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PM e advogados são investigados em esquema de agiotagem em Manaus

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta segunda-feira (27) a operação Usura, com apoio da Polícia Civil. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e associação para a prática de crimes, que teria como principais vítimas servidores do Poder Judiciário.

Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Entre os alvos estão um policial militar e três advogados, cujos escritórios também foram alvo de mandados de busca e apreensão por estarem diretamente ligados aos investigados.

Nesta fase da operação, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um dos investigados continua foragido após não ser localizado. Durante o cumprimento das ordens judiciais, outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por desacato.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.

Apreensões e bloqueios financeiros

Durante a operação, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Segundo o MPAM, cerca de R$ 160 mil em espécie foram encontrados durante as diligências. O valor ainda passará por conferência oficial.


Leia mais:

Dívida de R$ 150 chegou a R$ 45 mil, diz polícia sobre grupo de agiotagem preso no AM

Vazamento de estireno em fábrica de Manaus é alvo de investigação do MPAM


De acordo com o Ministério Público, a investigação foi instaurada há cerca de quatro meses, após denúncia apresentada por uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos.

A partir das diligências, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação das vítimas para garantir o pagamento das dívidas.

As ações da operação começaram na última quarta-feira (22), quando um policial militar investigado por integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi cumprida a principal fase da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais.

O que apontam as investigações

Segundo o MPAM, a organização concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, com juros entre 30% e 70% ao mês. As cobranças eram feitas por meio de intimidação psicológica para forçar o pagamento dos empréstimos e dos juros.

Até o momento, o Ministério Público identificou diversas vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem definir há quanto tempo a organização atuava.

As investigações seguem sob sigilo para identificar todas as vítimas, dimensionar os prejuízos e apurar a possível participação de outros envolvidos no grupo criminoso.

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta segunda-feira (27) a operação Usura, com apoio da Polícia Civil. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e associação para a prática de crimes, que teria como principais vítimas servidores do Poder Judiciário.

Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Entre os alvos estão um policial militar e três advogados, cujos escritórios também foram alvo de mandados de busca e apreensão por estarem diretamente ligados aos investigados.

Nesta fase da operação, a Justiça expediu dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um dos investigados continua foragido após não ser localizado. Durante o cumprimento das ordens judiciais, outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por desacato.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.

Apreensões e bloqueios financeiros

Durante a operação, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Segundo o MPAM, cerca de R$ 160 mil em espécie foram encontrados durante as diligências. O valor ainda passará por conferência oficial.


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A partir das diligências, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação das vítimas para garantir o pagamento das dívidas.

As ações da operação começaram na última quarta-feira (22), quando um policial militar investigado por integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi cumprida a principal fase da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais.

O que apontam as investigações

Segundo o MPAM, a organização concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, com juros entre 30% e 70% ao mês. As cobranças eram feitas por meio de intimidação psicológica para forçar o pagamento dos empréstimos e dos juros.

Até o momento, o Ministério Público identificou diversas vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem definir há quanto tempo a organização atuava.

As investigações seguem sob sigilo para identificar todas as vítimas, dimensionar os prejuízos e apurar a possível participação de outros envolvidos no grupo criminoso.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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