A prisão do policial civil e mestre de jiu-jitsu Melqui Galvão, suspeito de estuprar uma aluna menor de idade em Manaus, repercutiu na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quarta-feira (29). As deputadas Alessandra Campelo (PSD) e Débora Menezes (PL), além do deputado Ednailson Rozenha (PSD), cobraram punição.
Campelo mostrou trecho de um áudio do suspeito, no qual ele pede desculpas e diz estar “envergonhado” e com medo de “perder tudo o que construiu”. A deputada rebateu:
“Ele não está arrependido do crime, está arrependido porque foi pego. A preocupação dele é perder a fama e o dinheiro, não a vítima.” Ela destacou que há notícia de pelo menos cinco vítimas do mesmo agressor e questionou: “Quantas terão que ser abusadas para que as pessoas acreditem?”
Débora Menezes lembrou que o esporte amazonense perde com o caso, mas que “abusador não tem cara e geralmente se aproveita de cargos de confiança”. Ela informou que protocolou o Projeto de Lei 7.907/2025, que estabelece um código de conduta para academias, e convocou uma audiência pública para discutir medidas de proteção, como a presença de profissionais mulheres nos treinos.
Já Rozenha afirmou que “o arrependimento não tira a punibilidade” e que o abusador só foi descoberto agora, mas “pratica o crime há anos”. Melqui Galvão foi preso a pedido da Justiça de São Paulo e aguarda audiência de custódia.
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