As buscas por suplementos alimentares atingiram, em 2026, o maior nível registrado pelo Google desde o início da série histórica, em 2004. O levantamento, realizado com dados do Google Trends, indica recorde de interesse tanto no Brasil quanto no mundo.
Entre 1º de janeiro e 20 de agosto deste ano, as pesquisas pelo termo “suplemento alimentar” dobraram no Brasil em comparação com o mesmo período de 2021. No cenário mundial, o crescimento foi de 190%. Considerando os últimos cinco anos, a procura avançou 40% no país e 70% globalmente.
O Brasil aparece como o país sul-americano com maior interesse pelo assunto. Além do termo genérico, produtos como ômega 3, magnésio, vitamina D, vitamina B12 e suplemento de ferro também alcançaram picos de procura.
As perguntas mais pesquisadas pelos brasileiros foram “Qual é o melhor suplemento?”, “Para que serve o suplemento?” e “O que é suplemento alimentar?”.
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Uso sem necessidade pode trazer riscos
Especialistas alertam que o aumento do interesse não significa que todas as pessoas precisem recorrer à suplementação. O consumo indiscriminado de vitaminas, minerais e outras substâncias pode provocar efeitos adversos, interações com medicamentos e excesso de nutrientes no organismo.
Não existe um suplemento considerado ideal para todas as pessoas. A escolha depende da alimentação, das condições de saúde, dos medicamentos utilizados e de possíveis deficiências identificadas por avaliação profissional ou exames.
A suplementação pode ser recomendada em situações específicas, como gestação, cirurgia bariátrica, prevenção ou tratamento de osteoporose, restrições alimentares e deficiências nutricionais. Produtos como creatina e proteínas também podem ser utilizados em determinados contextos esportivos, mas não substituem treinamento, alimentação adequada e descanso.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que suplementos são classificados como alimentos, e não como medicamentos. Portanto, não podem ser anunciados com a promessa de prevenir, tratar ou curar doenças. A orientação é procurar um profissional de saúde antes de iniciar o consumo.
Como conferir se o produto é autorizado
Antes da compra, o consumidor deve verificar a procedência e a regularização do suplemento. Produtos registrados devem apresentar no rótulo a expressão “Alimento registrado na Anvisa”, acompanhada do respectivo número. Nos produtos notificados, deve constar o número do processo de notificação.
A consulta pode ser feita no sistema de alimentos e suplementos da Anvisa. A agência também mantém orientações para identificar produtos irregulares, especialmente aqueles com ingredientes não autorizados, problemas de qualidade, propaganda enganosa ou fabricante desconhecido.
