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Estudo testa congelamento de nervos para reduzir dor intensa no pós-operatório

Pesquisadores do InCor (Instituto do Coração) estão testando uma técnica que congela nervos a temperaturas abaixo de -60ºC para aliviar dores intensas após cirurgias torácicas. O método, chamado crioanalgesia, surgiu nos anos 1960, mas foi abandonado devido ao risco de danos permanentes aos nervos.

O novo estudo é coordenado pelo cirurgião torácico Miguel Tedde e pelo professor Paulo Pego Fernandes, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A pesquisa envolve 40 pacientes submetidos a cirurgias para correção de pectus excavatum e pectus carinatum, deformidades no tórax que podem causar dor intensa no pós-operatório.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu crioanalgesia com um novo dispositivo desenvolvido na Polônia; o outro foi tratado com anestesia peridural, considerada padrão atual para controle da dor.

Resultados preliminares indicam que pacientes submetidos ao congelamento dos nervos tiveram redução de quase 50% no uso de opioides, medicamentos potentes derivados da morfina. Em média, esses pacientes ficaram internados por três dias, contra cinco dias no grupo que recebeu peridural.


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Segundo os estudiosos, a principal preocupação é garantir que os nervos recuperem a sensibilidade após alguns meses. No passado, a técnica causava danos à bainha de mielina, levando à dormência permanente.

A nova tecnologia, no entanto, promete preservar essa estrutura, congelando apenas o interior do nervo.

Ainda conforme os pesquisadores, o acompanhamento dos pacientes continuará por pelo menos um ano para avaliar a regeneração nervosa.

Se comprovada a segurança, a crioanalgesia poderá se tornar alternativa para reduzir dor em cirurgias torácicas complexas, como toracotomias e transplantes pulmonares, além de ajudar a diminuir o uso excessivo de opioides no pós-operatório.

*Com informações do UOL.

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Pesquisadores do InCor (Instituto do Coração) estão testando uma técnica que congela nervos a temperaturas abaixo de -60ºC para aliviar dores intensas após cirurgias torácicas. O método, chamado crioanalgesia, surgiu nos anos 1960, mas foi abandonado devido ao risco de danos permanentes aos nervos.

O novo estudo é coordenado pelo cirurgião torácico Miguel Tedde e pelo professor Paulo Pego Fernandes, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A pesquisa envolve 40 pacientes submetidos a cirurgias para correção de pectus excavatum e pectus carinatum, deformidades no tórax que podem causar dor intensa no pós-operatório.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu crioanalgesia com um novo dispositivo desenvolvido na Polônia; o outro foi tratado com anestesia peridural, considerada padrão atual para controle da dor.

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*Com informações do UOL.

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