O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que pretende acabar com as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. A declaração foi feita durante um comício de campanha em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
“Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets. Eu decidi que vou acabar com as bets”, declarou o presidente, que disputa a reeleição.
Lula classificou as apostas como prejudiciais à população e afirmou que o vício em jogos tem provocado endividamento e problemas de saúde mental. Durante o discurso, o petista relatou o caso de uma jovem que, segundo ele, tentou tirar a própria vida três vezes em razão de dívidas com apostas.
O presidente também associou o setor a práticas como lavagem de dinheiro e corrupção. Apesar da declaração, o encerramento das atividades das empresas legalizadas não depende apenas de uma decisão presidencial e precisaria passar pelo Congresso Nacional.
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Clubes reagem à possibilidade de proibição
Lula também criticou a reação de clubes de futebol contrários a eventuais restrições ao setor. Flamengo e Corinthians estão entre as equipes que participaram de uma mobilização em defesa da manutenção das empresas de apostas como patrocinadoras.
“Hoje os times de futebol, liderados pelo Flamengo e pelo Corinthians, dizem que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. Os times foram campeões do mundo sem as bets”, afirmou.
Atualmente, 13 clubes da Série A têm casas de apostas como patrocinadoras principais, com contratos estimados em aproximadamente R$ 1 bilhão. Representantes do setor esportivo argumentam que uma proibição comprometeria receitas importantes, enquanto entidades contrárias às bets destacam os impactos do vício e do endividamento sobre os consumidores.
O governo federal avalia novas restrições para o mercado, mas ainda não anunciou oficialmente qual medida será adotada. Uma das possibilidades discutidas é proibir jogos de cassino on-line e manter as apostas esportivas regulamentadas.
