Após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançar maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do pai. Em publicação no X (antigo Twitter), ele afirmou que o ex-chefe do Executivo é alvo de uma “suprema perseguição”.
O parlamentar também criticou o voto da ministra Cármen Lúcia, responsável por desempatar o julgamento e levar o placar a 3 a 1 pela condenação.
(Foto: reprodução)
“Carmem Lúcia não individualiza uma única conduta de ninguém, não cita uma prova de absolutamente nada. Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa. Discurso virou prova de premeditação. Narrativas viraram fundamento jurídico”, escreveu.
A manifestação da ministra ocorreu nesta quinta-feira (11/9), um dia após o voto do ministro Luiz Fux, que divergiu dos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao defender a absolvição da maior parte dos acusados. Ao acompanhar o entendimento da maioria, Cármen Lúcia consolidou a leitura de que houve crimes nos episódios investigados.
Os réus, incluindo Bolsonaro, respondem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
*Com informações do Metrópoles.
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(Foto: reprodução)
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