A falta do Passe Livre Estudantil tem gerado preocupação entre alunos da rede pública de Manaus a poucos dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre neste domingo (8/11).
Nesta sexta-feira (6), representantes da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (UESA) informaram que desocuparam a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mas seguirão com as mobilizações nas ruas.
Impacto no deslocamento
Segundo os estudantes, o bloqueio do benefício afeta diretamente o deslocamento até os locais de prova. O estudante do segundo ano do ensino médio Arthur Milson relatou a dificuldade para chegar ao exame.
“Vou ter que arrumar um dinheiro e pedir de alguém para poder ir para a minha escola, para poder fazer a prova. Eu não sei quem vou procurar, não sei como é que eu vou achar esse dinheiro, porque foi de surpresa que bloquearam a minha carteirinha”, afirmou.
De acordo com os manifestantes, os alunos estão sendo obrigados a pagar o valor integral da passagem, de R$ 5, para ir à escola, pois os cartões seguem bloqueados mesmo com créditos disponíveis. A reclamação é que, além de perderem o passe gratuito, os estudantes também não conseguem utilizar a meia passagem, que custava R$ 2,50.
“Muitos que queriam prestar aqui hoje não puderam vir por falta de dinheiro para a passagem”, contou Arthur.
Leia mais
Roberto Cidade diz que suspensão do Passe Livre é questão política
Sinetram diz que Passe Livre Estudantil depende de repasse de recursos para liberar créditos
Mobilização nas ruas
A ocupação na Aleam chegou ao fim, mas os estudantes pretendem continuar as ações. Está prevista uma manifestação às 14h desta sexta-feira, em frente à sede do governo, além do protocolo de uma denúncia no Ministério Público para pedir a reativação do passe livre.
Para o domingo (8), dia da primeira prova do Enem, os alunos planejam um ato chamado “catraca livre”. O presidente da UESA Livre, Gabriel Tavares, destacou que o Amazonas ocupa a última posição no Enem e alertou para os prejuízos causados pela falta do transporte.
“Muitos não vão conseguir fazer o Enem”, concluiu.
