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Anatomia, inseticida e ambiente: o que faz baratas morrerem viradas

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Anatomia, inseticida e ambiente: o que faz baratas morrerem viradas
(Foto: reprodução)

A imagem de uma barata morta de barriga para cima é comum em residências e costuma despertar curiosidade. O comportamento, embora frequente, tem explicação biológica e está ligado à anatomia do inseto, ao funcionamento do organismo e às condições do ambiente.

Especialistas apontam que o principal motivo está na distribuição do peso corporal. As baratas possuem o dorso mais pesado e arredondado, o que desloca o centro de gravidade. Quando perdem o equilíbrio, especialmente após intoxicação ou fraqueza, tendem a tombar e permanecer viradas, sem conseguir retornar à posição normal.

Outro fator está relacionado à respiração. O inseto utiliza pequenos poros no abdômen, chamados espiráculos, para captar oxigênio. Quando expostas a inseticidas, essas estruturas podem ser afetadas, dificultando a respiração e provocando movimentos involuntários na tentativa de recuperar o equilíbrio.

Produtos químicos também podem causar alterações neurológicas, desencadeando espasmos musculares e perda de coordenação motora. Em ambientes urbanos, onde predominam superfícies lisas como cerâmica e concreto, as baratas encontram ainda mais dificuldade para se virar após uma queda.


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O clima também influencia. Ambientes muito quentes e secos aumentam o estresse físico e a desidratação do inseto, acelerando a perda de controle dos movimentos. Já pisos molhados podem favorecer escorregões, sobretudo em baratas já debilitadas.

No entanto, nem toda barata de barriga para cima está morta. Em alguns casos, o comportamento pode ser uma estratégia de defesa conhecida como tanatose, ou “imobilidade tônica”. Nesse estado, o inseto reduz os movimentos e simula estar morto para enganar predadores, podendo se recuperar minutos depois e fugir.

Algumas espécies apresentam esse comportamento com maior frequência, como a barata-americana, comum em centros urbanos, conhecida por permanecer imóvel por longos períodos diante de ameaças.

*Com informações do Envu Global e Correio Braziliense