O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou o município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, durante entrevista ao podcast Market Makers, na quinta-feira (6), para defender a ampliação do acesso à internet em aldeias indígenas e afirmar que os povos originários querem maior integração com a sociedade brasileira.
Ao relembrar ações do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio citou o programa Wi-Fi Brasil e disse que, durante visitas a comunidades indígenas do Alto Rio Negro, uma das principais reivindicações era o acesso à internet.
“No ano do presidente Bolsonaro, com o Wi-Fi Brasil, foram mais de 21.300 pontos de internet gratuitos, em especial em escolas, em aldeias indígenas. Lembra que a gente chegava, ia lá para São Gabriel da Cachoeira, em determinada aldeia indígena, o presidente perguntava: o que vocês querem que o presidente faça aqui? Aí os indígenas, o Wi-Fi, indígena quer Wi-Fi”, disse o candidato.
São Gabriel da Cachoeira no centro do debate
A fala coloca São Gabriel da Cachoeira, município conhecido por ter uma das maiores populações indígenas do país, no centro do debate sobre inclusão digital e direitos dos povos originários. Localizada no extremo noroeste do Amazonas, a cidade tem mais de 90% da população formada por indígenas de diferentes etnias, como tukanos, baniwas e yanomamis.
Segundo Flávio Bolsonaro, a expansão da internet em regiões isoladas seria uma forma de integrar essas comunidades, ampliar o acesso à informação e criar novas oportunidades econômicas e educacionais.
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Wi-Fi Brasil e inclusão digital
O programa Wi-Fi Brasil, citado pelo senador, foi criado para levar conexão gratuita a localidades remotas, incluindo escolas, unidades de saúde, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. Dados divulgados pelo governo federal ao fim de 2022 apontam a instalação de mais de 21 mil pontos de acesso em todo o país.
Além da defesa da inclusão digital, Flávio afirmou que pretende ampliar a autonomia dos povos indígenas para decidir sobre atividades econômicas em seus territórios. Segundo ele, as comunidades deveriam ter mais poder para definir questões relacionadas à agricultura, ao arrendamento de terras e à exploração de recursos naturais.
