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Deputada evangélica retira assinatura do projeto de lei sobre o aborto

A deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA) solicitou a retirada de sua assinatura do projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio. O pedido, feito na quarta-feira (12/06), foi protocolado na segunda-feira (17/06). Renilce, integrante da bancada evangélica e da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que assinou o projeto sem perceber que a proposta poderia punir mulheres que abortam fetos provenientes de estupro mais severamente do que os próprios agressores.

Em nota, Renilce destacou que, após entender a implicação do projeto, decidiu retirar sua assinatura.

“Após essa constatação, a deputada fez a retirada da assinatura porque tem certeza absoluta que esse projeto não irá favorecer nem as mulheres, nem as crianças, somente os agressores e estupradores” afirmou a parlamentar em nota.

Ela reafirmou sua posição contra o aborto, exceto em casos de risco à vida da gestante ou quando a gravidez é resultado de estupro, situações já contempladas na legislação brasileira.

Com a retirada da assinatura da deputada, o projeto agora conta com 32 coautores, liderados pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Entre os coautores, 11 pertencem a partidos com ministérios no governo federal e 10 são mulheres.

Lista de coautores do PL do Aborto:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Evair Vieira de Melo (PP-ES)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Gilvan da Federal (PL-ES)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Delegado Palumbo (MDB-SP)
  • Ely Santos (Republicanos-SP)
  • Simone Marquetto (MDB-SP)
  • Cristiane Lopes (União Brasil-RO)
  • Abilio Brunini (PL-MT)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Carla Zambelli (PL-SP)
  • Dr. Frederico (PRD-MG)
  • Greyce Elias (Avante-MG)
  • Delegado Ramagem (PL-RJ)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Dayany Bittencourt (União Brasil-CE)
  • Lêda Borges (PSDB-GO)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pastor Eurico (PL-PE)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Cezinha de Madureira (PSD-SP)
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Eli Borges (PL-TO) (autor do requerimento de urgência)
  • Fred Linhares (Republicanos-DF) (solicitou a coautoria em requerimento à parte)

Saiba mais:


Ala feminina do MDB é contra o PL

A ala feminina do MDB, partido de Renilce, também se posicionou contra o projeto. Em nota divulgada no último domingo (16/06), o MDB Mulher defendeu os direitos das vítimas de violência sexual e criticou a proposta por ignorar a realidade das meninas e mulheres que sofrem abusos diários no Brasil. A nota enfatizou que essas vítimas não devem ser penalizadas por buscar o aborto nos casos permitidos pela legislação atual.

“Somos a favor da vida da mulher. E esse posicionamento não pode excluir a vida das mulheres e meninas, das vítimas de violência que – muitas vezes – são revitimizadas por não conseguirem acesso ao aborto nos casos em que a atual legislação prevê. Meninas são estupradas no Brasil todos os dias. Elas são vítimas e não podem ser penalizadas por buscarem seus direitos. Não podem ser presas. E suas vidas também importam”, afirmou a ala feminina do MDB.

*com informações de CNN

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A deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA) solicitou a retirada de sua assinatura do projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio. O pedido, feito na quarta-feira (12/06), foi protocolado na segunda-feira (17/06). Renilce, integrante da bancada evangélica e da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que assinou o projeto sem perceber que a proposta poderia punir mulheres que abortam fetos provenientes de estupro mais severamente do que os próprios agressores.

Em nota, Renilce destacou que, após entender a implicação do projeto, decidiu retirar sua assinatura.

“Após essa constatação, a deputada fez a retirada da assinatura porque tem certeza absoluta que esse projeto não irá favorecer nem as mulheres, nem as crianças, somente os agressores e estupradores” afirmou a parlamentar em nota.

Ela reafirmou sua posição contra o aborto, exceto em casos de risco à vida da gestante ou quando a gravidez é resultado de estupro, situações já contempladas na legislação brasileira.

Com a retirada da assinatura da deputada, o projeto agora conta com 32 coautores, liderados pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Entre os coautores, 11 pertencem a partidos com ministérios no governo federal e 10 são mulheres.

Lista de coautores do PL do Aborto:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Evair Vieira de Melo (PP-ES)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Gilvan da Federal (PL-ES)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Delegado Palumbo (MDB-SP)
  • Ely Santos (Republicanos-SP)
  • Simone Marquetto (MDB-SP)
  • Cristiane Lopes (União Brasil-RO)
  • Abilio Brunini (PL-MT)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Carla Zambelli (PL-SP)
  • Dr. Frederico (PRD-MG)
  • Greyce Elias (Avante-MG)
  • Delegado Ramagem (PL-RJ)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Dayany Bittencourt (União Brasil-CE)
  • Lêda Borges (PSDB-GO)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pastor Eurico (PL-PE)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Cezinha de Madureira (PSD-SP)
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Eli Borges (PL-TO) (autor do requerimento de urgência)
  • Fred Linhares (Republicanos-DF) (solicitou a coautoria em requerimento à parte)

Saiba mais:


Ala feminina do MDB é contra o PL

A ala feminina do MDB, partido de Renilce, também se posicionou contra o projeto. Em nota divulgada no último domingo (16/06), o MDB Mulher defendeu os direitos das vítimas de violência sexual e criticou a proposta por ignorar a realidade das meninas e mulheres que sofrem abusos diários no Brasil. A nota enfatizou que essas vítimas não devem ser penalizadas por buscar o aborto nos casos permitidos pela legislação atual.

“Somos a favor da vida da mulher. E esse posicionamento não pode excluir a vida das mulheres e meninas, das vítimas de violência que – muitas vezes – são revitimizadas por não conseguirem acesso ao aborto nos casos em que a atual legislação prevê. Meninas são estupradas no Brasil todos os dias. Elas são vítimas e não podem ser penalizadas por buscarem seus direitos. Não podem ser presas. E suas vidas também importam”, afirmou a ala feminina do MDB.

*com informações de CNN

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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