Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Melatonina: novo estudo aponta possível ligação entre o hormônio e doenças cardíacas

Um novo estudo publicano no Scientific Sessions 2025, da American Heart Association (AHA), apontou que a melatonina, embora seja um hormônio natural do corpo e considerado seguro em doses pequenas e por períodos curtos, pode apresentar riscos ao sistema cardiovascular.

O estudo avaliou mais de 130 mil pessoas com insônia. Os dados indicam que quem toma melatonina todos os dias há mais de um ano teve índices maiores de insuficiência cardíaca, mais hospitalizações e maior mortalidade geral em comparação aos que não usam o hormônio.

O levantamento aponta até 90% mais risco de insuficiência cardíaca em cinco anos e até 3,5 vezes mais internações. A melatonina virou uma opção popular para quem quer dormir melhor, mas o crescimento do uso reacendeu dúvidas sobre a segurança do suplemento quando tomado por muito tempo.

Apesar dos números, os pesquisadores reforçam que o estudo não prova que a melatonina seja a causa dos problemas. Os resultados ainda são preliminares, e especialistas lembram que pessoas com insônia crônica já têm tendência maior a desenvolver doenças cardíacas, o que pode influenciar as estatísticas.

Para a maior parte dos profissionais de saúde, o uso curto, por semanas, é considerado seguro. A principal preocupação é o consumo diário por anos, sem acompanhamento médico.


Leia mais

Pensamentos negativos às 3h da manhã? Entenda por que passamos por isso na madrugada

Qualidade do sono: dormir pouco pode ser genético, apontam estudos


A farmacêutica Paula Molari Abdo explica que a melatonina, em muitos estudos, aparece até como protetora do coração por reduzir inflamação e estresse oxidativo. Segundo ela, não há evidência sólida de que o suplemento cause danos cardíacos quando usado de forma moderada e por pouco tempo.

Abdo também destaca que a melatonina pode baixar levemente a pressão arterial durante a noite, o que pode ser útil para alguns hipertensos, mas exige cuidado para quem tem pressão baixa ou faz tratamento.

Para especialistas, o problema não está exatamente no produto, mas no uso contínuo sem orientação, especialmente porque ainda faltam respostas sobre os efeitos do hormônio no organismo a longo prazo.

No Brasil, suplementos de até 0,21 mg são vendidos livremente. Acima de 0,25 mg, só com prescrição médica. Para Abdo, essa regra reforça a necessidade de acompanhamento para quem usa doses maiores ou tem doenças como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos ou insônia persistente.

*Com informações do Metrópoles.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Um novo estudo publicano no Scientific Sessions 2025, da American Heart Association (AHA), apontou que a melatonina, embora seja um hormônio natural do corpo e considerado seguro em doses pequenas e por períodos curtos, pode apresentar riscos ao sistema cardiovascular.

O estudo avaliou mais de 130 mil pessoas com insônia. Os dados indicam que quem toma melatonina todos os dias há mais de um ano teve índices maiores de insuficiência cardíaca, mais hospitalizações e maior mortalidade geral em comparação aos que não usam o hormônio.

O levantamento aponta até 90% mais risco de insuficiência cardíaca em cinco anos e até 3,5 vezes mais internações. A melatonina virou uma opção popular para quem quer dormir melhor, mas o crescimento do uso reacendeu dúvidas sobre a segurança do suplemento quando tomado por muito tempo.

Apesar dos números, os pesquisadores reforçam que o estudo não prova que a melatonina seja a causa dos problemas. Os resultados ainda são preliminares, e especialistas lembram que pessoas com insônia crônica já têm tendência maior a desenvolver doenças cardíacas, o que pode influenciar as estatísticas.

Para a maior parte dos profissionais de saúde, o uso curto, por semanas, é considerado seguro. A principal preocupação é o consumo diário por anos, sem acompanhamento médico.


Leia mais

Pensamentos negativos às 3h da manhã? Entenda por que passamos por isso na madrugada

Qualidade do sono: dormir pouco pode ser genético, apontam estudos


A farmacêutica Paula Molari Abdo explica que a melatonina, em muitos estudos, aparece até como protetora do coração por reduzir inflamação e estresse oxidativo. Segundo ela, não há evidência sólida de que o suplemento cause danos cardíacos quando usado de forma moderada e por pouco tempo.

Abdo também destaca que a melatonina pode baixar levemente a pressão arterial durante a noite, o que pode ser útil para alguns hipertensos, mas exige cuidado para quem tem pressão baixa ou faz tratamento.

Para especialistas, o problema não está exatamente no produto, mas no uso contínuo sem orientação, especialmente porque ainda faltam respostas sobre os efeitos do hormônio no organismo a longo prazo.

No Brasil, suplementos de até 0,21 mg são vendidos livremente. Acima de 0,25 mg, só com prescrição médica. Para Abdo, essa regra reforça a necessidade de acompanhamento para quem usa doses maiores ou tem doenças como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos ou insônia persistente.

*Com informações do Metrópoles.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Piolho na escola: de quem é a responsabilidade?

Um desabafo publicado por uma tia nas redes sociais reacendeu o debate sobre a responsabilidade pelo controle da pediculose, infestação causada por piolhos, e...

Nova espécie de molusco é batizada em homenagem a goleiro Vozinha

Uma nova espécie de molusco marinho descoberta durante uma expedição científica no Caribe recebeu um nome inusitado: Aldisa vozinha. A homenagem foi feita pelo...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Dormir com a luz acesa pode aumentar risco de infarto, aponta estudo

Dormir em um ambiente iluminado pode fazer mais do que atrapalhar uma boa noite de sono. Um estudo publicado no JAMA Network Open revelou...

Estudo liga contraceptivos a risco de tumor cerebral

Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open identificou uma associação entre o uso de alguns contraceptivos hormonais à base de progestagênios e...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Calor intenso aumenta risco de crises de enxaqueca, diz especialista

Com a elevação das temperaturas e os períodos de calor intenso registrados em diversas regiões do país, pessoas que sofrem com enxaqueca devem redobrar...

Oito sinais podem indicar risco de ataque cardíaco até um mês antes; saiba quais são

O ataque cardíaco está entre as principais emergências cardiovasculares e, em alguns casos, pode ser precedido por sinais que surgem dias ou até um...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Piolho na escola: de quem é a responsabilidade?

Um desabafo publicado por uma tia nas redes sociais reacendeu o debate sobre a responsabilidade pelo controle da pediculose, infestação causada por piolhos, e...

Nova espécie de molusco é batizada em homenagem a goleiro Vozinha

Uma nova espécie de molusco marinho descoberta durante uma expedição científica no Caribe recebeu um nome inusitado: Aldisa vozinha. A homenagem foi feita pelo...

Dormir com a luz acesa pode aumentar risco de infarto, aponta estudo

Dormir em um ambiente iluminado pode fazer mais do que atrapalhar uma boa noite de sono. Um estudo publicado no JAMA Network Open revelou...

Estudo liga contraceptivos a risco de tumor cerebral

Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open identificou uma associação entre o uso de alguns contraceptivos hormonais à base de progestagênios e...

Calor intenso aumenta risco de crises de enxaqueca, diz especialista

Com a elevação das temperaturas e os períodos de calor intenso registrados em diversas regiões do país, pessoas que sofrem com enxaqueca devem redobrar...

Oito sinais podem indicar risco de ataque cardíaco até um mês antes; saiba quais são

O ataque cardíaco está entre as principais emergências cardiovasculares e, em alguns casos, pode ser precedido por sinais que surgem dias ou até um...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]