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Seis em cada dez brasileiros já emprestaram o nome para ajudar amigo com restrição de crédito

A nova pesquisa Opinion Box/Serasa, divulgada nesta quinta-feira (16), mostrou que 29% dos brasileiros já emprestaram o nome para um amigo conseguir créditos/financiamentos ou fazer compras e depois se arrependeram. O trabalho também mostra que mais de 1,8 milhão de amazonenses estão inadimplentes.

Em temos absolutos, a  pesquisa mostrou que 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% passaram a ter dívidas após o não pagamento das obrigações assumidas por quem recebeu o crédito, daí a alta taxa de arrependimento (29%).

O levantamento aponta ainda que esse contingente de arrependidos não repetiria a prática em nenhuma outra hipotese. Na maioria dos casos, o crédito é concedido a pessoas próximas: familiares representam 60% das situações, seguidos por amigos (31%), colegas de trabalho (14%), parceiros (11%) e outros (3%).

Segundo a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, ao emprestar o nome, a pessoa assume integralmente a responsabilidade legal pela dívida, mesmo sem utilizar os recursos. A medida pode afetar o orçamento e o histórico de crédito.

O cenário ocorre em meio ao aumento da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão com dívidas em atraso, somando cerca de 338 milhões de débitos. Desse total, 47% estão concentrados em bancos e financeiras.

No Amazonas, os mais de 1,8 milhão de inadimplentes acumulam mais de R$ 10 milhões em dívidas. A maior parte está ligada a bancos (25,12%), seguida por varejo (21,03%), financeiras (18,35%) e contas básicas, como água, luz e gás (16,11%).

Aline Vieira afirma que, embora não seja possível estabelecer relação direta entre o empréstimo do nome e o aumento da inadimplência, a prática amplia o risco financeiro em um cenário já pressionado por dívidas. Imprevistos podem fazer com que a responsabilidade recaia sobre quem formalizou o crédito.

A Serasa orienta que, antes de emprestar o nome, é necessário avaliar as condições da dívida, entender os motivos do pedido e considerar os impactos no próprio orçamento. A recomendação também inclui buscar alternativas de ajuda que não envolvam assumir compromissos financeiros em nome de terceiros.

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A nova pesquisa Opinion Box/Serasa, divulgada nesta quinta-feira (16), mostrou que 29% dos brasileiros já emprestaram o nome para um amigo conseguir créditos/financiamentos ou fazer compras e depois se arrependeram. O trabalho também mostra que mais de 1,8 milhão de amazonenses estão inadimplentes.

Em temos absolutos, a  pesquisa mostrou que 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% passaram a ter dívidas após o não pagamento das obrigações assumidas por quem recebeu o crédito, daí a alta taxa de arrependimento (29%).

O levantamento aponta ainda que esse contingente de arrependidos não repetiria a prática em nenhuma outra hipotese. Na maioria dos casos, o crédito é concedido a pessoas próximas: familiares representam 60% das situações, seguidos por amigos (31%), colegas de trabalho (14%), parceiros (11%) e outros (3%).

Segundo a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, ao emprestar o nome, a pessoa assume integralmente a responsabilidade legal pela dívida, mesmo sem utilizar os recursos. A medida pode afetar o orçamento e o histórico de crédito.

O cenário ocorre em meio ao aumento da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão com dívidas em atraso, somando cerca de 338 milhões de débitos. Desse total, 47% estão concentrados em bancos e financeiras.

No Amazonas, os mais de 1,8 milhão de inadimplentes acumulam mais de R$ 10 milhões em dívidas. A maior parte está ligada a bancos (25,12%), seguida por varejo (21,03%), financeiras (18,35%) e contas básicas, como água, luz e gás (16,11%).

Aline Vieira afirma que, embora não seja possível estabelecer relação direta entre o empréstimo do nome e o aumento da inadimplência, a prática amplia o risco financeiro em um cenário já pressionado por dívidas. Imprevistos podem fazer com que a responsabilidade recaia sobre quem formalizou o crédito.

A Serasa orienta que, antes de emprestar o nome, é necessário avaliar as condições da dívida, entender os motivos do pedido e considerar os impactos no próprio orçamento. A recomendação também inclui buscar alternativas de ajuda que não envolvam assumir compromissos financeiros em nome de terceiros.

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