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Brasil piora no ranking de corrupção internacional e bate recorde negativo

O Brasil registrou a pior nota e a pior posição histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024, de acordo com levantamento da Transparência Internacional. O país obteve 34 pontos em uma escala de 0 a 100, ficando abaixo da média das Américas (42 pontos) e mundial (43 pontos).

No ranking global, o Brasil ocupa agora a 107ª colocação entre 180 nações, piorando em relação a 2023, quando estava na 104ª posição com 36 pontos.

A Transparência Internacional avalia a percepção da corrupção a partir de 13 pesquisas realizadas por 12 organizações internacionais, ouvindo especialistas e o mercado sobre a situação de cada país. A melhor nota do Brasil foi registrada em 2012 e 2014, com 43 pontos.

Confira as pontuações do Brasil entre 2012 e 2024

  • 2012 – 43 pontos
  • 2013 – 42 pontos
  • 2014 – 43 pontos
  • 2015 – 38 pontos
  • 2016 – 40 pontos
  • 2017 – 37 pontos
  • 2018 – 35 pontos
  • 2019 – 35 pontos
  • 2020 – 38 pontos
  • 2021 – 38 pontos
  • 2022 – 38 pontos
  • 2023 – 36 pontos
  • 2024 – 34 pontos

Principais fatores que impactaram a nota do Brasil

Segundo a Transparência Internacional, alguns fatores contribuíram para o pior resultado histórico do Brasil:

  • Silêncio do presidente Lula sobre a pauta anticorrupção;
  • Falta de transparência no Novo PAC, dificultando o controle social;
  • Ingerência política na Petrobras, afetando a governança da estatal;
  • Negativas do governo a pedidos de acesso à informação, sob justificativa questionável de sigilo de dados pessoais;
  • Corrupção no DNOCS, com desvio de emendas parlamentares pelo Centrão;
  • Arquivamentos e anulações de processos de macrocorrupção pelo STF, especialmente da Lava Jato.
impeachment de Lula - presidente Lula- oposiçao
(Foto: Andre Borges/EPA-EFE/REX/Shutterstock)

Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, destacou que a preocupação maior deve ser com a série histórica, pois a cada ano a reversão desse cenário se torna mais difícil.

O diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão afirmou que:

“Não é um índice que olha para apenas para a perspectiva do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, é sobre uma situação sistêmica que o índice olha em todo o país.”

“É muito mais relevante nós darmos atenção a série histórica e o fato de estarmos na pontuação mais baixa em toda a série histórica, do que a variação de um ano pro outro. É isso que devemos dar atenção, porque é grave e tem que ser recebido como um grande alarme pela sociedade. Porque precisamos reverter essa trajetória, porque a cada ano que passa, ela fica mais difícil de ser revertida”, completou Brandão.


Saiba mais:


Corrupção e crime organizado

O relatório alerta que o avanço da corrupção está associado à captura do Estado pelo crime organizado.

“Em 2024, o Brasil falhou, mais uma vez, em reverter a trajetória dos últimos anos de desmonte da luta contra a corrupção. Ao contrário, o que se viu foi o avanço do processo de captura do Estado pela corrupção. A principal evidência de que estamos entrando no estágio avançado desse processo vai se tornando clara: a presença cada vez maior e explícita do crime organizado nas instituições estatais, que anda de mãos dadas com a corrupção. Não surpreende, portanto, o resultado do Brasil no IPC 2024 ser o pior da sua série histórica” escreveu a entidade.

>> LEIA O RELATÓRIO NA ÍNTEGRA: Transparencia-internacional-brasil

Ranking global da corrupção

Os países são avaliados em uma escala que vai de 0 a 100 e quanto menor a pontuação, maior a corrupção. Os países mais bem colocados no ranking da Transparência Internacional são:

  • Dinamarca (90 pontos);
  • Finlândia (88 pontos);
  • Cingapura (84 pontos);
  • Nova Zelândia (83 pontos);
  • Luxemburgo, Noruega e Suíça (81 pontos cada).

