara de Manaus ao construir o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça, além do reservatório do Mocó, da ponte pensil Benjamin Constant, conhecida como Ponte de Ferro da 7 de Setembro, e do aterro do igarapé do Espírito Santo, área que hoje abriga a avenida que leva seu nome.

Desde a redemocratização, nos anos 1980, promessas de grandes obras estão presentes nos programas de governo dos candidatos ao Executivo estadual e municipal, embora nem sempre tenham saído do papel. Neste ano não é diferente, e promessas de obras faraônicas voltam a circular entre os eleitores do Amazonas.

Omar Aziz retoma o projeto da Cidade Universitária

O senador Omar Aziz (PSD), por exemplo, promete retomar a obra da Cidade Universitária, lançada em seu primeiro governo, entre 2010 e 2014, e depois abandonada pelos sucessores. É um projeto ousado, que cria um bairro totalmente novo em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus, em torno das unidades acadêmicas.

O custo seria bancado por recursos próprios do Estado e da iniciativa privada. Na época do lançamento, a obra custaria aproximadamente R$ 300 milhões, valor que, corrigido, alcançaria hoje a cifra de R$ 700 milhões.

Para o interior, Aziz propõe uma obra modelo para urbanizar e retirar famílias de áreas alagadas em Manacapuru, tendo como referência o Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Lançado no governo de Eduardo Braga, entre 2003 e 2010, o Prosamim já consumiu aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos, a maior parte financiada por organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Roberto Cidade quer hospital universitário

O governador Roberto Cidade promete construir um hospital universitário para a Universidade do Estado do Amazonas(UEA) e, assim, concentrar a formação dos universitários dos cursos da Escola de Saúde, hoje distribuídos pelas diversas unidades de saúde do Estado.

Segundo Cidade, os recursos existem e estão no Sistema Único de Saúde, no Novo PAC e em outros programas federais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem o governador se aproximou. O custo da obra ainda não foi revelado.

David Almeida prioriza a mobilidade urbana de Manaus

Fruto da experiência como prefeito, David Almeida quer, como Eduardo Ribeiro, mudar a mobilidade urbana de Manaus, e concentra suas promessas de obras na capital. Entre seus planos estão concluir o Anel Viário Leste, obra que se arrasta por sucessivos governos desde o primeiro mandato de Omar Aziz, alargar a Torquato Tapajós, integrar as avenidas Max Teixeira e do Turismo e acabar com o gargalo da Bola do Eldorado.

Os recursos viriam de parcerias entre o Governo do Estado, que tem recursos próprios para isso, e a Prefeitura de Manaus. No programa Onda News, da Rede Onda Digital, David afirmou que os R$ 2 bilhões usados pelo ex-governador Wilson Lima na Adesaam seriam suficientes para bancar essas obras.

Maria do Carmo propõe via expressa entre as zonas Oeste e Leste

A promessa de obra principal da candidata Professora Maria do Carmo (PL) é a construção de uma via expressa ligando a Zona Oeste, na região da Ponta Negra, à Zona Leste, na região do Mauazinho. Em alguns trechos, a via passaria pelo rio Negro, o que demandaria recursos de até R$ 10 bilhões, conforme estimativa do engenheiro Albert Araújo.

Cabo Daciolo promete ponte sobre o rio Solimões

Até o candidato Cabo Daciolo (Mobiliza) tem uma promessa de obra grandiosa para atrair eleitores. Ao criticar a construção da ponte Rio Negro nas redes sociais, ele promete erguer uma estrutura de tamanho semelhante sobre o rio Solimões, desta vez para interligar os municípios de Manacapuru e Manaquiri, ambos na Região Metropolitana de Manaus.

A ponte teria como objetivo dar a Manaus acesso direto à rodovia BR-319 por meio da rodovia AM-354, que liga a rodovia federal ao município de Manaquiri. A proposta é uma reciclagem de projeto apresentado há mais de dez anos pelo ex-deputado estadual Francisco Souza.

Daciolo não fala em custos, mas, como a ponte teria tamanho semelhante ao da ponte Rio Negro, inaugurada em 2011 ao custo informado de R$ 1,09 bilhão, pode-se estimar valor na mesma casa. Contudo, os desafios de erguer uma estrutura dessas sobre o Solimões, rio com características diferentes do Negro, com solo instável e maior velocidade das águas, sugerem que o custo final ficaria próximo dos R$ 5 bilhões.

Os candidatos Gilberto Vasconcelos (PSTU) e Isael Munduruku (Federação Psol-Rede Sustentabilidade) são os únicos que não prometeram, até o momento, obras de grande impacto e custos na casa dos bilhões.

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A realização de grandes obras públicas sempre foi um ativo eleitoral no Amazonas. A tradição remonta a Eduardo Ribeiro, que governou o Estado entre 1891 e 1896 e mudou a cara de Manaus ao construir o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça, além do reservatório do Mocó, da ponte pensil Benjamin Constant, conhecida como Ponte de Ferro da 7 de Setembro, e do aterro do igarapé do Espírito Santo, área que hoje abriga a avenida que leva seu nome.

Desde a redemocratização, nos anos 1980, promessas de grandes obras estão presentes nos programas de governo dos candidatos ao Executivo estadual e municipal, embora nem sempre tenham saído do papel. Neste ano não é diferente, e promessas de obras faraônicas voltam a circular entre os eleitores do Amazonas.

Omar Aziz retoma o projeto da Cidade Universitária

O senador Omar Aziz (PSD), por exemplo, promete retomar a obra da Cidade Universitária, lançada em seu primeiro governo, entre 2010 e 2014, e depois abandonada pelos sucessores. É um projeto ousado, que cria um bairro totalmente novo em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus, em torno das unidades acadêmicas.

O custo seria bancado por recursos próprios do Estado e da iniciativa privada. Na época do lançamento, a obra custaria aproximadamente R$ 300 milhões, valor que, corrigido, alcançaria hoje a cifra de R$ 700 milhões.

Para o interior, Aziz propõe uma obra modelo para urbanizar e retirar famílias de áreas alagadas em Manacapuru, tendo como referência o Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Lançado no governo de Eduardo Braga, entre 2003 e 2010, o Prosamim já consumiu aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos, a maior parte financiada por organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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Segundo Cidade, os recursos existem e estão no Sistema Único de Saúde, no Novo PAC e em outros programas federais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem o governador se aproximou. O custo da obra ainda não foi revelado.

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Os recursos viriam de parcerias entre o Governo do Estado, que tem recursos próprios para isso, e a Prefeitura de Manaus. No programa Onda News, da Rede Onda Digital, David afirmou que os R$ 2 bilhões usados pelo ex-governador Wilson Lima na Adesaam seriam suficientes para bancar essas obras.

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Cabo Daciolo promete ponte sobre o rio Solimões

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A ponte teria como objetivo dar a Manaus acesso direto à rodovia BR-319 por meio da rodovia AM-354, que liga a rodovia federal ao município de Manaquiri. A proposta é uma reciclagem de projeto apresentado há mais de dez anos pelo ex-deputado estadual Francisco Souza.

Daciolo não fala em custos, mas, como a ponte teria tamanho semelhante ao da ponte Rio Negro, inaugurada em 2011 ao custo informado de R$ 1,09 bilhão, pode-se estimar valor na mesma casa. Contudo, os desafios de erguer uma estrutura dessas sobre o Solimões, rio com características diferentes do Negro, com solo instável e maior velocidade das águas, sugerem que o custo final ficaria próximo dos R$ 5 bilhões.

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