Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Cuidados paliativos não significam fim da vida, explica médica

Falar sobre cuidados paliativos ainda é um desafio para muitas famílias e até mesmo para profissionais da saúde. Em entrevista ao Onda News, nesta quinta-feira (27/8), a médica especialista em clínica médica e cuidados paliativos, Dra. Rayssa Leite, explicou que o objetivo dos cuidados paliativos é oferecer suporte ao paciente e à família durante toda a trajetória da doença.

O tema, muitas vezes associado exclusivamente aos momentos finais da vida, envolve, na verdade, uma abordagem que pode começar desde o diagnóstico de uma doença grave ou ameaçadora à vida.

Segundo a médica, o cuidado paliativo é realizado por uma equipe multidisciplinar e busca compreender a realidade de cada paciente.

“Eu digo que tem a história da doença, mas também tem a história do meu paciente, daquela família, daquele contexto”, explicou.

Cuidados paliativos não são sinônimo de terminalidade

Um dos principais equívocos sobre o tema, segundo Rayssa Leite, é acreditar que os cuidados paliativos devem ser iniciados apenas quando o paciente está em fase terminal ou nos últimos momentos de vida.

A especialista explica que o acompanhamento pode começar muito antes e, inclusive, ser iniciado no momento em que a doença é diagnosticada.

Para ela, quanto mais cedo o paciente e a família recebem esse suporte, maiores são as possibilidades de controlar sintomas, reduzir sofrimentos e estabelecer um cuidado alinhado ao que realmente importa para aquela pessoa.

“Eu posso acompanhar o paciente desde o momento do diagnóstico. Na verdade, esse seria o ideal”, afirmou.

A médica destaca que o diagnóstico de uma doença grave costuma vir acompanhado de medo, ansiedade e muitas dúvidas. Ao longo do tratamento, também podem surgir sintomas como dor e enjoo, além de efeitos provocados pelas próprias terapias.

Nesse cenário, a equipe de cuidados paliativos atua para aliviar o sofrimento e proporcionar mais conforto, sem necessariamente interromper tratamentos destinados ao controle da doença.

O foco também está naquilo que importa para o paciente

Outro ponto destacado pela especialista é que o cuidado paliativo não se resume à utilização de medicamentos. A proposta também é entender quais atividades, relações e objetivos são importantes para cada paciente.

Rayssa Leite contou que, durante os atendimentos, pode ouvir de um paciente que ele sente falta, por exemplo, de frequentar sua igreja ou participar de sua comunidade.

A partir disso, a equipe busca alternativas para que ele possa retomar essas atividades dentro das suas possibilidades.

“Como será que a gente pode fazer para você retornar ao seu meio, ao que importa para você?”, relatou a médica.

Para a especialista, esse olhar individualizado permite que o tratamento seja constantemente adaptado. O objetivo é melhorar a qualidade de vida e, quando possível, recuperar parte da autonomia e da dignidade do paciente.


Saiba mais: 

Pesquisa por pesquisa, a eleição para o Senado ficou ainda mais imprevisível

Você sabia que o Amazonas pode ter um ‘museu das eleições’? TRE cria política para preservação


Atendimento pode acontecer no hospital e no ambulatório

A Dra. Rayssa também explicou que acompanha pacientes em diferentes momentos da trajetória da doença, tanto no ambiente hospitalar quanto no atendimento ambulatorial.

Segundo ela, quando o paciente recebe alta e continua o acompanhamento no ambulatório, existe a possibilidade de construir um diálogo mais próximo sobre sintomas, dificuldades e objetivos pessoais.

Nesse processo, a evolução do quadro também pode ser percebida de maneira mais ampla. Um paciente que anteriormente enfrentava muitas dificuldades pode apresentar melhora e voltar a realizar atividades que considerava importantes.

“Estava tão ruim, agora é um momento que eu estou me sentindo melhor. Eu resgatei um pouco da minha dignidade”, destacou.

Por que ainda existe resistência?

