Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Como funciona o voto distrital misto, proposta que pode mudar as eleições no Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou conversas com os partidos políticos para discutir uma mudança na forma como os brasileiros elegem deputados federais, deputados estaduais e vereadores. A proposta é adotar o chamado voto distrital misto.

Se a mudança for aprovada pelo Congresso Nacional, o novo modelo poderá começar a ser implantado em 2030, com previsão de adoção completa em 2034.

Mas o que isso significa na prática? A principal diferença é que o eleitor passaria a ter dois votos: um para escolher um candidato de sua região e outro para escolher um partido político.

Como funciona hoje?

Atualmente, quando vai votar para deputado ou vereador, o eleitor escolhe um candidato ou um partido.

Os votos recebidos pelos candidatos também ajudam a definir quantas vagas cada partido terá no Legislativo. Isso significa que um candidato muito votado pode ajudar outros colegas de partido a conquistar uma cadeira, mesmo que eles tenham recebido menos votos.

É o chamado sistema proporcional de lista aberta.


Leia mais

Concurso da Câmara dos Deputados abre inscrições na quinta

Confusão no Parlamento da Armênia tem cadeiradas e deputados feridos


Como funcionaria o voto distrital misto?

Imagine que uma cidade seja dividida em diferentes bairros ou regiões. Cada região seria um distrito eleitoral e teria candidatos próprios.

Nesse modelo, o eleitor receberia duas oportunidades de escolha na urna:

  • Primeiro voto: escolha de um candidato. O eleitor escolheria uma pessoa para representar sua região. O candidato mais votado naquele distrito conquistaria a vaga.
  • Segundo voto: escolha de um partido. O eleitor escolheria uma legenda. Os votos dos partidos seriam somados para definir quantas cadeiras cada um teria direito a ocupar com seus candidatos de uma lista partidária.

Vamos imaginar um exemplo?

Pense em um estado que tenha dez vagas para deputado federal.

Com o voto distrital misto, cinco vagas seriam preenchidas por candidatos eleitos diretamente nos distritos. As outras cinco seriam distribuídas entre os partidos, de acordo com os votos recebidos por cada legenda.

Imagine que você more no Distrito A. Na urna, poderia votar assim:

  1. No primeiro voto, escolheria João, candidato que mora ou atua na sua região.
  2. No segundo voto, escolheria o Partido Azul, porque gosta das propostas dessa legenda.

Perceba que você poderia votar em João, que pertence ao Partido Vermelho, e escolher o Partido Azul no segundo voto.

Ou seja, não seria obrigatório votar duas vezes no mesmo partido.

Qual é a diferença entre os dois modelos?

A principal mudança é que parte dos parlamentares seria escolhida diretamente pelos eleitores de cada região, enquanto a outra parte seria definida pela votação dos partidos.

A ideia dos defensores do modelo é fazer com que os representantes tenham uma ligação mais direta com as regiões onde recebem votos. O sistema também diminuiria o peso dos chamados puxadores de votos na distribuição de parte das vagas.

Quando isso pode acontecer?

O cronograma discutido por Hugo Motta prevê uma transição em 2030 e a adoção completa do novo sistema em 2034.

A mudança ainda está em discussão e depende de aprovação do Congresso Nacional.

As eleições para presidente da República, governadores e senadores não seriam alteradas. Esses cargos continuariam seguindo o sistema majoritário, no qual vence quem obtém a votação necessária para conquistar o cargo.

Portanto, por enquanto, nada muda na forma de votar. A proposta ainda precisa avançar nas discussões entre os parlamentares.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou conversas com os partidos políticos para discutir uma mudança na forma como os brasileiros elegem deputados federais, deputados estaduais e vereadores. A proposta é adotar o chamado voto distrital misto.

Se a mudança for aprovada pelo Congresso Nacional, o novo modelo poderá começar a ser implantado em 2030, com previsão de adoção completa em 2034.

Mas o que isso significa na prática? A principal diferença é que o eleitor passaria a ter dois votos: um para escolher um candidato de sua região e outro para escolher um partido político.

Como funciona hoje?

Atualmente, quando vai votar para deputado ou vereador, o eleitor escolhe um candidato ou um partido.

Os votos recebidos pelos candidatos também ajudam a definir quantas vagas cada partido terá no Legislativo. Isso significa que um candidato muito votado pode ajudar outros colegas de partido a conquistar uma cadeira, mesmo que eles tenham recebido menos votos.

É o chamado sistema proporcional de lista aberta.


