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Midterms: o que muda para Flávio se os democratas vencerem?

A chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos ocorreu a uma semana das eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para a próxima terça-feira (3). O pleito vai renovar toda a Câmara dos Deputados e cerca de um terço do Senado americano.

Com as projeções apontando para uma possível vitória dos democratas, cresce a expectativa sobre o impacto desse cenário na permanência do senador no país.

Deportação não depende do Congresso

Apesar da pressão popular e de declarações de políticos democratas de que o senador poderia ser deportado caso o partido conquiste a maioria, a deportação ou expulsão de estrangeiros não está nas mãos do Legislativo. Decisões sobre a permanência de imigrantes no país são atribuições do Poder Executivo, especificamente do Departamento de Estado (chefiado por Marco Rubio) e do Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos submetidos ao governo de Donald Trump.

Dessa forma, uma revogação de visto não implica saída automática, e a deportação exige um procedimento legal que depende dessas agências do Executivo.


Leia mais

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Pressão política

O risco real para Flávio Bolsonaro em um cenário de vitória democrata está no poder de fiscalização do Congresso. As Casas poderiam abrir uma investigação formal para apurar se houve algum tipo de favorecimento das autoridades norte-americanas na concessão de vistos para ele e sua família, bem como no seu processo de saída do Brasil.

Além disso, uma maioria democrata poderia usar seu espaço para pressionar o governo Trump a prestar esclarecimentos públicos sobre a entrada e a permanência do senador brasileiro no país. Esse movimento ampliaria a pressão política sobre a Casa Branca e o desgaste em torno do caso.

Nas redes sociais, a repercussão já é significativa. Na sexta-feira (30), a hashtag #DeportTheBolsonaros (Deportem os Bolsonaros, em tradução livre) ficou entre os assuntos mais compartilhados do X (antigo Twitter) no Brasil.

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A chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos ocorreu a uma semana das eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para a próxima terça-feira (3). O pleito vai renovar toda a Câmara dos Deputados e cerca de um terço do Senado americano.

Com as projeções apontando para uma possível vitória dos democratas, cresce a expectativa sobre o impacto desse cenário na permanência do senador no país.

Deportação não depende do Congresso

Apesar da pressão popular e de declarações de políticos democratas de que o senador poderia ser deportado caso o partido conquiste a maioria, a deportação ou expulsão de estrangeiros não está nas mãos do Legislativo. Decisões sobre a permanência de imigrantes no país são atribuições do Poder Executivo, especificamente do Departamento de Estado (chefiado por Marco Rubio) e do Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos submetidos ao governo de Donald Trump.

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