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Estudo revela que bebês já nascem com ritmo musical, mas melodia é aprendida

Você já reparou como um bebê começa a balançar o corpo quando ouve uma música animada? Pois a ciência confirma que essa conexão com o ritmo pode ser muito mais profunda do que se imaginava, e vir de fábrica.

Um estudo liderado pelo Instituto Italiano de Tecnologia, publicado no periódico científico PLOS Biology no dia 5 de fevereiro, descobriu que recém-nascidos já chegam ao mundo “sintonizados” com o ritmo.

A pesquisa expôs 49 bebês, com apenas alguns dias de vida, a composições para piano de Johann Sebastian Bach enquanto eles dormiam e analisou suas ondas cerebrais por meio de eletroencefalografia.

Ritmo vs. Melodia

Os pesquisadores queriam entender se os bebês nascem com a capacidade de prever estruturas musicais, algo que os seres humanos fazem naturalmente em todas as culturas.

Para isso, eles tocaram melodias originais e também versões modificadas, nas quais a altura e o ritmo das notas eram embaralhados, criando sequências sem previsibilidade musical.

Quando as ondas cerebrais dos bebês mostravam sinais de “surpresa”, significava que eles esperavam que a música seguisse um determinado caminho, mas ela tomava outro direção.

O resultado? Os pequenos apresentavam esses sinais neurais sempre que o ritmo mudava inesperadamente, ou seja, eles haviam formado expectativas musicais baseadas no ritmo.


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Em relação à melodia, no entanto, não foram encontradas evidências de que os recém-nascidos se surpreendessem com mudanças inesperadas. Isso sugere que, enquanto a percepção rítmica é inata, a sensibilidade melódica é aprendida gradualmente ao longo do desenvolvimento.

O que isso significa?

Sabe-se que, por volta da 35ª semana de gestação, os fetos já respondem à música com alterações na frequência cardíaca e nos movimentos corporais.

Mas, até então, não estava claro se os recém-nascidos conseguiam antecipar padrões musicais específicos, nem qual aspecto da música, ritmo ou melodia, impulsionava essas predisposições precoces.

O estudo agora revela que alguns elementos-chave da percepção musical são programados desde o nascimento. “Os recém-nascidos já vêm ao mundo sintonizados com o ritmo”, afirmam os autores. Mesmo bebês com apenas dois dias de vida conseguem antecipar padrões rítmicos, uma capacidade que também já foi observada em primatas não humanos.

E a melodia?

O rastreamento melódico, por outro lado, parece não estar presente no nascimento, pelo menos em relação aos estímulos musicais utilizados no estudo. Isso indica que a melodia não é inata, mas sim uma habilidade que se desenvolve com a experiência auditiva ao longo dos primeiros meses e anos de vida.

Os pesquisadores ressaltam que estudos futuros devem investigar se essa predominância do ritmo sobre a melodia nos primeiros dias de vida é influenciada por fatores como o estado de sono dos bebês, ou se marca uma tendência inicial de desenvolvimento que gradualmente se equilibra com o amadurecimento e a exposição à música.

Compreender como os humanos desenvolvem a percepção do ritmo pode ajudar biólogos e neurocientistas a desvendar não apenas os mistérios da musicalidade, mas também o funcionamento mais amplo do sistema auditivo e suas conexões com o cérebro desde os primeiros momentos da vida.

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Para isso, eles tocaram melodias originais e também versões modificadas, nas quais a altura e o ritmo das notas eram embaralhados, criando sequências sem previsibilidade musical.

Quando as ondas cerebrais dos bebês mostravam sinais de “surpresa”, significava que eles esperavam que a música seguisse um determinado caminho, mas ela tomava outro direção.

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O que isso significa?

Sabe-se que, por volta da 35ª semana de gestação, os fetos já respondem à música com alterações na frequência cardíaca e nos movimentos corporais.

Mas, até então, não estava claro se os recém-nascidos conseguiam antecipar padrões musicais específicos, nem qual aspecto da música, ritmo ou melodia, impulsionava essas predisposições precoces.

O estudo agora revela que alguns elementos-chave da percepção musical são programados desde o nascimento. “Os recém-nascidos já vêm ao mundo sintonizados com o ritmo”, afirmam os autores. Mesmo bebês com apenas dois dias de vida conseguem antecipar padrões rítmicos, uma capacidade que também já foi observada em primatas não humanos.

E a melodia?

O rastreamento melódico, por outro lado, parece não estar presente no nascimento, pelo menos em relação aos estímulos musicais utilizados no estudo. Isso indica que a melodia não é inata, mas sim uma habilidade que se desenvolve com a experiência auditiva ao longo dos primeiros meses e anos de vida.

Os pesquisadores ressaltam que estudos futuros devem investigar se essa predominância do ritmo sobre a melodia nos primeiros dias de vida é influenciada por fatores como o estado de sono dos bebês, ou se marca uma tendência inicial de desenvolvimento que gradualmente se equilibra com o amadurecimento e a exposição à música.

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