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Escala 6×1: Erika Hilton quer votação antes das eleições; Alban, após pleito

A proposta de redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 voltou a provocar debate entre representantes do setor produtivo e parlamentares favoráveis à mudança. De um lado, empresários alertam para impactos econômicos, aumento de custos e pressão sobre preços. Do outro, defensores da proposta afirmam que a medida representa avanço social e mais dignidade para os trabalhadores.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou nesta terça-feira (26) a possibilidade de implementação rápida das mudanças, especialmente em um prazo de 60 dias. Segundo ele, empresas de pequeno e médio porte teriam dificuldade para contratar funcionários, reorganizar escalas e absorver os custos extras.

Em entrevista ao UOL, Alban defendeu que qualquer alteração na jornada aconteça de forma gradual, com redução de uma hora por ano, para evitar impactos na produtividade, inflação e competitividade da indústria brasileira. O empresário também afirmou que o debate não deveria avançar em período eleitoral, alegando risco de uso político da proposta.

“Nós estamos falando em 60 dias após o promulgado, ou seja, antes das eleições, prevalecer a redução de duas horas. Obviamente, isso é para dar um impacto, um objetivo que é dar um impacto populista ao político para o processo eleitoral. O que acontece? Em tal prazo curto de tempo, não há nenhuma empresa que vá buscar uma melhor eficiência para absorver custo. Nenhuma. Pode ser grande, médio e pequeno”, disse.


Leia mais

“Precisamos garantir a dignidade da população”, diz coordenador de movimento contra a escala 6×1

Fim da escala 6×1 pode “existir apenas no papel”, alerta relator


Já a deputada federal Érika Hilton (Psol) defende que a votação aconteça antes das eleições. Para ela, a redução da jornada é uma questão de qualidade de vida, descanso e convivência familiar para os trabalhadores.

A parlamentar argumenta que setores empresariais resistem em abrir mão de modelos considerados ultrapassados e afirma que estudos apresentados até agora não comprovam prejuízo econômico inevitável com a mudança.

“Então nós, obviamente, temos que continuar as pressões, temos que continuar vigilantes, mas também temos que continuar apostando que essa votação deve acontecer no Senado antes do período eleitoral. Não pode esperar as eleições, tem que acontecer antes do período eleitoral. Porque se fica depois das eleições, aí acaba o constrangimento, aí fazem o que querem. Se vem antes da eleição. É muito difícil para o senador, que depende do voto majoritário, voltar para sua base e dizer que ele quer que o trabalhador continue explorado”, defendeu a parlamentar, em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (25), em Brasília.
Tramitação

A discussão sobre a escala 6×1 coloca em lados opostos empresários preocupados com os impactos financeiros e movimentos que defendem melhores condições de trabalho no país.

Nesta segunda-feira (25), a proposta de emenda à Constituição (PEC) avançou no Congresso após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo Hugo Motta, o texto da PEC deve prever a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, além de um período de transição de um ano para adaptação das empresas.

O presidente da Câmara afirmou ainda que a proposta busca garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores, mas defendeu equilíbrio para evitar impactos bruscos na economia e no setor produtivo. A ideia é que a mudança aconteça de forma gradual.

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A proposta de redução da jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1 voltou a provocar debate entre representantes do setor produtivo e parlamentares favoráveis à mudança. De um lado, empresários alertam para impactos econômicos, aumento de custos e pressão sobre preços. Do outro, defensores da proposta afirmam que a medida representa avanço social e mais dignidade para os trabalhadores.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou nesta terça-feira (26) a possibilidade de implementação rápida das mudanças, especialmente em um prazo de 60 dias. Segundo ele, empresas de pequeno e médio porte teriam dificuldade para contratar funcionários, reorganizar escalas e absorver os custos extras.

Em entrevista ao UOL, Alban defendeu que qualquer alteração na jornada aconteça de forma gradual, com redução de uma hora por ano, para evitar impactos na produtividade, inflação e competitividade da indústria brasileira. O empresário também afirmou que o debate não deveria avançar em período eleitoral, alegando risco de uso político da proposta.

“Nós estamos falando em 60 dias após o promulgado, ou seja, antes das eleições, prevalecer a redução de duas horas. Obviamente, isso é para dar um impacto, um objetivo que é dar um impacto populista ao político para o processo eleitoral. O que acontece? Em tal prazo curto de tempo, não há nenhuma empresa que vá buscar uma melhor eficiência para absorver custo. Nenhuma. Pode ser grande, médio e pequeno”, disse.


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A parlamentar argumenta que setores empresariais resistem em abrir mão de modelos considerados ultrapassados e afirma que estudos apresentados até agora não comprovam prejuízo econômico inevitável com a mudança.

“Então nós, obviamente, temos que continuar as pressões, temos que continuar vigilantes, mas também temos que continuar apostando que essa votação deve acontecer no Senado antes do período eleitoral. Não pode esperar as eleições, tem que acontecer antes do período eleitoral. Porque se fica depois das eleições, aí acaba o constrangimento, aí fazem o que querem. Se vem antes da eleição. É muito difícil para o senador, que depende do voto majoritário, voltar para sua base e dizer que ele quer que o trabalhador continue explorado”, defendeu a parlamentar, em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (25), em Brasília.
Tramitação

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Segundo Hugo Motta, o texto da PEC deve prever a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, além de um período de transição de um ano para adaptação das empresas.

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