Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Antissemitismo na mira do Congresso prevê prisão e crime imprescritível

O antissemitismo entrou no radar do Congresso Nacional com um projeto de lei que promete endurecer o tratamento jurídico dado a esse tipo de conduta no Brasil. A proposta, apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), prevê equiparar o antissemitismo ao crime de racismo, com pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. Pela regra, os casos também passariam a ser inafiançáveis e imprescritíveis.

O texto está em análise na Câmara dos Deputados e ainda será distribuído para as comissões responsáveis. Apesar de ter sido protocolado com o apoio de 44 parlamentares, nove deputados recuaram e pediram a retirada de suas assinaturas, sinalizando que o tema deve enfrentar resistência durante a tramitação.

A proposta define formalmente o que é antissemitismo no ordenamento jurídico brasileiro, tomando como base parâmetros internacionais da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Pelo texto, trata-se de uma percepção que se expressa como ódio contra judeus, podendo se manifestar de forma verbal, escrita, visual ou por meio de ações.


Saiba mais: 

Salazar reage à decisão da Justiça, diz ter sido censurado e volta a confrontar David Almeida

Justiça Eleitoral pressiona Alfredo Nascimento e PL-AM a quitar pendências


Entre os pontos destacados, o projeto inclui ataques direcionados a pessoas, instituições e espaços ligados à comunidade judaica. Também admite que manifestações podem ter como alvo o Estado de Israel quando associadas à coletividade judaica. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que críticas ao país, quando semelhantes às dirigidas a outras nações, não devem ser enquadradas como antissemitas.

Outro trecho amplia o conceito de discriminação, classificando como prática antissemita qualquer atitude que cause constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida a pessoas por sua identidade judaica ou vínculo com essa comunidade.

Na justificativa, Tabata afirma que a proposta busca corrigir uma lacuna na legislação brasileira e dar mais segurança jurídica para ações do poder público no combate ao ódio. A ideia é orientar políticas de educação, memória e direitos humanos com base em diretrizes claras, sem, segundo a autora, restringir o debate político.

“Críticas, análises ou posicionamentos sobre fatos políticos, conflitos internacionais ou sobre ações de qualquer governo, incluindo o Estado de Israel enquanto organização político-jurídica soberana e não como coletividade judaica, são legítimos e devem ser preservados”, defende.

Mesmo assim, o tema promete gerar embate no Congresso, especialmente pelo alcance da proposta e pelo fato de já inserir o antissemitismo diretamente no guarda-chuva da Lei do Racismo brasileira, ampliando o peso das punições previstas na legislação atual.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O antissemitismo entrou no radar do Congresso Nacional com um projeto de lei que promete endurecer o tratamento jurídico dado a esse tipo de conduta no Brasil. A proposta, apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), prevê equiparar o antissemitismo ao crime de racismo, com pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. Pela regra, os casos também passariam a ser inafiançáveis e imprescritíveis.

O texto está em análise na Câmara dos Deputados e ainda será distribuído para as comissões responsáveis. Apesar de ter sido protocolado com o apoio de 44 parlamentares, nove deputados recuaram e pediram a retirada de suas assinaturas, sinalizando que o tema deve enfrentar resistência durante a tramitação.

A proposta define formalmente o que é antissemitismo no ordenamento jurídico brasileiro, tomando como base parâmetros internacionais da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Pelo texto, trata-se de uma percepção que se expressa como ódio contra judeus, podendo se manifestar de forma verbal, escrita, visual ou por meio de ações.


Saiba mais: 

Salazar reage à decisão da Justiça, diz ter sido censurado e volta a confrontar David Almeida

Justiça Eleitoral pressiona Alfredo Nascimento e PL-AM a quitar pendências


Entre os pontos destacados, o projeto inclui ataques direcionados a pessoas, instituições e espaços ligados à comunidade judaica. Também admite que manifestações podem ter como alvo o Estado de Israel quando associadas à coletividade judaica. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que críticas ao país, quando semelhantes às dirigidas a outras nações, não devem ser enquadradas como antissemitas.

Outro trecho amplia o conceito de discriminação, classificando como prática antissemita qualquer atitude que cause constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida a pessoas por sua identidade judaica ou vínculo com essa comunidade.

Na justificativa, Tabata afirma que a proposta busca corrigir uma lacuna na legislação brasileira e dar mais segurança jurídica para ações do poder público no combate ao ódio. A ideia é orientar políticas de educação, memória e direitos humanos com base em diretrizes claras, sem, segundo a autora, restringir o debate político.

“Críticas, análises ou posicionamentos sobre fatos políticos, conflitos internacionais ou sobre ações de qualquer governo, incluindo o Estado de Israel enquanto organização político-jurídica soberana e não como coletividade judaica, são legítimos e devem ser preservados”, defende.

Mesmo assim, o tema promete gerar embate no Congresso, especialmente pelo alcance da proposta e pelo fato de já inserir o antissemitismo diretamente no guarda-chuva da Lei do Racismo brasileira, ampliando o peso das punições previstas na legislação atual.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

Fim da ZFM pode esvaziar Manaus e aumentar migração no Norte a outras regiões

As declarações do pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, e de seu virtual vice, Kim Kataguiri, em defesa do fim dos incentivos fiscais...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

Fim da ZFM pode esvaziar Manaus e aumentar migração no Norte a outras regiões

As declarações do pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, e de seu virtual vice, Kim Kataguiri, em defesa do fim dos incentivos fiscais...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]