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Filme sobre Elize Matsunaga é o mais visto em 31 países

O caso de Elize Matsunaga voltou aos holofotes e ganhou repercussão internacional após o lançamento de “Elize: Sombras de Uma Mulher”, na Netflix. Estrelada por Lorena Comparato, a produção brasileira alcançou a liderança mundial entre os filmes de língua não inglesa mais assistidos da plataforma.

Lançado em 22 de julho, o longa registrou 16,2 milhões de visualizações e acumulou 25,1 milhões de horas assistidas entre os dias 20 e 26 de julho. Os números colocaram a obra na primeira posição do ranking global de produções cinematográficas em língua não inglesa, conforme dados oficiais divulgados pela Netflix.

O filme também liderou rankings nacionais em dezenas de países. Além do Brasil, a produção chegou ao primeiro lugar em mercados como Argentina, Costa Rica, Paraguai, Polônia e Taiwan. Levantamentos internacionais apontaram que o título ocupou a liderança entre os filmes mais vistos em 31 países nos primeiros dias de exibição.

Dirigido por Felipe Vellas, responsável por episódios de “DNA do Crime”, o longa apresenta uma releitura ficcional da trajetória de Elize, desde a infância no Paraná e o relacionamento com Marcos Kitano Matsunaga até o crime ocorrido em 2012, no apartamento do casal, em São Paulo. A narrativa concentra-se nos conflitos do casamento, nas diferenças sociais e nas circunstâncias que antecederam a morte do empresário.

O roteiro foi escrito por Raphael Montes, autor de “Bom Dia, Verônica”, em parceria com Mariana Torres. Além de Lorena Comparato, o elenco reúne Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg. A produção é da Boutique Filmes, empresa que também realizou a série documental “Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime”, lançada pela Netflix em 2021.


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Apesar de inspirada em acontecimentos reais, a obra não deve ser interpretada como uma reconstrução documental. A própria Lorena Comparato ressaltou, durante a divulgação, que o filme apresenta uma possibilidade narrativa sobre a história de Elize e combina informações conhecidas do processo com situações adaptadas para a ficção.

Condenada pelo Tribunal do Júri em 2016 por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, Elize recebeu inicialmente pena de 18 anos e nove meses de prisão. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a atenuante da confissão e reduziu a condenação para 16 anos e três meses, segundo informações do STJ.

A repercussão de “Elize: Sombras de Uma Mulher” reforça o interesse do público por produções inspiradas em crimes reais. O sucesso também reacende o debate sobre os limites entre informação, dramatização e entretenimento na abordagem de casos que marcaram a história criminal brasileira.

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Lançado em 22 de julho, o longa registrou 16,2 milhões de visualizações e acumulou 25,1 milhões de horas assistidas entre os dias 20 e 26 de julho. Os números colocaram a obra na primeira posição do ranking global de produções cinematográficas em língua não inglesa, conforme dados oficiais divulgados pela Netflix.

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