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Protesto de líder indígena interrompe evento com Helder Barbalho no primeiro dia da COP30 em Belém

O primeiro dia da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém (PA), foi marcado por um protesto da líder indígena Auricélia Arapiun, do Baixo Tapajós. Durante uma solenidade presidida pelo governador Helder Barbalho (MDB), Auricélia interrompeu o evento e acusou o chefe do Executivo paraense de ser uma “farsa”.

O episódio de segunda-feira (10/11) ocorreu no momento em que Helder assinava um acordo de cooperação com a empresa Norsk Hydro, multinacional do setor de alumínio, para a execução de ações estratégicas voltadas ao Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF). A intervenção da líder indígena causou constrangimento entre autoridades e convidados presentes.

Aos gritos, Auricélia afirmou: “Mais um projeto para destruir nossas vidas e nosso território. Mais um projeto de mineração. Mais um projeto que derrota as terras indígenas no estado do Pará. Helder Barbalho é uma farsa.”

 

A Norsk Hydro é alvo de uma ação internacional que pede reparações a famílias afetadas por suas operações no Pará, após o episódio conhecido como o “caso Hydro”, ocorrido em 2018, quando vazamentos de rejeitos tóxicos foram detectados no rio Murucupi, em Barcarena.

Durante sua participação na COP30, o governador Helder Barbalho destacou a importância de parcerias com o setor privado para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a transição energética na região. No entanto, lideranças indígenas e entidades socioambientais afirmam que essas iniciativas frequentemente ignoram os direitos territoriais e a proteção dos povos originários.

A polêmica se soma a outras discussões que marcaram o início da COP30, evento que reúne lideranças mundiais, ambientalistas e representantes de comunidades tradicionais para debater soluções diante das mudanças climáticas e do avanço das atividades econômicas sobre a floresta amazônica.


Leia mais:

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Quem é Auricélia Arapiun

Reconhecida por sua atuação na defesa dos territórios indígenas e dos rios da Amazônia, Auricélia Arapiun tem reiterado que o modelo de desenvolvimento adotado pelo governo estadual prioriza a exploração de recursos naturais sem garantir a participação efetiva das populações locais nas decisões.

Governo do Pará se pronuncia

O Governo do Pará divulgou nota sobre o acordo assinado com a Hydro durante a COP30, informando que a parceria, com duração de 36 meses, tem como objetivo fortalecer o Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF). O projeto prevê a doação de equipamentos, apoio operacional e capacitação de equipes que atuam nas ações contra queimadas.

O governador Helder Barbalho destacou o compromisso do Estado com a sustentabilidade e afirmou que o Pará registrou redução de 85% nos focos de incêndio em comparação ao ano anterior.

A nota também reforça que a parceria amplia a capacidade operacional do governo e busca consolidar o Pará como referência em políticas ambientais que integrem desenvolvimento econômico, proteção ambiental e justiça social.

A Norsk Hydro declarou que atua conforme a legislação ambiental brasileira e continua investindo em medidas de controle, monitoramento e mitigação de impactos em suas operações. A empresa reconheceu o episódio de 2018 e afirmou cumprir integralmente os acordos judiciais e ambientais firmados desde então.

 

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O primeiro dia da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém (PA), foi marcado por um protesto da líder indígena Auricélia Arapiun, do Baixo Tapajós. Durante uma solenidade presidida pelo governador Helder Barbalho (MDB), Auricélia interrompeu o evento e acusou o chefe do Executivo paraense de ser uma “farsa”.

O episódio de segunda-feira (10/11) ocorreu no momento em que Helder assinava um acordo de cooperação com a empresa Norsk Hydro, multinacional do setor de alumínio, para a execução de ações estratégicas voltadas ao Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF). A intervenção da líder indígena causou constrangimento entre autoridades e convidados presentes.

Aos gritos, Auricélia afirmou: “Mais um projeto para destruir nossas vidas e nosso território. Mais um projeto de mineração. Mais um projeto que derrota as terras indígenas no estado do Pará. Helder Barbalho é uma farsa.”

 

A Norsk Hydro é alvo de uma ação internacional que pede reparações a famílias afetadas por suas operações no Pará, após o episódio conhecido como o “caso Hydro”, ocorrido em 2018, quando vazamentos de rejeitos tóxicos foram detectados no rio Murucupi, em Barcarena.

Durante sua participação na COP30, o governador Helder Barbalho destacou a importância de parcerias com o setor privado para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a transição energética na região. No entanto, lideranças indígenas e entidades socioambientais afirmam que essas iniciativas frequentemente ignoram os direitos territoriais e a proteção dos povos originários.

A polêmica se soma a outras discussões que marcaram o início da COP30, evento que reúne lideranças mundiais, ambientalistas e representantes de comunidades tradicionais para debater soluções diante das mudanças climáticas e do avanço das atividades econômicas sobre a floresta amazônica.


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Governo do Pará se pronuncia

O Governo do Pará divulgou nota sobre o acordo assinado com a Hydro durante a COP30, informando que a parceria, com duração de 36 meses, tem como objetivo fortalecer o Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF). O projeto prevê a doação de equipamentos, apoio operacional e capacitação de equipes que atuam nas ações contra queimadas.

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