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Botulismo: entenda o que é, sintomas e principais riscos

Recentemente, duas pessoas morreram na Bahia em decorrência de botulismo, uma doença grave causada pela ingestão de alimentos contaminados. As mortes servem para reforçar o alerta contra a doença.

O botulismo é uma doença rara e não contagiosa de uma pessoa para outra. Ela é causada pela ação de uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum (C. botulinum), que pode ser encontrada em alimentos contaminados que não têm produção e/ou conservação adequada. Além disso, a bactéria pode entrar no organismo por meio de ferimentos na pele.

Segundo o Ministério da Saúde, todas as formas de botulismo podem levar à morte se não tratadas adequadamente e, por isso, os casos são considerados emergências médicas e de saúde pública. Isso acontece porque a bactéria causadora do botulismo produz uma toxina que, mesmo ingerida em pouca quantidade, pode causar envenenamento grave em questão de horas.

Como o botulismo é transmitido?

A principal forma de transmissão da doença é a contaminação alimentar. De acordo com a pasta, os alimentos mais comuns envolvidos na contaminação são:

  • Conservas vegetais (como palmito, picles e pequi);
  • Produtos de origem animal cozidos, curados ou defumados (como salsichas, presunto e “carne de lata”);
  • Pescados defumados, salgados e fermentados;
  • Queijos e pasta de queijos;
  • Alimentos enlatados industrializados (porém, casos relacionados ao consumo desses alimentos são raros, segundo o Ministério da Saúde).

Porém, também existem outras formas de transmissão da bactéria botulínica:

  • Botulismo intestinal: esporos contidos em alimentos contaminados podem se multiplicar no intestino, onde ocorre a produção e absorção da toxina. Entre os fatores de risco, em adultos, estão as cirurgias intestinais, doença de Crohn e/ou uso de antibióticos por tempo prolongado;
  • Botulismo por ferimentos: uma das formas mais raras de botulismo e é causado pela contaminação de ferimentos pela bactéria. As principais portas de entrada são úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras, esmagamento de membros, ferimentos em áreas profundas mal vascularizadas ou, ainda, ferimentos produzidos por agulhas;
  • Botulismo infantil: é a forma de ocorrência intestinal mais comum em crianças entre 3 e 26 semanas de idade. A principal causa, segundo a Saúde, é o consumo de mel de abelha nas primeiras semanas de vida. De acordo com a pasta, esta forma da doença pode ser responsável por 5% dos casos de morte súbita em lactentes.

Leia mais:

Panini de food truck causa surto de botulismo e mata duas pessoas na Itália

Micose extensa: infecção por fungo super-resistente é relatado no Brasil


Sintomas

Os sintomas mais comuns do botulismo incluem:

  • Dores de cabeça;
  • Vertigem;
  • Tontura;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Visão turva ou dupla;
  • Dificuldade para respirar;
  • Comprometimento de nervos cranianos;
  • Paralisia da musculatura respiratória, dos braços e das pernas.

Como prevenir o botulismo?

  • Não consumir alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas, vencidas ou com alterações no cheiro e no aspecto;
  • Ao preparar conservas caseiros, é fundamental obedecer rigorosamente aos cuidados de higiene e armazenamento e certifique-se de que essas medidas foram adotadas pelo estabelecimento/vendedor que preparou o alimento;
  • Evitar que crianças menores de 2 anos consumem mel de abelha, pois há risco de conter esporos da bactéria do botulismo;
  • Aqueça os alimentos com o cozimento por 10 minutos com a temperatura acima de 80 ºC para eliminar as toxinas do botulismo.

Como principal medida de tratamento, existe o uso de soro antibotulínico e de antibióticos para eliminar a toxina circulante no organismo. O soro é fornecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mediante a notificação do caso suspeito em ficha específica. Caso a pessoa experimente os sintomas, é indicado procurar ajuda médica.

*Com informações de CNN Brasil

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Recentemente, duas pessoas morreram na Bahia em decorrência de botulismo, uma doença grave causada pela ingestão de alimentos contaminados. As mortes servem para reforçar o alerta contra a doença.

O botulismo é uma doença rara e não contagiosa de uma pessoa para outra. Ela é causada pela ação de uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum (C. botulinum), que pode ser encontrada em alimentos contaminados que não têm produção e/ou conservação adequada. Além disso, a bactéria pode entrar no organismo por meio de ferimentos na pele.

Segundo o Ministério da Saúde, todas as formas de botulismo podem levar à morte se não tratadas adequadamente e, por isso, os casos são considerados emergências médicas e de saúde pública. Isso acontece porque a bactéria causadora do botulismo produz uma toxina que, mesmo ingerida em pouca quantidade, pode causar envenenamento grave em questão de horas.

Como o botulismo é transmitido?

A principal forma de transmissão da doença é a contaminação alimentar. De acordo com a pasta, os alimentos mais comuns envolvidos na contaminação são:

  • Conservas vegetais (como palmito, picles e pequi);
  • Produtos de origem animal cozidos, curados ou defumados (como salsichas, presunto e “carne de lata”);
  • Pescados defumados, salgados e fermentados;
  • Queijos e pasta de queijos;
  • Alimentos enlatados industrializados (porém, casos relacionados ao consumo desses alimentos são raros, segundo o Ministério da Saúde).

Porém, também existem outras formas de transmissão da bactéria botulínica:

  • Botulismo intestinal: esporos contidos em alimentos contaminados podem se multiplicar no intestino, onde ocorre a produção e absorção da toxina. Entre os fatores de risco, em adultos, estão as cirurgias intestinais, doença de Crohn e/ou uso de antibióticos por tempo prolongado;
  • Botulismo por ferimentos: uma das formas mais raras de botulismo e é causado pela contaminação de ferimentos pela bactéria. As principais portas de entrada são úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras, esmagamento de membros, ferimentos em áreas profundas mal vascularizadas ou, ainda, ferimentos produzidos por agulhas;
  • Botulismo infantil: é a forma de ocorrência intestinal mais comum em crianças entre 3 e 26 semanas de idade. A principal causa, segundo a Saúde, é o consumo de mel de abelha nas primeiras semanas de vida. De acordo com a pasta, esta forma da doença pode ser responsável por 5% dos casos de morte súbita em lactentes.

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Os sintomas mais comuns do botulismo incluem:

  • Dores de cabeça;
  • Vertigem;
  • Tontura;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Visão turva ou dupla;
  • Dificuldade para respirar;
  • Comprometimento de nervos cranianos;
  • Paralisia da musculatura respiratória, dos braços e das pernas.

Como prevenir o botulismo?

  • Não consumir alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas, vencidas ou com alterações no cheiro e no aspecto;
  • Ao preparar conservas caseiros, é fundamental obedecer rigorosamente aos cuidados de higiene e armazenamento e certifique-se de que essas medidas foram adotadas pelo estabelecimento/vendedor que preparou o alimento;
  • Evitar que crianças menores de 2 anos consumem mel de abelha, pois há risco de conter esporos da bactéria do botulismo;
  • Aqueça os alimentos com o cozimento por 10 minutos com a temperatura acima de 80 ºC para eliminar as toxinas do botulismo.

Como principal medida de tratamento, existe o uso de soro antibotulínico e de antibióticos para eliminar a toxina circulante no organismo. O soro é fornecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mediante a notificação do caso suspeito em ficha específica. Caso a pessoa experimente os sintomas, é indicado procurar ajuda médica.

*Com informações de CNN Brasil

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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