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Anemia na adolescência: como fluxo menstrual e dieta influenciam os estoques de ferro

Um estudo realizado na Suécia e publicado em dezembro de 2025 na revista científica PLOS One indica que adolescentes com fluxo menstrual intenso e baixo consumo de carne apresentam maior risco de deficiência de ferro. A pesquisa avaliou 394 estudantes com mais de 15 anos que já haviam passado pela menarca (primeira menstruação).

As participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares, sendo classificadas como onívoras, pescetarianas, vegetarianas ou veganas, e sobre padrão menstrual, incluindo duração e intensidade do sangramento. Também foram realizados exames de sangue para medir hemoglobina e ferritina, marcador dos estoques de ferro no organismo.

Os resultados mostraram que 40% das adolescentes apresentaram níveis de ferritina abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais da metade relatou sangramento intenso, condição associada a níveis mais baixos de ferro. O risco foi até 13 vezes maior entre jovens que combinavam fluxo elevado com dietas restritas em carne.

Segundo especialistas, a deficiência de ferro pode ocorrer mesmo sem anemia instalada, quando ainda não há queda significativa da hemoglobina. “Não basta avaliar apenas a hemoglobina. É fundamental investigar padrão menstrual e hábitos alimentares”, afirma a ginecologista Liliane Diefenthaeler Herter, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).


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O quadro inicial costuma ser silencioso, mas pode incluir cansaço, palidez e fadiga, sintomas que muitas vezes se confundem com mudanças típicas da adolescência. A longo prazo, a carência do mineral pode prejudicar o desempenho escolar e o desenvolvimento cognitivo.

Médicos destacam ainda que adolescentes são particularmente vulneráveis, pois enfrentam aumento da demanda de ferro durante o estirão de crescimento, ao mesmo tempo em que passam a ter perdas menstruais regulares. O tratamento pode incluir suplementação e, em alguns casos, medicamentos para reduzir o fluxo menstrual.

Dessa maneira, a principal recomendação é que profissionais de saúde avaliem de forma integrada alimentação, padrão menstrual e exames laboratoriais durante o acompanhamento clínico dessa faixa etária.

*Com informações da CNN Brasil.

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Um estudo realizado na Suécia e publicado em dezembro de 2025 na revista científica PLOS One indica que adolescentes com fluxo menstrual intenso e baixo consumo de carne apresentam maior risco de deficiência de ferro. A pesquisa avaliou 394 estudantes com mais de 15 anos que já haviam passado pela menarca (primeira menstruação).

As participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares, sendo classificadas como onívoras, pescetarianas, vegetarianas ou veganas, e sobre padrão menstrual, incluindo duração e intensidade do sangramento. Também foram realizados exames de sangue para medir hemoglobina e ferritina, marcador dos estoques de ferro no organismo.

Os resultados mostraram que 40% das adolescentes apresentaram níveis de ferritina abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais da metade relatou sangramento intenso, condição associada a níveis mais baixos de ferro. O risco foi até 13 vezes maior entre jovens que combinavam fluxo elevado com dietas restritas em carne.

Segundo especialistas, a deficiência de ferro pode ocorrer mesmo sem anemia instalada, quando ainda não há queda significativa da hemoglobina. “Não basta avaliar apenas a hemoglobina. É fundamental investigar padrão menstrual e hábitos alimentares”, afirma a ginecologista Liliane Diefenthaeler Herter, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).


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*Com informações da CNN Brasil.

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