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Nova política mineral coloca riquezas do Amazonas no radar de tecnologia e indústria

O Amazonas tem minério. O que a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) pretende fazer é transformar parte dessa riqueza em tecnologia, indústria, empregos qualificados e maior valor agregado no Brasil, além de criar mecanismos para rastrear a origem e o caminho desses minerais.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (16), a Lei nº 15.506/2026 criou a PNMCE e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), ligado à Presidência da República.

Na prática, isso significa que os minerais existentes no Amazonas não recebem automaticamente incentivos. Mas o diagnóstico da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que o Estado já possui projetos e ocorrências relacionados ao universo que motivou a nova política.

Autazes e a dependência do potássio

O principal exemplo é o Projeto Autazes, da Potássio do Brasil. Segundo a ANM, o Brasil tem cerca de 97% de dependência internacional de potássio, enquanto o empreendimento amazonense prevê produção anual de 2,4 milhões de toneladas, equivalente a cerca de 17% do consumo brasileiro, com vida útil estimada em 23 anos.

A agência considera o projeto “extremamente importante para reduzir essa dependência internacional”.

A relação com a nova política é direta: a lei determina articulação com o Plano Nacional de Fertilizantes e estabelece como prioritários projetos ligados a fertilizantes potássicos, fosfatados e nitrogenados. Ainda assim, Autazes não recebe automaticamente o status de projeto prioritário. Essa definição caberá ao CIMCE.

Apuí e as terras raras

Em Apuí, o diagnóstico da ANM cita o Projeto Ema/Ema West, da Brazilian Critical Minerals, voltado à pesquisa de terras raras.

Esses minerais estão associados a cadeias tecnológicas, enquanto a nova legislação prevê estímulo à pesquisa, inovação e transformação mineral em território nacional.

É aí que surge uma questão para o Amazonas: se o minério está no Estado, quanto da tecnologia e do valor econômico ficará aqui?

A lei define como agregação de valor a realização de beneficiamento ou transformação industrial que aumente substancialmente o valor econômico do mineral ou de seus produtos.

Pitinga e outros minerais

Em Pitinga, Presidente Figueiredo, a província mineral é associada à produção de estanho e à ocorrência de nióbio e tântalo. O diagnóstico da ANM também aponta potencial para cobre, ouro, estanho, nióbio e tântalo na região Rio Negro-Juruena. O Serviço Geológico do Brasil destaca ainda o potencial para nióbio e terras raras no noroeste amazonense.

Dinheiro, pesquisa e rastreabilidade

A política cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões da União, além de recursos de estados, municípios e iniciativa privada. Também prevê crédito fiscal para empresas que investirem no beneficiamento e na transformação desses minerais.


Leia mais

União autoriza porto privado da Potássio do Brasil no Rio Madeira, em Autazes

Justiça suspende licença para exploração de potássio em terra indígena, no AM


Para o Amazonas, a discussão deixa de ser apenas sobre quanto minério existe. Passa a envolver quanto valor será gerado, onde ele será agregado e quanto dessa riqueza poderá permanecer no Estado, por meio de empregos qualificados, fornecedores locais, pesquisa, tecnologia e industrialização.

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O Amazonas tem minério. O que a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) pretende fazer é transformar parte dessa riqueza em tecnologia, indústria, empregos qualificados e maior valor agregado no Brasil, além de criar mecanismos para rastrear a origem e o caminho desses minerais.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (16), a Lei nº 15.506/2026 criou a PNMCE e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), ligado à Presidência da República.

Na prática, isso significa que os minerais existentes no Amazonas não recebem automaticamente incentivos. Mas o diagnóstico da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostra que o Estado já possui projetos e ocorrências relacionados ao universo que motivou a nova política.

Autazes e a dependência do potássio

O principal exemplo é o Projeto Autazes, da Potássio do Brasil. Segundo a ANM, o Brasil tem cerca de 97% de dependência internacional de potássio, enquanto o empreendimento amazonense prevê produção anual de 2,4 milhões de toneladas, equivalente a cerca de 17% do consumo brasileiro, com vida útil estimada em 23 anos.

A agência considera o projeto “extremamente importante para reduzir essa dependência internacional”.

A relação com a nova política é direta: a lei determina articulação com o Plano Nacional de Fertilizantes e estabelece como prioritários projetos ligados a fertilizantes potássicos, fosfatados e nitrogenados. Ainda assim, Autazes não recebe automaticamente o status de projeto prioritário. Essa definição caberá ao CIMCE.

Apuí e as terras raras

Em Apuí, o diagnóstico da ANM cita o Projeto Ema/Ema West, da Brazilian Critical Minerals, voltado à pesquisa de terras raras.

Esses minerais estão associados a cadeias tecnológicas, enquanto a nova legislação prevê estímulo à pesquisa, inovação e transformação mineral em território nacional.

É aí que surge uma questão para o Amazonas: se o minério está no Estado, quanto da tecnologia e do valor econômico ficará aqui?

A lei define como agregação de valor a realização de beneficiamento ou transformação industrial que aumente substancialmente o valor econômico do mineral ou de seus produtos.

Pitinga e outros minerais

Em Pitinga, Presidente Figueiredo, a província mineral é associada à produção de estanho e à ocorrência de nióbio e tântalo. O diagnóstico da ANM também aponta potencial para cobre, ouro, estanho, nióbio e tântalo na região Rio Negro-Juruena. O Serviço Geológico do Brasil destaca ainda o potencial para nióbio e terras raras no noroeste amazonense.

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A política cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões da União, além de recursos de estados, municípios e iniciativa privada. Também prevê crédito fiscal para empresas que investirem no beneficiamento e na transformação desses minerais.


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