A médica também chamou atenção para a resistência que ainda existe em torno do assunto. Em alguns casos, familiares e até profissionais evitam mencionar os cuidados paliativos por acreditarem que falar sobre o tema seria o mesmo que anunciar uma sentença de morte.

Para Rayssa, essa percepção precisa mudar.

A proposta dos cuidados paliativos, segundo ela, é justamente oferecer qualidade de vida durante o período de tratamento e acompanhamento de uma doença, inclusive quando ela é incurável.

A especialista defende que o diálogo seja iniciado o quanto antes para que paciente e família possam participar das decisões e receber suporte durante as diferentes fases da doença.

Mais do que representar o fim das possibilidades de tratamento, os cuidados paliativos buscam garantir que o paciente não enfrente sozinho uma trajetória marcada por sintomas, dúvidas, medos e mudanças na rotina.

A abordagem, portanto, coloca o paciente no centro do cuidado e considera não apenas a doença, mas também sua história, seus vínculos, seus desejos e aquilo que dá sentido à sua vida.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Falar sobre cuidados paliativos ainda é um desafio para muitas famílias e até mesmo para profissionais da saúde. Em entrevista ao Onda News, nesta quinta-feira (27/8), a médica especialista em clínica médica e cuidados paliativos, Dra. Rayssa Leite, explicou que o objetivo dos cuidados paliativos é oferecer suporte ao paciente e à família durante toda a trajetória da doença.

O tema, muitas vezes associado exclusivamente aos momentos finais da vida, envolve, na verdade, uma abordagem que pode começar desde o diagnóstico de uma doença grave ou ameaçadora à vida.

Segundo a médica, o cuidado paliativo é realizado por uma equipe multidisciplinar e busca compreender a realidade de cada paciente.

“Eu digo que tem a história da doença, mas também tem a história do meu paciente, daquela família, daquele contexto”, explicou.

Cuidados paliativos não são sinônimo de terminalidade

Um dos principais equívocos sobre o tema, segundo Rayssa Leite, é acreditar que os cuidados paliativos devem ser iniciados apenas quando o paciente está em fase terminal ou nos últimos momentos de vida.

A especialista explica que o acompanhamento pode começar muito antes e, inclusive, ser iniciado no momento em que a doença é diagnosticada.

Para ela, quanto mais cedo o paciente e a família recebem esse suporte, maiores são as possibilidades de controlar sintomas, reduzir sofrimentos e estabelecer um cuidado alinhado ao que realmente importa para aquela pessoa.

“Eu posso acompanhar o paciente desde o momento do diagnóstico. Na verdade, esse seria o ideal”, afirmou.

A médica destaca que o diagnóstico de uma doença grave costuma vir acompanhado de medo, ansiedade e muitas dúvidas. Ao longo do tratamento, também podem surgir sintomas como dor e enjoo, além de efeitos provocados pelas próprias terapias.

Nesse cenário, a equipe de cuidados paliativos atua para aliviar o sofrimento e proporcionar mais conforto, sem necessariamente interromper tratamentos destinados ao controle da doença.

O foco também está naquilo que importa para o paciente

Outro ponto destacado pela especialista é que o cuidado paliativo não se resume à utilização de medicamentos. A proposta também é entender quais atividades, relações e objetivos são importantes para cada paciente.

Rayssa Leite contou que, durante os atendimentos, pode ouvir de um paciente que ele sente falta, por exemplo, de frequentar sua igreja ou participar de sua comunidade.

A partir disso, a equipe busca alternativas para que ele possa retomar essas atividades dentro das suas possibilidades.

“Como será que a gente pode fazer para você retornar ao seu meio, ao que importa para você?”, relatou a médica.

Para a especialista, esse olhar individualizado permite que o tratamento seja constantemente adaptado. O objetivo é melhorar a qualidade de vida e, quando possível, recuperar parte da autonomia e da dignidade do paciente.


