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Defesa de Bolsonaro atribui a “confusão mental” dano em tornozeleira e pede prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, mesmo utilizando fogo para danificar a tornozeleira eletrônica, ele não chegou a retirar o equipamento.

Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados reforçaram a versão apresentada por Bolsonaro na audiência de custódia, alegando que o episódio foi provocado por “efeitos colaterais de diferentes medicações prescritas”, que teriam gerado “pensamentos persecutórios e distantes da realidade”.

“Conforme boletim médico divulgado pela imprensa, esse quadro de confusão mental pode ter sido causado pela interação indevida de diferentes remédios”, diz o texto da defesa.

Os advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser sustentaram que, apesar da tentativa de queimar a tornozeleira, não houve qualquer indício de tentativa de fuga.

Nada do descrito nos documentos da SEAP narra tentativa de fuga ou desligamento do equipamento. Muito pelo contrário: expõe um comportamento ilógico, que pode ser explicado pelo quadro de confusão mental causado pelos medicamentos, a idade avançada e o estresse ao qual o ex-presidente está submetido”, afirmaram.

A manifestação responde à determinação de Moraes, que havia dado 24 horas para que a defesa esclarecesse o episódio. O ministro decretou a prisão preventiva de Bolsonaro no sábado, alegando risco de fuga após a tentativa de violação da tornozeleira.

Ao final do documento, a defesa pediu que o ministro reconsidere a decisão e volte a analisar o pedido de prisão domiciliar humanitária.


Saiba mais: 

Leia a íntegra da ata de audiência de custódia que manteve a prisão preventiva de Jair Bolsonaro

Lula confirma assinatura do acordo Mercosul–União Europeia em 20 de dezembro


Médicos relatam alucinações e suspensão de remédio

O cardiologista Leandro Echenique e o cirurgião-geral Claudio Birolini, que acompanham Bolsonaro, informaram ao STF que visitaram o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília na manhã deste domingo (23/11). Segundo os profissionais, ele estava estável e passou a noite sem intercorrências.

Durante a avaliação, Bolsonaro relatou que na sexta-feira (21/11) apresentou “confusão mental e alucinações, possivelmente induzidas pelo uso do medicamento Pregabalina”, prescrito por outra médica para “otimizar o tratamento”. Os médicos afirmaram que o remédio foi administrado sem o conhecimento da equipe que já cuidava do ex-presidente.

No documento, eles alertam que a Pregabalina tem interação relevante com outros medicamentos usados por Bolsonaro e pode causar efeitos colaterais como “alteração do estado mental, desorientação, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.

A equipe médica informou que o remédio foi suspenso imediatamente, o que levou à remissão dos sintomas. Os profissionais seguem acompanhando o quadro clínico do ex-presidente com reavaliações periódicas.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo e O Dia.

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, mesmo utilizando fogo para danificar a tornozeleira eletrônica, ele não chegou a retirar o equipamento.

Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados reforçaram a versão apresentada por Bolsonaro na audiência de custódia, alegando que o episódio foi provocado por “efeitos colaterais de diferentes medicações prescritas”, que teriam gerado “pensamentos persecutórios e distantes da realidade”.

“Conforme boletim médico divulgado pela imprensa, esse quadro de confusão mental pode ter sido causado pela interação indevida de diferentes remédios”, diz o texto da defesa.

Os advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser sustentaram que, apesar da tentativa de queimar a tornozeleira, não houve qualquer indício de tentativa de fuga.

Nada do descrito nos documentos da SEAP narra tentativa de fuga ou desligamento do equipamento. Muito pelo contrário: expõe um comportamento ilógico, que pode ser explicado pelo quadro de confusão mental causado pelos medicamentos, a idade avançada e o estresse ao qual o ex-presidente está submetido”, afirmaram.

A manifestação responde à determinação de Moraes, que havia dado 24 horas para que a defesa esclarecesse o episódio. O ministro decretou a prisão preventiva de Bolsonaro no sábado, alegando risco de fuga após a tentativa de violação da tornozeleira.

Ao final do documento, a defesa pediu que o ministro reconsidere a decisão e volte a analisar o pedido de prisão domiciliar humanitária.


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Durante a avaliação, Bolsonaro relatou que na sexta-feira (21/11) apresentou “confusão mental e alucinações, possivelmente induzidas pelo uso do medicamento Pregabalina”, prescrito por outra médica para “otimizar o tratamento”. Os médicos afirmaram que o remédio foi administrado sem o conhecimento da equipe que já cuidava do ex-presidente.

No documento, eles alertam que a Pregabalina tem interação relevante com outros medicamentos usados por Bolsonaro e pode causar efeitos colaterais como “alteração do estado mental, desorientação, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.

A equipe médica informou que o remédio foi suspenso imediatamente, o que levou à remissão dos sintomas. Os profissionais seguem acompanhando o quadro clínico do ex-presidente com reavaliações periódicas.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo e O Dia.

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