O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) criticou nesta segunda-feira (7/9) a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais. Durante ato realizado em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932, na zona sul de São Paulo, ele classificou o cenário como uma “prisão mental”.
Renan atribuiu o desempenho dos adversários ao comportamento de eleitores que chamou de “covardes e preguiçosos”. O candidato também afirmou que a população estaria sendo levada a acreditar que somente Lula e Flávio representam alternativas viáveis na disputa presidencial.
“É uma prisão que vocês estão sendo submetidos pelos covardes e pelos preguiçosos”, declarou.
Em seu discurso, o candidato do Missão disse que uma eventual vitória de Lula resultaria, na avaliação dele, em um governo autoritário de esquerda. Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, Renan afirmou que o país seria governado por uma “oligarquia de corruptos do centrão”. As declarações representam opiniões e acusações do presidenciável, sem apresentação de provas durante o ato.
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Críticas a Augusto Cury
Renan Santos também atacou o candidato Augusto Cury (Avante), que aparece à frente dele em levantamentos recentes. O presidenciável ironizou os livros escritos pelo adversário e afirmou que essas obras deixariam o leitor “alienado”.
Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostrou Renan com 3% das intenções de voto, enquanto Cury registrou 8%. Lula apareceu com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
Manifesto pede saída de autoridades
Durante a manifestação, Renan lançou o chamado “Manifesto pelo Futuro da Nação”. O documento pede a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF); do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O texto também cobra a continuidade das investigações sobre o Banco Master. Renan defendeu ainda a prisão de Moraes e Toffoli, mas decisões sobre prisões cabem ao Poder Judiciário, e não ao presidente da República. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) participou do evento e cobrou posicionamento dos demais candidatos sobre o tema.
