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EUA aprovam Mounjaro para reduzir risco de infarto e AVC em diabéticos

A agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, aprovou um novo uso para o Mounjaro, remédio da farmacêutica Eli Lilly na última sexta-feira (28/8). A substância do medicamento se chama tirzepatida. Com a decisão, o Mounjaro passa a poder ser usado nos Estados Unidos também para reduzir o risco de infarto e de AVC (acidente vascular cerebral) em adultos com diabetes tipo 2 que têm risco maior de problemas no coração e na circulação.

Até então, o remédio só era aprovado no país para ajudar a controlar o açúcar no sangue de pessoas com diabetes tipo 2. Essa nova aprovação é voltada apenas para pacientes que já têm diabetes e um risco cardiovascular elevado. Ou seja, não significa que o Mounjaro passa a ser indicado automaticamente para todo mundo que tem diabetes tipo 2.

Estudo

A decisão da FDA se baseou em um estudo que comparou o Mounjaro com outro remédio da Eli Lilly, o Trulicity, usado no tratamento do diabetes tipo 2.

Segundo os resultados divulgados pela farmacêutica, quem tomou Mounjaro teve 8% menos chance de sofrer problemas graves no coração e na circulação, como infarto e AVC, na comparação com quem tomou Trulicity.

A tirzepatida age sobre dois hormônios do corpo chamados GIP e GLP-1. Esses hormônios ajudam a controlar o açúcar no sangue, a sensação de saciedade e o apetite. Nos Estados Unidos, essa mesma substância também é vendida com o nome Zepbound, indicado para tratar obesidade.


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A aprovação acontece em um momento em que os remédios dessa categoria, que agem sobre o hormônio GLP-1, vêm sendo aprovados para outros usos além do controle do açúcar no sangue e da perda de peso. As empresas que fabricam esses medicamentos têm buscado mostrar que eles também protegem o coração.

A concorrente Novo Nordisk já conseguiu ampliar o uso de remédios feitos com semaglutida nos Estados Unidos. Em 2024, a FDA aprovou o Wegovy para reduzir o risco de problemas graves no coração em adultos com sobrepeso ou obesidade que já tinham doença cardiovascular. Em 2025, a agência também aprovou o Rybelsus, versão do remédio em comprimido, para o mesmo tipo de proteção em pacientes com diabetes tipo 2.

O que muda

Na prática, a decisão dá mais uma opção de tratamento para quem tem diabetes tipo 2 e também corre risco maior de ter problemas no coração. O benefício é reduzir esse risco, além de controlar o açúcar no sangue.

Essa aprovação vale só para os Estados Unidos. Ela não muda, por si só, as indicações do Mounjaro em outros países, como o Brasil. A escolha do tratamento deve levar em conta o histórico de saúde e os fatores de risco de cada paciente, sempre com orientação médica.

A novidade também mostra uma mudança na forma como esses remédios vêm sendo estudados: além de controlar o diabetes e ajudar a emagrecer, agora eles também são avaliados pela capacidade de prevenir complicações no coração, uma das principais causas de morte entre pessoas com diabetes.

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Até então, o remédio só era aprovado no país para ajudar a controlar o açúcar no sangue de pessoas com diabetes tipo 2. Essa nova aprovação é voltada apenas para pacientes que já têm diabetes e um risco cardiovascular elevado. Ou seja, não significa que o Mounjaro passa a ser indicado automaticamente para todo mundo que tem diabetes tipo 2.

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Segundo os resultados divulgados pela farmacêutica, quem tomou Mounjaro teve 8% menos chance de sofrer problemas graves no coração e na circulação, como infarto e AVC, na comparação com quem tomou Trulicity.

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