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Dívida trabalhista e briga judicial podem ter motivado a morte de empresário em Manaus

A suspeita de que o assassinato de Edilson S. Maia, de 52 anos, tenha relação com uma dívida trabalhista, ganhou um novo capítulo nas investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Inicialmente, presumia-se a morte do empresário atribuídos por relacionamento extraconjugal, tráfico de drogas e agiotagem.

Segundo apurado pela Rede Onda Digital, com fontes na condição de anonimato, Edilson era natural de Santarém, no oeste do Pará, e, por quase dez anos, trabalhou como gerente em uma fazenda no município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus). Após longo período, Edilson resolveu deixar a propriedade ao presenciar atos que não lhe agradavam desempenhadas por outros funcionários, e passou a cobrar uma indenização do patrão, que conheceu há anos em Altamira, no Pará.

À Rede Onda Digital, uma pessoa ligada a Edilson confirmou essa reclamação de direitos trabalhistas, e que o ex-patrão havia ficado chateado. Antes de chegar em Manaus, Edilson revelou que tinha cerca de R$ 600 mil para receber pelos trabalhos desempenhados na fazenda, no interior do Amazonas.

“Ele me ligou dias antes de chegar em Manaus, e me falou que tinha uma alta quantia, cerca de R$ 600 mil, para receber referente a uma indenização trabalhista com o dono da fazenda. Como não recebeu o pagamento, ele declarou que iria ingressaria judicialmente para reaver os seus direitos na Justiça do Trabalho. O ex-patrão soube e ficou chateado. Mas não temos certeza o que realmente tenha motivado o crime”, disse.


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No entanto, consta que Edilson ingressou no Tribunal de Justiça do Trabalho da 11ª Região (TRT11), que atende os estados do Amazonas e Roraima, para reclamar o problema trabalhista, com pagamento de R$ de R$ 217.997,50. A reportagem teve acesso ao nome do empregador e manterá em sigilo para não atrapalhar as investigações.

Investigação

Quiosque foi alugado recentemente pela vítima (Foto: Josemar Antunes)
Quiosque foi alugado recentemente pela vítima (Foto: Josemar Antunes)

O crime ocorreu no dia 14 de dezembro de 2024, na alameda Cosme Ferreira, no bairro Zumbi dos Palmares 2, na Zona Leste de Manaus. Edilson, que tinha alugado recentemente um quiosque – Açaí Frozen do Pedro –, estava atendendo um casal no momento em que foi surpreendido por um atirador.

Após o crime, registrado por volta das 17h34, o pistoleiro fugiu com apoio de um comparsa em uma motocicleta Honda, de cor cinza, cuja a placa estava coberta por um saco plástico. Tanto o autor dos disparos quanto o cúmplice estavam de capacetes para dificultar a identificação.

Ferido com dois tiros no tórax, Edilson foi socorrido por comerciantes em uma picape até o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Dr. João Lúcio Pereira Machado, na Zona Leste, onde chegou a declarar que reconheceu o atirador. Apesar dos esforços, a vítima não resistiu aos ferimentos por volta das 2h de domingo (15/12).

Com avanços das investigações, a equipe da DEHS descartou as hipóteses de crime passional, tráfico de drogas e agiotagem. Neste último, a polícia descobriu no celular que Edilson costumava emprestar pequenas quantias de dinheiro com familiares, e que pagava as dívidas. O caso segue sendo investigado para se chegar ao mandante e executores.

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A suspeita de que o assassinato de Edilson S. Maia, de 52 anos, tenha relação com uma dívida trabalhista, ganhou um novo capítulo nas investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Inicialmente, presumia-se a morte do empresário atribuídos por relacionamento extraconjugal, tráfico de drogas e agiotagem.

Segundo apurado pela Rede Onda Digital, com fontes na condição de anonimato, Edilson era natural de Santarém, no oeste do Pará, e, por quase dez anos, trabalhou como gerente em uma fazenda no município de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus). Após longo período, Edilson resolveu deixar a propriedade ao presenciar atos que não lhe agradavam desempenhadas por outros funcionários, e passou a cobrar uma indenização do patrão, que conheceu há anos em Altamira, no Pará.

À Rede Onda Digital, uma pessoa ligada a Edilson confirmou essa reclamação de direitos trabalhistas, e que o ex-patrão havia ficado chateado. Antes de chegar em Manaus, Edilson revelou que tinha cerca de R$ 600 mil para receber pelos trabalhos desempenhados na fazenda, no interior do Amazonas.

“Ele me ligou dias antes de chegar em Manaus, e me falou que tinha uma alta quantia, cerca de R$ 600 mil, para receber referente a uma indenização trabalhista com o dono da fazenda. Como não recebeu o pagamento, ele declarou que iria ingressaria judicialmente para reaver os seus direitos na Justiça do Trabalho. O ex-patrão soube e ficou chateado. Mas não temos certeza o que realmente tenha motivado o crime”, disse.


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Quiosque foi alugado recentemente pela vítima (Foto: Josemar Antunes)
Quiosque foi alugado recentemente pela vítima (Foto: Josemar Antunes)

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Josemar Antunes
Josemar Antunes
Josemar Antunes é jornalista formado pelo Centro Universitário do Norte (Uninorte). Desde 2014, atua com experiências em matérias de polícia, esportes entre outras editorias.

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