O Republicanos anunciou nesta terça-feira (4) que permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano. A decisão foi formalizada em nota, após consulta às executivas estaduais, e representa um revés para a estratégia do PL de ampliar sua coligação nacional em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
O Republicanos era apontado como uma das principais apostas da campanha de Flávio Bolsonaro para compor a chapa, especialmente diante da possibilidade de indicação da ex-auxiliar do Ministério da Economia Daniella Marques para a vice-presidência, nome que enfrentava resistência interna na legenda.
Segundo o partido, a deliberação foi majoritária e reflete o crescimento da legenda em todas as unidades da Federação. De acordo com a nota, a posição de independência não significa ausência de princípios, mas o reconhecimento de que o Republicanos representa hoje diferentes regiões, contextos e alianças políticas.
A decisão preserva a autonomia das lideranças estaduais, permitindo que diretórios e candidatos locais construam seus próprios arranjos, sem orientação nacional vinculante. O partido afirmou que sua capilaridade impõe a necessidade de considerar as particularidades de cada estado, respeitando as estratégias políticas locais.
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Revés para Flávio Bolsonaro e o PL
A decisão frustra as tentativas de aproximação da campanha de Flávio Bolsonaro, que segue sem um nome definido para vice na chapa. Na véspera, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador político Rogério Marinho se reuniram com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, para oferecer a indicação da vaga em troca de apoio.
Um levantamento interno já indicava que 17 dos 27 diretórios estaduais defendiam a neutralidade, o que antecipava o desfecho. A posição do Republicanos segue o mesmo caminho da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, que também optou por não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto.
Na nota, o Republicanos reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da representação no Congresso Nacional e com princípios como defesa da democracia, responsabilidade fiscal, segurança jurídica e desenvolvimento econômico. A legenda destacou que ampliar as bancadas na Câmara e no Senado significa participar das grandes decisões nacionais e contribuir para a governabilidade do país.
