A equipe de segurança da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que detectou aumento de ameaças e hostilidades contra ela nas redes sociais, e que por isso promove mudanças na rotina dela. O grupo que cuida do dia a dia de Michelle observou o movimento nas plataformas e promoveu alterações de itinerário, horários, posicionamento da equipe de segurança, e até a escolha do armamento usado pelos agentes.
O aumento nas ameaças online aumentou após a ex-primeira-dama publicar vídeo no Instagram em junho, criticando o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência.
Segundo levantamento de inteligência da equipe de segurança, termos como “traidora” e ofensas de cunho sexual cresceram em volume nas últimas semanas. Os usuários também começaram a se referir à ex-primeira-dama como Michelle Firmo, omitindo o sobrenome Bolsonaro.
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Ainda segundo a equipe, a maior parte dos ataques vêm de internautas fora do Brasil, de países como Estados Unidos e Austrália. Os usuários também incentivam mais ofensas contra Michelle e promovem o efeito copycat, estímulo para que outros usuários copiem termos e agressões.
Além disso, recentemente deputados, senadores e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha da ex-primeira-dama com a camisa do PT.
Uma nova onda de ataques também começou depois que Michelle elogiou a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação. Ela chamou o programa de “sonho realizado”, e por causa disso foi criticada nas redes sociais pela base bolsonarista.
De acordo com a equipe de Michelle, o monitoramento das redes sociais sempre foi feito, mas teve o primeiro alerta no final de 2025, quando o blogueiro Allan dos Santos, exilado nos EUA, começou a promover ataques contra a ex-primeira-dama.
