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Investimento público no Carnaval pode render 30 vezes em movimentação financeira e tributária

O investimento público em festas populares, como o Carnaval, é um grande impulsionador da economia privada e, conforme estimativas para cada real investido na festa de Momo, o retorno pode chegar a R$ 30 durante o período que vai do primeiro grito em janeiro até às bandas de pós-carnaval.

“Ao investir R$ 8 milhões no Carnaval, o poder público viabiliza um retorno superior a 30 vezes esse valor por meio da movimentação econômica e tributária. O sucesso da festa no Amazonas prova que tratar a cultura com profissionalismo é o caminho mais curto para o crescimento sustentável. O evento transformou a tradição em um negócio bilionário, beneficiando toda a cadeia produtiva, da costureira local aos grandes investidores”, afirma a advogada e economista Amanda Evangelista, estimando um crescimento financeiro de 19% em relação ao período carnavalesco de 2025.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (5/2), Amanda defende que a “engrenagem econômica começa a girar muito antes do primeiro acorde no Sambódromo, pois, para o comércio varejista, o período carnavalesco é sinônimo de estoque renovado e faturamento elevado.

“A demanda por insumos para a confecção de fantasias e alegorias movimenta o setor têxtil e de armarinhos. A ‘indústria do brilho’ exige toneladas de materiais manufaturados (de adereços sintéticos a ferragens para carros alegóricos) impulsionando grandes lojas do Centro de Manaus, pequenas oficinas de costura e ateliês que operam em regime de alta produtividade para atender às escolas de samba e aos blocos de rua”, escreve a economista.

O setor de economia criativa e de manufatura são os primeiros acionados pela força da festa popular e também os primeiros a auferir lucros. Serão ao menos 20 mil postos de trabalho temporários em todo o Estado, o que mobiliza artesãos, costureiras, especialistas em logística e iluminação. No ano passado, por exemplo, foram 18 mil empregos temporários.


Saiba mais:

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Crescimento setor a setor

“No setor de serviços, a gastronomia assume o protagonismo. De acordo com projeções baseadas no comportamento do mercado em 2025, o setor de alimentação fora do lar deve responder por aproximadamente 40% de toda a receita gerada durante o período. Bares e restaurantes de Manaus estimam um incremento de até 20% no faturamento, beneficiados não apenas pelos grandes eventos oficiais, mas também pela proliferação de mais de 300 bandas e blocos de rua que “aquecem” o comércio dos bairros. Paralelamente, o setor de transportes, que engloba desde aplicativos de mobilidade urbana até o transporte fluvial e aéreo, opera em alta capacidade, facilitando o fluxo de turistas que chegam à capital”, completa a economista no artigo dela.

Outra atividade que é bastante demandada neste período envolve a economia informal, pois o movimento dos foliões em desfiles de escolas de samba, de todos os grupos, e nas bandas mobiliza um verdadeiro exército de vendedores ambulantes, com venda de bebidas, comida rápida, artigos e adereços, o que, segundo Amanda, representa a principal fonte de renda destas pessoas em todo o primeiro trimestre do ano. Esse exército de trabalhadores informais faz com que o capital circule rapidamente entre o “povão” e o setor produtivo

Por fim, a economista destaca a mobilização na rede de turismo local, como, por exemplo, a rede hoteleira da capital amazonense, que hoje registra a expectativa de ocupação superior a 80% da capacidade instalada. Se a rede urbana tem um ganho com os foliões, a rede de hotéis de selva não ficam atrás, pois recebem o fluxo do chamado “anti-folião”, aquele personagem que busca a tranquilidade destes estabelecimentos fugindo do agito das escolas de samba e das bandas. No máximo querem um bailinho no fim da noite.

“Estes refúgios se tornaram o destino preferencial para turistas de alto poder aquisitivo e estrangeiros que buscam o ‘anti-carnaval’. Com pacotes de luxo focados no silêncio e no ecoturismo, esse nicho garante a entrada de divisas estrangeiras e mantém o setor de turismo em alta, independentemente do agito das avenidas”, finaliza.

 

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O investimento público em festas populares, como o Carnaval, é um grande impulsionador da economia privada e, conforme estimativas para cada real investido na festa de Momo, o retorno pode chegar a R$ 30 durante o período que vai do primeiro grito em janeiro até às bandas de pós-carnaval.

“Ao investir R$ 8 milhões no Carnaval, o poder público viabiliza um retorno superior a 30 vezes esse valor por meio da movimentação econômica e tributária. O sucesso da festa no Amazonas prova que tratar a cultura com profissionalismo é o caminho mais curto para o crescimento sustentável. O evento transformou a tradição em um negócio bilionário, beneficiando toda a cadeia produtiva, da costureira local aos grandes investidores”, afirma a advogada e economista Amanda Evangelista, estimando um crescimento financeiro de 19% em relação ao período carnavalesco de 2025.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (5/2), Amanda defende que a “engrenagem econômica começa a girar muito antes do primeiro acorde no Sambódromo, pois, para o comércio varejista, o período carnavalesco é sinônimo de estoque renovado e faturamento elevado.

“A demanda por insumos para a confecção de fantasias e alegorias movimenta o setor têxtil e de armarinhos. A ‘indústria do brilho’ exige toneladas de materiais manufaturados (de adereços sintéticos a ferragens para carros alegóricos) impulsionando grandes lojas do Centro de Manaus, pequenas oficinas de costura e ateliês que operam em regime de alta produtividade para atender às escolas de samba e aos blocos de rua”, escreve a economista.

O setor de economia criativa e de manufatura são os primeiros acionados pela força da festa popular e também os primeiros a auferir lucros. Serão ao menos 20 mil postos de trabalho temporários em todo o Estado, o que mobiliza artesãos, costureiras, especialistas em logística e iluminação. No ano passado, por exemplo, foram 18 mil empregos temporários.


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Outra atividade que é bastante demandada neste período envolve a economia informal, pois o movimento dos foliões em desfiles de escolas de samba, de todos os grupos, e nas bandas mobiliza um verdadeiro exército de vendedores ambulantes, com venda de bebidas, comida rápida, artigos e adereços, o que, segundo Amanda, representa a principal fonte de renda destas pessoas em todo o primeiro trimestre do ano. Esse exército de trabalhadores informais faz com que o capital circule rapidamente entre o “povão” e o setor produtivo

Por fim, a economista destaca a mobilização na rede de turismo local, como, por exemplo, a rede hoteleira da capital amazonense, que hoje registra a expectativa de ocupação superior a 80% da capacidade instalada. Se a rede urbana tem um ganho com os foliões, a rede de hotéis de selva não ficam atrás, pois recebem o fluxo do chamado “anti-folião”, aquele personagem que busca a tranquilidade destes estabelecimentos fugindo do agito das escolas de samba e das bandas. No máximo querem um bailinho no fim da noite.

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