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Diagnóstico precoce da perda auditiva em crianças é chave para fala e aprendizagem, alerta especialista

Cerca de 32 milhões de crianças no mundo apresentam algum grau de perda auditiva ainda nos primeiros anos de vida. A informação foi divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Diante desses dados, profissionais da área chamam atenção para o diagnóstico antes dos 3 anos, período decisivo para que a criança aprenda a se comunicar bem.

A fonoaudióloga Gabriela Ribeiro Ivo Rodrigues, especialista em audiologia pediátrica e fundadora da Casa Caracol, em Manaus, diz que é escutando o ambiente que a criança aprende a falar. Ela explica que, além da fala, a audição ajuda no desenvolvimento emocional, cognitivo e social, áreas que influenciam a convivência e o desempenho escolar.

(Foto: fonoaudióloga Gabriela Ribeiro Ivo Rodrigues – Divulgação)

A especialista destaca que mesmo perdas leves ou temporárias podem atrapalhar esse processo. “É ouvindo o mundo que a criança aprende a falar”, diz. Problemas auditivos podem refletir em dificuldades para se relacionar, gerar ansiedade e afetar a autoestima. A audição também tem papel direto na segurança, já que permite identificar a origem de sons e perceber alertas ao redor.

Até os 3 anos de idade, o cérebro tem maior capacidade de adaptação. Esse período, conhecido como “janela de oportunidade”, é o ideal para identificar e tratar a perda auditiva e garantir que a criança desenvolva a linguagem de forma mais próxima possível de quem escuta normalmente.

Sinais de alerta

Gabriela orienta que os responsáveis fiquem atentos a comportamentos como:

  • Não reagir a barulhos fortes;
  • Não responder quando é chamada;
  • Pouca vocalização;
  • Atraso na fala;
  • Pedir para repetir várias vezes;
  • Dificuldade para entender em ambientes com muito barulho.

Mesmo quem passou no Teste da Orelhinha ao nascer pode desenvolver perda auditiva depois, especialmente prematuros ou crianças que tiveram internação em UTI neonatal. Por isso, o monitoramento deve ser contínuo.


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Sem tratamento precoce, a criança pode ter vocabulário reduzido, dificuldades para formular frases, problemas de compreensão e atraso escolar. Segundo a fonoaudióloga, isso também pode prejudicar a interação com outras pessoas e atrapalhar a socialização.

Programa de monitoramento

A Casa Caracol, fundada por Gabriela, é referência em atendimento auditivo para crianças no Norte do país. A clínica oferece rastreamento, diagnóstico e reabilitação, além de um Programa de Monitoramento Auditivo, considerado pioneiro na região.

Logo após o Teste da Orelhinha, as famílias recebem um cartão para acompanhar o desenvolvimento auditivo junto ao pediatra. A clínica atende crianças de todo o Amazonas e de estados próximos, com consultas presenciais e terapias online.

Quando identificada a perda auditiva, a criança passa por adaptação de aparelhos. Se o uso não for suficiente, pode ser indicada para implante coclear, seguido de terapia fonoaudiológica.

Família é peça essencial

Gabriela reforça que a participação da família no tratamento faz diferença no resultado. Segundo ela, a criança passa pouco tempo com a fonoaudióloga toda semana, então é fundamental que os cuidadores se envolvam no processo para fortalecer o aprendizado em casa.

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Cerca de 32 milhões de crianças no mundo apresentam algum grau de perda auditiva ainda nos primeiros anos de vida. A informação foi divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Diante desses dados, profissionais da área chamam atenção para o diagnóstico antes dos 3 anos, período decisivo para que a criança aprenda a se comunicar bem.

A fonoaudióloga Gabriela Ribeiro Ivo Rodrigues, especialista em audiologia pediátrica e fundadora da Casa Caracol, em Manaus, diz que é escutando o ambiente que a criança aprende a falar. Ela explica que, além da fala, a audição ajuda no desenvolvimento emocional, cognitivo e social, áreas que influenciam a convivência e o desempenho escolar.

(Foto: fonoaudióloga Gabriela Ribeiro Ivo Rodrigues – Divulgação)

A especialista destaca que mesmo perdas leves ou temporárias podem atrapalhar esse processo. “É ouvindo o mundo que a criança aprende a falar”, diz. Problemas auditivos podem refletir em dificuldades para se relacionar, gerar ansiedade e afetar a autoestima. A audição também tem papel direto na segurança, já que permite identificar a origem de sons e perceber alertas ao redor.

Até os 3 anos de idade, o cérebro tem maior capacidade de adaptação. Esse período, conhecido como “janela de oportunidade”, é o ideal para identificar e tratar a perda auditiva e garantir que a criança desenvolva a linguagem de forma mais próxima possível de quem escuta normalmente.

Sinais de alerta

Gabriela orienta que os responsáveis fiquem atentos a comportamentos como:

  • Não reagir a barulhos fortes;
  • Não responder quando é chamada;
  • Pouca vocalização;
  • Atraso na fala;
  • Pedir para repetir várias vezes;
  • Dificuldade para entender em ambientes com muito barulho.

Mesmo quem passou no Teste da Orelhinha ao nascer pode desenvolver perda auditiva depois, especialmente prematuros ou crianças que tiveram internação em UTI neonatal. Por isso, o monitoramento deve ser contínuo.


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Programa de monitoramento

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