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Ozempic ajuda a engravidar? Entenda a relação entre o remédio e a fertilidade

A ex-BBB Laís Caldas provocou uma discussão na internet nas últimas semanas ao revelar que engravidou enquanto fazia uso de remédio para emagrecer. No caso dela, o Mounjaro. Ela revelou que tomava anticoncepcional oral e, mesmo assim, engravidou. No entanto, o caso de Laís não é tão incomum. Este ano, o órgão regulador de medicamentos do Reino Unido lançou alerta sobre o uso de medicamentos para emagrecer por mulheres em idade reprodutiva.

Segundo a entidade, houve 40 relatos de gravidezes indesejadas de mulheres que usavam medicamentos para emagrecer.

O principal concorrente do Mounjaro é o Ozempic, muito usado para controle e perda de peso. Também têm havido casos de mulheres associando o remédio à fertilidade, a ponto de até se criar a expressão em inglês “Ozempic Babies”, para designar bebês que nasceram nessas circunstâncias. Mas será que isso tem comprovação científica? O que dizem os médicos?


Leia mais:

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Gravidez e remédios para emagrecer

De acordo com Roberto de Azevedo Antunes, diretor médico da FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana, o uso de agonistas do GLP-1 como o Ozempic está associado à melhora das taxas de gravidez natural e regularidade menstrual em pacientes obesas com síndrome de ovários policísticos.

O especialista afirma:

“Acredita-se que esse efeito se dá pela perda de peso proporcionada pelo uso da droga e não pela droga em si. Dessa forma, ele segue sendo considerado uma medicação voltada para a perda de peso e não para melhora específica da fertilidade”.

A ginecologista, sexóloga e coordenadora do ambulatório de sexualidade feminina da Unifesp, Carolina Ambrogini, explica como o remédio age, diminuindo a eficiência do anticoncepcional:

“A lentidão no trânsito gastrointestinal tem o potencial de comprometer a absorção completa e adequada dos hormônios presentes no contraceptivo oral. Em estudos, foi observada uma redução clinicamente significativa na concentração sanguínea dos contraceptivos orais, especialmente nas primeiras quatro semanas de tratamento e após cada aumento de dose da tirzepatida”.

Tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, semaglutida é o do Ozempic. Outro estudo mostrou que, apesar de a tirzepatida e a semaglutida afetarem o esvaziamento gástrico em grau semelhante, esses efeitos são mais duradouros com a tirzepatida.

Ainda assim, os médicos recomendam que se interrompa o uso de qualquer agonista de GLP-1 no momento em que se descobre uma gestação. Antunes diz:

“Existem estudos com descrição de teratogenicidade em animais. Já em humanos, não há descrição sobre efeitos teratogênicos nos fetos. No momento, existe um ensaio clínico randomizado em curso, com previsão de término em 2032, que está avaliando se há mesmo risco de malformações congênitas em fetos de pacientes expostas aos agonistas de GLP-1 durante a sua gravidez”.

*Com informações de G1 e Saúde em Dia

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A ex-BBB Laís Caldas provocou uma discussão na internet nas últimas semanas ao revelar que engravidou enquanto fazia uso de remédio para emagrecer. No caso dela, o Mounjaro. Ela revelou que tomava anticoncepcional oral e, mesmo assim, engravidou. No entanto, o caso de Laís não é tão incomum. Este ano, o órgão regulador de medicamentos do Reino Unido lançou alerta sobre o uso de medicamentos para emagrecer por mulheres em idade reprodutiva.

Segundo a entidade, houve 40 relatos de gravidezes indesejadas de mulheres que usavam medicamentos para emagrecer.

O principal concorrente do Mounjaro é o Ozempic, muito usado para controle e perda de peso. Também têm havido casos de mulheres associando o remédio à fertilidade, a ponto de até se criar a expressão em inglês “Ozempic Babies”, para designar bebês que nasceram nessas circunstâncias. Mas será que isso tem comprovação científica? O que dizem os médicos?


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O especialista afirma:

“Acredita-se que esse efeito se dá pela perda de peso proporcionada pelo uso da droga e não pela droga em si. Dessa forma, ele segue sendo considerado uma medicação voltada para a perda de peso e não para melhora específica da fertilidade”.

A ginecologista, sexóloga e coordenadora do ambulatório de sexualidade feminina da Unifesp, Carolina Ambrogini, explica como o remédio age, diminuindo a eficiência do anticoncepcional:

“A lentidão no trânsito gastrointestinal tem o potencial de comprometer a absorção completa e adequada dos hormônios presentes no contraceptivo oral. Em estudos, foi observada uma redução clinicamente significativa na concentração sanguínea dos contraceptivos orais, especialmente nas primeiras quatro semanas de tratamento e após cada aumento de dose da tirzepatida”.

Tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, semaglutida é o do Ozempic. Outro estudo mostrou que, apesar de a tirzepatida e a semaglutida afetarem o esvaziamento gástrico em grau semelhante, esses efeitos são mais duradouros com a tirzepatida.

Ainda assim, os médicos recomendam que se interrompa o uso de qualquer agonista de GLP-1 no momento em que se descobre uma gestação. Antunes diz:

“Existem estudos com descrição de teratogenicidade em animais. Já em humanos, não há descrição sobre efeitos teratogênicos nos fetos. No momento, existe um ensaio clínico randomizado em curso, com previsão de término em 2032, que está avaliando se há mesmo risco de malformações congênitas em fetos de pacientes expostas aos agonistas de GLP-1 durante a sua gravidez”.

*Com informações de G1 e Saúde em Dia

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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