O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa comunicou ao seu partido, Democracia Cristã (DC), que não será candidato a presidente da República nas eleições deste ano.
A desistência foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo relato de Barbosa a interlocutores, ele recuou porque as condições estipuladas por ele não foram atendidas.
Pré-candidatura foi condicionada a apoio partidário
A pré-candidatura de Joaquim Barbosa foi apresentada em maio pelo partido. Em entrevista à Folha, no mesmo mês, Barbosa afirmou que só daria seguimento à ideia se houvesse boa receptividade do eleitorado, além de estrutura partidária para fazer campanha.
Aposentado do STF desde 2014, o ex-ministro retomou os perfis nas redes sociais após o anúncio da pré-candidatura e afirmou que estava estudando a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. Em publicação feita em seu perfil no Instagram, em 16 de junho, Barbosa escreveu que pretendia usar as redes sociais de forma mais ativa, para manter um diálogo mais frequente com os seguidores.
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Barbosa registrou 1% em pesquisas
Na pesquisa de intenção de voto mais recente do instituto Quaest, divulgada nesta semana, Barbosa registrou 1%, mesmo percentual apontado pelo Datafolha em junho.
Escolha gerou crise interna no partido
A escolha de Joaquim Barbosa pelo presidente nacional do DC, João Caldas, gerou desavenças na legenda, em especial com o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo, até então pré-candidato à Presidência pelo partido. Insatisfeito, Rebelo afirmou que não recuaria da pré-candidatura, fez críticas públicas a Caldas e chegou a ser expulso do partido, mas recorreu à Justiça e foi reintegrado à legenda.
Integrantes da pré-campanha de Rebelo afirmaram que há possibilidade de a pré-candidatura do ex-ministro ser retomada.
