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Dia Nacional do Perdão: Veja o que diz especialista sobre impactos emocionais do rancor

No dia 30 de agosto se comemora o “Dia Nacional do Perdão”. Mas você sabe o que significa o perdão? Ou melhor, você já perdoou ou foi perdoado? O psicólogo e professor universitário Raimundo Fabrício Paixão Albuquerque respondeu às mais diversas questões sobre essa decisão que faz parte do cotidiano humano.

A decisão do perdão pode trazer alívio emocional? Segundo o especialista, sim! Mas depende do motivo pelo qual alguém perdoa ou é perdoado.

“Tem gente que perdoa porque se sente culpada de algo que nem contribuiu para acontecer. É como se carregasse uma mochila cheia de pedras que nem são suas. Essas pessoas têm uma autoestima tão baixa que o sentimento de culpa vira uma espécie de combustível para o perdão. Essa pessoa não será aliviada de verdade, porque está perdoando pelos motivos errados. Agora, tem aquelas pessoas que perdoam porque querem mesmo é tocar a vida para frente, com ou sem o ofensor por perto. Essas sim encontram o verdadeiro alívio, porque o perdão delas vem de um lugar de compreensão, não de autopunição”, explica ele.

E o que muda na cabeça de alguém que perdoa? Raimundo explica que há alívio emocional par esse público.

“Quando uma pessoa perdoa, ela libera aqueles pensamentos fixos sobre o ofensor. Sabe aquela situação em que você fica remoendo o que fulano fez, planejando vinganças elaboradas, imaginando discursos perfeitos que você nunca vai fazer? Pois é, quanto mais desejo de vingança, mais a gente pensa naquele que nos fez mal. A mente fica mais leve, mais livre para pensar em outras coisas, coisas boas, coisas produtivas, coisas que realmente importam”, conta.


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E para quem não consegue liberar perdão? Para esse público, é importante entender como se livrar do famoso “rancor”. Mas como? O especialista conta em detalhes.

“A receita para perdoar mais rápido não é complicada, mas também não é fácil. Seja uma pessoa mais flexível, com menos rigidez de valores. Compreender que todos erram. O ser humano é o que é: demasiadamente humano, como diria Nietzsche. Quando a gente entende isso, consegue interpretar as falhas como algo esperado, não como uma traição cósmica aos nossos sentimentos”, disse.

Além da compreensão, é necessário buscar ajuda emocional.

“Procure uma terapia. Um profissional pode ajudar bastante nesse processo. A pessoa em psicoterapia pode ressignificar a situação, encontrando novos ângulos para enxergar o que aconteceu e descobrindo ferramentas personalizadas para o seu caso específico”, indica ele.

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No dia 30 de agosto se comemora o “Dia Nacional do Perdão”. Mas você sabe o que significa o perdão? Ou melhor, você já perdoou ou foi perdoado? O psicólogo e professor universitário Raimundo Fabrício Paixão Albuquerque respondeu às mais diversas questões sobre essa decisão que faz parte do cotidiano humano.

A decisão do perdão pode trazer alívio emocional? Segundo o especialista, sim! Mas depende do motivo pelo qual alguém perdoa ou é perdoado.

“Tem gente que perdoa porque se sente culpada de algo que nem contribuiu para acontecer. É como se carregasse uma mochila cheia de pedras que nem são suas. Essas pessoas têm uma autoestima tão baixa que o sentimento de culpa vira uma espécie de combustível para o perdão. Essa pessoa não será aliviada de verdade, porque está perdoando pelos motivos errados. Agora, tem aquelas pessoas que perdoam porque querem mesmo é tocar a vida para frente, com ou sem o ofensor por perto. Essas sim encontram o verdadeiro alívio, porque o perdão delas vem de um lugar de compreensão, não de autopunição”, explica ele.

E o que muda na cabeça de alguém que perdoa? Raimundo explica que há alívio emocional par esse público.

“Quando uma pessoa perdoa, ela libera aqueles pensamentos fixos sobre o ofensor. Sabe aquela situação em que você fica remoendo o que fulano fez, planejando vinganças elaboradas, imaginando discursos perfeitos que você nunca vai fazer? Pois é, quanto mais desejo de vingança, mais a gente pensa naquele que nos fez mal. A mente fica mais leve, mais livre para pensar em outras coisas, coisas boas, coisas produtivas, coisas que realmente importam”, conta.


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