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Após operação da PF, diretor-presidente do Ipaam é exonerado por envolvimento em esquema de corrupção 

Nessa segunda-feira (09/12), o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, foi exonerado após uma operação da Polícia Federal que revelou um esquema de corrupção envolvendo fraudes fundiárias e a venda ilegal de créditos de carbono.

Segundo as informações, Juliano Valente fazia parte de uma organização criminosa envolvida em fraudes fundiárias no sul do Amazonas.

Os créditos de carbono, que fizeram parte do esquema, são uma ferramenta usada para combater o aquecimento global. Eles surgiram como uma maneira de compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis por alterações climáticas.


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Operação da PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou a ‘Operação Expurgare’ de combate à práticas ilegais em licenciamentos ambientais. A organização criminosa tinha a participação de servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), lotados em Manaus.

A operação ocorreu no Amazonas, Rondônia e Pernambuco. Os servidores do Ipaam utilizavam suas posições para facilitar práticas ilegais, como a emissão de licenças ambientais fraudulentas, suspensão de multas e autorizações irregulares para desmatamento. O órgão informou que descapitalizou cerca de R$ 1 bilhão.

Os envolvidos já haviam sido indiciados em 2019 durante a Operação Arquimedes, que investigou crimes semelhantes.

Entre 2016 e 2018, a organização criminosa expandiu suas atividades ilícitas, reutilizando títulos de propriedade e inserindo dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), com a colaboração de servidores públicos e responsáveis técnicos. Nos últimos três anos, uma nova expansão das atividades ilícitas do grupo ocorreu na região de Apuí/AM e Nova Aripuanã/AM.

Por meio das medidas já implementadas, foi possível desarticular financeiramente a organização criminosa, que resultou na descapitalização de quase R$ 1 bilhão. A Polícia Federal reforça que operações como a Expurgare são fundamentais para combater a corrupção, proteger o meio ambiente e responsabilizar os envolvidos em atividades ilícitas.

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Nessa segunda-feira (09/12), o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, foi exonerado após uma operação da Polícia Federal que revelou um esquema de corrupção envolvendo fraudes fundiárias e a venda ilegal de créditos de carbono.

Segundo as informações, Juliano Valente fazia parte de uma organização criminosa envolvida em fraudes fundiárias no sul do Amazonas.

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