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CNI revisa impacto do tarifaço dos EUA sobre o Amazonas, e Suframa rebate: “Dados fictícios”

Confederação Nacional da Indústria admitiu que errou em cálculo do tarifaço americano sobre a economia do AM

Na quarta (30/7), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou dados sobre o impacto econômico do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre os estados brasileiros. O estudo apontava que os estados poderiam perder mais de R$ 19 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) se a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros entrasse em vigor, e que o Amazonas sofreria uma retração de R$ 1,1 bilhão no seu PIB.

No entanto, os números foram questionados. Em resposta à Revista Cenarium, o CNI revisou os dados e corrigiu o próprio estudo, apontando que o impacto seria de R$ 1,145 milhão.

Os dados originais da pesquisa contêm dois erros: a diferença no valor do impacto no Amazonas e a colocação do Estado no ranking nacional. A diferença entre o dado divulgado e a admissão do erro na quarta-feira é de mais de R$ 1,1 bilhão. Com os números corrigidos e um impacto de 0,67%, o Estado foi reposicionado na última colocação, após as medidas anunciadas pela administração de Donald Trump.

Em nota, a CNI informou:

“CNI atualiza projeção de impacto da tarifa dos EUA no Amazonas: as projeções dos impactos regionais, no País, das medidas tarifárias dos Estados Unidos até julho de 2025, divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), hoje, 30, corrigem o valor divulgado ontem, 29, para o Amazonas. De acordo com o levantamento da CNI, as medidas acarretam variação negativa de 0,67%, o que representa uma contração de R$ 1,145 milhão no PIB estadual”.


Leia mais:

Veja quais produtos brasileiros ficam de fora do tarifaço de 50%

Lula convoca reunião emergencial após aplicação de tarifaço dos EUA


O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, também se pronunciou sobre o estudo e alertou sobre o erro ao não reconhecer os números da CNI. Ele disse:

“Não reconheço esses dados, me parecem fictícios. A ZFM exporta 1,5% de seu faturamento e menos de 10% disso foi para os EUA. A realidade é diferente. Não seguimos a CNI”.

Entenda o caso: tarifas dos EUA contra produtos brasileiros

Nesta quarta (30), o presidente americano Donald Trump assinou o decreto instituindo tarifas comerciais de 50% sobre os produtos brasileiros vendidos aos EUA, com vigor a partir de 1º de agosto. No entanto, a medida prevê uma longa lista de exceções: cerca de 700 produtos brasileiros não serão taxados, incluindo suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

*Com informações de Revista Cenarium

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Na quarta (30/7), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou dados sobre o impacto econômico do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre os estados brasileiros. O estudo apontava que os estados poderiam perder mais de R$ 19 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) se a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros entrasse em vigor, e que o Amazonas sofreria uma retração de R$ 1,1 bilhão no seu PIB.

No entanto, os números foram questionados. Em resposta à Revista Cenarium, o CNI revisou os dados e corrigiu o próprio estudo, apontando que o impacto seria de R$ 1,145 milhão.

Os dados originais da pesquisa contêm dois erros: a diferença no valor do impacto no Amazonas e a colocação do Estado no ranking nacional. A diferença entre o dado divulgado e a admissão do erro na quarta-feira é de mais de R$ 1,1 bilhão. Com os números corrigidos e um impacto de 0,67%, o Estado foi reposicionado na última colocação, após as medidas anunciadas pela administração de Donald Trump.

Em nota, a CNI informou:

“CNI atualiza projeção de impacto da tarifa dos EUA no Amazonas: as projeções dos impactos regionais, no País, das medidas tarifárias dos Estados Unidos até julho de 2025, divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), hoje, 30, corrigem o valor divulgado ontem, 29, para o Amazonas. De acordo com o levantamento da CNI, as medidas acarretam variação negativa de 0,67%, o que representa uma contração de R$ 1,145 milhão no PIB estadual”.


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O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, também se pronunciou sobre o estudo e alertou sobre o erro ao não reconhecer os números da CNI. Ele disse:

“Não reconheço esses dados, me parecem fictícios. A ZFM exporta 1,5% de seu faturamento e menos de 10% disso foi para os EUA. A realidade é diferente. Não seguimos a CNI”.

Entenda o caso: tarifas dos EUA contra produtos brasileiros

Nesta quarta (30), o presidente americano Donald Trump assinou o decreto instituindo tarifas comerciais de 50% sobre os produtos brasileiros vendidos aos EUA, com vigor a partir de 1º de agosto. No entanto, a medida prevê uma longa lista de exceções: cerca de 700 produtos brasileiros não serão taxados, incluindo suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

*Com informações de Revista Cenarium

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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