Leia mais

Concurso da Câmara dos Deputados abre inscrições na quinta

Confusão no Parlamento da Armênia tem cadeiradas e deputados feridos


Como funcionaria o voto distrital misto?

Imagine que uma cidade seja dividida em diferentes bairros ou regiões. Cada região seria um distrito eleitoral e teria candidatos próprios.

Nesse modelo, o eleitor receberia duas oportunidades de escolha na urna:

  • Primeiro voto: escolha de um candidato. O eleitor escolheria uma pessoa para representar sua região. O candidato mais votado naquele distrito conquistaria a vaga.
  • Segundo voto: escolha de um partido. O eleitor escolheria uma legenda. Os votos dos partidos seriam somados para definir quantas cadeiras cada um teria direito a ocupar com seus candidatos de uma lista partidária.

Vamos imaginar um exemplo?

Pense em um estado que tenha dez vagas para deputado federal.

Com o voto distrital misto, cinco vagas seriam preenchidas por candidatos eleitos diretamente nos distritos. As outras cinco seriam distribuídas entre os partidos, de acordo com os votos recebidos por cada legenda.

Imagine que você more no Distrito A. Na urna, poderia votar assim:

  1. No primeiro voto, escolheria João, candidato que mora ou atua na sua região.
  2. No segundo voto, escolheria o Partido Azul, porque gosta das propostas dessa legenda.

Perceba que você poderia votar em João, que pertence ao Partido Vermelho, e escolher o Partido Azul no segundo voto.

Ou seja, não seria obrigatório votar duas vezes no mesmo partido.

Qual é a diferença entre os dois modelos?

A principal mudança é que parte dos parlamentares seria escolhida diretamente pelos eleitores de cada região, enquanto a outra parte seria definida pela votação dos partidos.

A ideia dos defensores do modelo é fazer com que os representantes tenham uma ligação mais direta com as regiões onde recebem votos. O sistema também diminuiria o peso dos chamados puxadores de votos na distribuição de parte das vagas.

Quando isso pode acontecer?

O cronograma discutido por Hugo Motta prevê uma transição em 2030 e a adoção completa do novo sistema em 2034.

A mudança ainda está em discussão e depende de aprovação do Congresso Nacional.

As eleições para presidente da República, governadores e senadores não seriam alteradas. Esses cargos continuariam seguindo o sistema majoritário, no qual vence quem obtém a votação necessária para conquistar o cargo.

Portanto, por enquanto, nada muda na forma de votar. A proposta ainda precisa avançar nas discussões entre os parlamentares.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Omar Aziz recebe representante da Embaixada da França

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), recebeu na manhã desta segunda-feira (2/11) o representante da Embaixada da França, Julien Steiner, para uma...

Congresso retoma agenda e coloca bets, tarifa zero e segurança pública em discussão

O Congresso Nacional retoma nesta terça-feira (3) a agenda de votações após o período eleitoral e deve concentrar os trabalhos em propostas que precisam...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Flávio e Eduardo Bolsonaro participam de culto em igreja nos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram recebidos em um culto na Celeiro Flórida Casa de Oração, nos...

Eduardo Braga assume relatoria de projeto que definirá novo imposto federal

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do projeto de resolução que definirá a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Damares Alves recebe título de Cidadã Gabrielense no interior do Amazonas

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) recebeu o título de Cidadã Gabrielense, concedido pela Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas....

Janones descarta ministério no governo Lula e diz que seguirá na Câmara

O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou que não pretende assumir nenhum ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Omar Aziz recebe representante da Embaixada da França

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), recebeu na manhã desta segunda-feira (2/11) o representante da Embaixada da França, Julien Steiner, para uma...

Congresso retoma agenda e coloca bets, tarifa zero e segurança pública em discussão

O Congresso Nacional retoma nesta terça-feira (3) a agenda de votações após o período eleitoral e deve concentrar os trabalhos em propostas que precisam...

Flávio e Eduardo Bolsonaro participam de culto em igreja nos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram recebidos em um culto na Celeiro Flórida Casa de Oração, nos...

Eduardo Braga assume relatoria de projeto que definirá novo imposto federal

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do projeto de resolução que definirá a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços...

Damares Alves recebe título de Cidadã Gabrielense no interior do Amazonas

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) recebeu o título de Cidadã Gabrielense, concedido pela Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas....

Janones descarta ministério no governo Lula e diz que seguirá na Câmara

O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou que não pretende assumir nenhum ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]