Saiba mais: 

Pesquisa por pesquisa, a eleição para o Senado ficou ainda mais imprevisível

Você sabia que o Amazonas pode ter um ‘museu das eleições’? TRE cria política para preservação


Atendimento pode acontecer no hospital e no ambulatório

A Dra. Rayssa também explicou que acompanha pacientes em diferentes momentos da trajetória da doença, tanto no ambiente hospitalar quanto no atendimento ambulatorial.

Segundo ela, quando o paciente recebe alta e continua o acompanhamento no ambulatório, existe a possibilidade de construir um diálogo mais próximo sobre sintomas, dificuldades e objetivos pessoais.

Nesse processo, a evolução do quadro também pode ser percebida de maneira mais ampla. Um paciente que anteriormente enfrentava muitas dificuldades pode apresentar melhora e voltar a realizar atividades que considerava importantes.

“Estava tão ruim, agora é um momento que eu estou me sentindo melhor. Eu resgatei um pouco da minha dignidade”, destacou.

Por que ainda existe resistência?

A médica também chamou atenção para a resistência que ainda existe em torno do assunto. Em alguns casos, familiares e até profissionais evitam mencionar os cuidados paliativos por acreditarem que falar sobre o tema seria o mesmo que anunciar uma sentença de morte.

Para Rayssa, essa percepção precisa mudar.

A proposta dos cuidados paliativos, segundo ela, é justamente oferecer qualidade de vida durante o período de tratamento e acompanhamento de uma doença, inclusive quando ela é incurável.

A especialista defende que o diálogo seja iniciado o quanto antes para que paciente e família possam participar das decisões e receber suporte durante as diferentes fases da doença.

Mais do que representar o fim das possibilidades de tratamento, os cuidados paliativos buscam garantir que o paciente não enfrente sozinho uma trajetória marcada por sintomas, dúvidas, medos e mudanças na rotina.

A abordagem, portanto, coloca o paciente no centro do cuidado e considera não apenas a doença, mas também sua história, seus vínculos, seus desejos e aquilo que dá sentido à sua vida.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Osteoporose: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar fraturas

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Ela pode evoluir por anos sem sintomas e ser...

Airbnb proíbe anfitriões de exigir que hóspedes lavem louça e tirem lixo

A partir de 20 de novembro, os anfitriões do Airbnb não poderão mais exigir que os hóspedes lavem a louça e a roupa de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Terapia quântica: terapeutas explicam técnicas para lidar com bloqueios emocionais

Os terapeutas quânticos Dora Chiarion e Chevalier foram convidados desta quinta (22/10) do programa Conexão Onda. Elees falaram sobre técnicas terapeutas inovadoras que ajudam...

Câncer que vitimou Lua Blanco pode começar sem sintomas; conheça os sinais de alerta

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, pode se desenvolver silenciosamente e não apresentar sintomas nos estágios iniciais. A ausência de sinais...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Cientistas americanos criam pílula anticoncepcional masculina

Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina para ser tomada antes das relações sexuais. O método ainda não foi...

Sono e atividade física: Hélida Tavares destaca hábitos para melhorar produtividade

A rotina de empresários e profissionais que ocupam cargos de liderança exige concentração, tomada de decisões e disposição para lidar com diferentes demandas. Para...

Osteoporose: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar fraturas

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Ela pode evoluir por anos sem sintomas e ser...

Airbnb proíbe anfitriões de exigir que hóspedes lavem louça e tirem lixo

A partir de 20 de novembro, os anfitriões do Airbnb não poderão mais exigir que os hóspedes lavem a louça e a roupa de...

Terapia quântica: terapeutas explicam técnicas para lidar com bloqueios emocionais

Os terapeutas quânticos Dora Chiarion e Chevalier foram convidados desta quinta (22/10) do programa Conexão Onda. Elees falaram sobre técnicas terapeutas inovadoras que ajudam...

Câncer que vitimou Lua Blanco pode começar sem sintomas; conheça os sinais de alerta

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, pode se desenvolver silenciosamente e não apresentar sintomas nos estágios iniciais. A ausência de sinais...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]