Os países com pior desempenho são:

  • Sudão do Sul (8 pontos);
  • Somália (9 pontos);
  • Venezuela (10 pontos);
  • Síria (12 pontos);
  • Iêmem, Líbia e Eritréia (13 pontos cada).
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O Brasil registrou a pior nota e a pior posição histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024, de acordo com levantamento da Transparência Internacional. O país obteve 34 pontos em uma escala de 0 a 100, ficando abaixo da média das Américas (42 pontos) e mundial (43 pontos).

No ranking global, o Brasil ocupa agora a 107ª colocação entre 180 nações, piorando em relação a 2023, quando estava na 104ª posição com 36 pontos.

A Transparência Internacional avalia a percepção da corrupção a partir de 13 pesquisas realizadas por 12 organizações internacionais, ouvindo especialistas e o mercado sobre a situação de cada país. A melhor nota do Brasil foi registrada em 2012 e 2014, com 43 pontos.

Confira as pontuações do Brasil entre 2012 e 2024

  • 2012 – 43 pontos
  • 2013 – 42 pontos
  • 2014 – 43 pontos
  • 2015 – 38 pontos
  • 2016 – 40 pontos
  • 2017 – 37 pontos
  • 2018 – 35 pontos
  • 2019 – 35 pontos
  • 2020 – 38 pontos
  • 2021 – 38 pontos
  • 2022 – 38 pontos
  • 2023 – 36 pontos
  • 2024 – 34 pontos

Principais fatores que impactaram a nota do Brasil

Segundo a Transparência Internacional, alguns fatores contribuíram para o pior resultado histórico do Brasil:

  • Silêncio do presidente Lula sobre a pauta anticorrupção;
  • Falta de transparência no Novo PAC, dificultando o controle social;
  • Ingerência política na Petrobras, afetando a governança da estatal;
  • Negativas do governo a pedidos de acesso à informação, sob justificativa questionável de sigilo de dados pessoais;
  • Corrupção no DNOCS, com desvio de emendas parlamentares pelo Centrão;
  • Arquivamentos e anulações de processos de macrocorrupção pelo STF, especialmente da Lava Jato.
impeachment de Lula - presidente Lula- oposiçao
(Foto: Andre Borges/EPA-EFE/REX/Shutterstock)

Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, destacou que a preocupação maior deve ser com a série histórica, pois a cada ano a reversão desse cenário se torna mais difícil.

O diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão afirmou que:

“Não é um índice que olha para apenas para a perspectiva do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, é sobre uma situação sistêmica que o índice olha em todo o país.”

“É muito mais relevante nós darmos atenção a série histórica e o fato de estarmos na pontuação mais baixa em toda a série histórica, do que a variação de um ano pro outro. É isso que devemos dar atenção, porque é grave e tem que ser recebido como um grande alarme pela sociedade. Porque precisamos reverter essa trajetória, porque a cada ano que passa, ela fica mais difícil de ser revertida”, completou Brandão.


Saiba mais:


Corrupção e crime organizado

O relatório alerta que o avanço da corrupção está associado à captura do Estado pelo crime organizado.

“Em 2024, o Brasil falhou, mais uma vez, em reverter a trajetória dos últimos anos de desmonte da luta contra a corrupção. Ao contrário, o que se viu foi o avanço do processo de captura do Estado pela corrupção. A principal evidência de que estamos entrando no estágio avançado desse processo vai se tornando clara: a presença cada vez maior e explícita do crime organizado nas instituições estatais, que anda de mãos dadas com a corrupção. Não surpreende, portanto, o resultado do Brasil no IPC 2024 ser o pior da sua série histórica” escreveu a entidade.

>> LEIA O RELATÓRIO NA ÍNTEGRA: Transparencia-internacional-brasil

Ranking global da corrupção

Os países são avaliados em uma escala que vai de 0 a 100 e quanto menor a pontuação, maior a corrupção. Os países mais bem colocados no ranking da Transparência Internacional são:

  • Dinamarca (90 pontos);
  • Finlândia (88 pontos);
  • Cingapura (84 pontos);
  • Nova Zelândia (83 pontos);
  • Luxemburgo, Noruega e Suíça (81 pontos cada).

Os países com pior desempenho são:

  • Sudão do Sul (8 pontos);
  • Somália (9 pontos);
  • Venezuela (10 pontos);
  • Síria (12 pontos);
  • Iêmem, Líbia e Eritréia (13 pontos cada).
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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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