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SUS começa a substituir papanicolau por exame de DNA, mais eficaz para prevenção de câncer no colo do útero

Em até 180 dias, substituição do papanicolau por exame de DNA-HPV será concluído na rede pública

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a substituir gradualmente o papanicolau pelo exame molecular de DNA-HPV.

O teste com coleta de amostras é mais eficaz para a detecção do vírus causador do câncer de colo de útero. A técnica é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e estudos mostram que ela revela a presença do vírus 10 anos antes do aparecimento das lesões visíveis no exame papanicolau, que hoje é padrão. Esse intervalo de diagnóstico precoce reduz o risco de morte pela doença.

A transição no SUS será gradual, conforme diretrizes divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas a previsão é que em até 180 dias o exame já seja o padrão de rastreamento na rede pública. E profissionais de enfermagem já capacitados para o papanicolau poderão realizar a coleta do novo teste.


Leia mais:

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O exame de DNA-HPV

O exame identifica os principais subtipos do vírus que são associados ao aparecimento de lesões, como os tipos 16 e 18, responsáveis por 70% das feridas pré-cancerosas. Caso detectados, a paciente será encaminhada diretamente à colposcopia, em que uma lente amplia a visão das áreas examinadas e aumenta a precisão dos laudos.

Com a adoção do teste molecular, o intervalo entre coletas para mulheres sem diagnóstico de HPV passará de três para cinco anos, reduzindo a frequência de realização do exame. A faixa etária recomendada permanece de 25 a 49 anos.

O HPV e o câncer de colo de útero

O papilomavírus humano (HPV) está ligado a quase todos os casos de câncer de colo de útero. Este tipo de tumor ginecológico é o terceiro mais comum entre mulheres brasileiras.

O HPV atinge mais da metade (54,4%) das mulheres brasileiras que já iniciaram suas vidas sexuais e 41,6% dos homens na mesma circunstância. Ter o vírus não é sinônimo de doença, mas sinal de risco para seu desenvolvimento.

Para prevenir a doença, a ferramenta mais eficaz é a vacina contra o HPV: Em 2024, o Ministério da Saúde atualizou a indicação de imunização com dose única da vacina, visando ampliar a capacidade de imunização e intensificar a proteção contra a doença e outras complicações relacionadas ao HPV.

A vacina está disponível no SUS para: meninas com idade entre 9 a 14 anos; adolescentes e mulheres vítimas de abuso sexual; indivíduos vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos, com idades entre 9 e 45 anos.

Na maioria dos casos, o câncer de colo de útero é assintomático em seus estágios iniciais. No entanto, sintomas podem aparecer e indicar a presença da doença: sangramento vaginal anormal, sangramento durante a relação íntima, dor pélvica e corrimento vaginal incomum com odor desagradável.

*Com informações de Metrópoles

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a substituir gradualmente o papanicolau pelo exame molecular de DNA-HPV.

O teste com coleta de amostras é mais eficaz para a detecção do vírus causador do câncer de colo de útero. A técnica é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e estudos mostram que ela revela a presença do vírus 10 anos antes do aparecimento das lesões visíveis no exame papanicolau, que hoje é padrão. Esse intervalo de diagnóstico precoce reduz o risco de morte pela doença.

A transição no SUS será gradual, conforme diretrizes divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas a previsão é que em até 180 dias o exame já seja o padrão de rastreamento na rede pública. E profissionais de enfermagem já capacitados para o papanicolau poderão realizar a coleta do novo teste.


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Com a adoção do teste molecular, o intervalo entre coletas para mulheres sem diagnóstico de HPV passará de três para cinco anos, reduzindo a frequência de realização do exame. A faixa etária recomendada permanece de 25 a 49 anos.

O HPV e o câncer de colo de útero

O papilomavírus humano (HPV) está ligado a quase todos os casos de câncer de colo de útero. Este tipo de tumor ginecológico é o terceiro mais comum entre mulheres brasileiras.

O HPV atinge mais da metade (54,4%) das mulheres brasileiras que já iniciaram suas vidas sexuais e 41,6% dos homens na mesma circunstância. Ter o vírus não é sinônimo de doença, mas sinal de risco para seu desenvolvimento.

Para prevenir a doença, a ferramenta mais eficaz é a vacina contra o HPV: Em 2024, o Ministério da Saúde atualizou a indicação de imunização com dose única da vacina, visando ampliar a capacidade de imunização e intensificar a proteção contra a doença e outras complicações relacionadas ao HPV.

A vacina está disponível no SUS para: meninas com idade entre 9 a 14 anos; adolescentes e mulheres vítimas de abuso sexual; indivíduos vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos, com idades entre 9 e 45 anos.

Na maioria dos casos, o câncer de colo de útero é assintomático em seus estágios iniciais. No entanto, sintomas podem aparecer e indicar a presença da doença: sangramento vaginal anormal, sangramento durante a relação íntima, dor pélvica e corrimento vaginal incomum com odor desagradável.

*Com informações de Metrópoles

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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