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Cidades inadimplentes poderão receber verbas federais em ano de eleição

Uma decisão do Congresso Nacional pode mudar significativamente a realidade financeira de milhares de municípios brasileiros em 2026. A derrubada de vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) abriu caminho para que cidades inadimplentes de pequeno porte possam voltar a receber verbas federais mesmo em ano eleitoral.

A medida beneficia municípios com até 65 mil habitantes que possuem pendências fiscais e administrativas. Com a mudança, essas cidades poderão firmar convênios com a União, acessar programas federais, receber emendas parlamentares e obter recursos que antes poderiam ser bloqueados por restrições burocráticas.

Na prática, a decisão reduz o impacto do Cadastro Único de Convênios (CAUC), sistema do Tesouro Nacional que reúne informações fiscais, previdenciárias e administrativas de estados e municípios. Até então, irregularidades registradas no sistema poderiam impedir a celebração de convênios e o recebimento de recursos.

O texto restabelecido pelo Congresso também determina que a análise das condições de habilitação seja feita apenas no momento da assinatura do convênio. Isso significa que não haverá uma nova checagem quando o dinheiro for efetivamente transferido.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, afirmou que a demanda vinha sendo apresentada por prefeitos de várias regiões do país. Segundo ele, aproximadamente 3,1 mil municípios poderão ser beneficiados pela mudança.


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A pressão sobre o Legislativo ganhou força durante a Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios em Brasília, evento que reúne gestores municipais para apresentar reivindicações ao governo federal e ao Congresso.

Apesar do apoio de lideranças municipalistas, a decisão também provocou críticas. O governo federal havia vetado os dispositivos alegando que a flexibilização poderia contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal e normas constitucionais que exigem regularidade financeira para transferências voluntárias.

Além da liberação para municípios inadimplentes, o Congresso restabeleceu outros pontos da LDO, incluindo a autorização para investimentos federais em rodovias estaduais, municipais e na malha hidroviária brasileira.

Para prefeitos, a medida representa uma oportunidade de destravar recursos e obras. Já para opositores, o debate agora passa pelos riscos de flexibilizar regras justamente em um período marcado pela disputa eleitoral.

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A medida beneficia municípios com até 65 mil habitantes que possuem pendências fiscais e administrativas. Com a mudança, essas cidades poderão firmar convênios com a União, acessar programas federais, receber emendas parlamentares e obter recursos que antes poderiam ser bloqueados por restrições burocráticas.

Na prática, a decisão reduz o impacto do Cadastro Único de Convênios (CAUC), sistema do Tesouro Nacional que reúne informações fiscais, previdenciárias e administrativas de estados e municípios. Até então, irregularidades registradas no sistema poderiam impedir a celebração de convênios e o recebimento de recursos.

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